A cada passo que dava naquele corredor faziam o meu coração bater mais rápido, estava prestes a desistir, mas o Marcel apareceu no corredor e veio até mim. Ele estava muito bem vestido, ele estava vestido de uma camisa social e calças pretas e sapatos da mesma cor e havia organizado muito bem o cabelo.
- Você chegou! – falou ele com um sorriso no rosto.
- O que aconteceu com um jantarzinho? E o seu cabelo? Os seus pais não estão nos esperando pois não?
- Porquê? Exagerei demais? Achei que você iria gostar de jantar em um restaurante bom e eu só me vesti de acordo com o "normal" das pessoas que comem aqui. – falou ele se aproximando – você está linda!
Eu fiquei vermelha e sorri contra a minha vontade, o meu corpo não me obedece mais!
- Eu estou horrível! Eu não vesti para comer em um lugar chique desses... – falei fazendo beicinho.
- Para mim você está linda e isso é o suficiente – falou ele e em seguida me deu um beijo rápido que me deixou vermelha como tomate – vamos!
Ele pegou em minha mão e me guiou para dentro do restaurante. Nos sentamos em uma mesa afastada, conseguia ver o olhar de desaprovação das pessoas em mim.
Eu sabia que não havia me vestido como devia... eu deveria me vestir de maneira mais feminina, essa calça jeans larga e esse moletom estão me fazendo parecer uma mendiga perto dessas pessoas.
- Que cara é essa? – perguntou o Marcel.
- Estou com fome e essas pessoas não param de olhar para mim. – falo.
- Eles devem estar espantados com o seu senso de moda – falou ele rindo e eu rodei os olhos.
- O que você quer comer? – ele perguntou.
- Não sei, nunca comi nada do que está escrito aqui, eu só conheço arroz neste menu. – falei.
Ele chamou o garçom e pediu algo que tinha um nome estranho e depois olhou para mim com um sorriso estranhamente genuíno.
- Acho que é a primeira vez que te vejo sorrindo desse jeito, você deveria sorrir mais assim, as garotas gostam de homens que sabem sorrir assim, não um sorriso safado, mas um puro. – falo sorrindo.
- Eu acho que exagerei no figurino e estou parecendo um playbozinho não é? – falou ele bagunçando o cabelo.
- Porque você estragou? – falei rindo – Você parecia o meu Pai kkkk
- Você me paga! – falou rindo.
Nos comemos e quando terminamos saímos para caminhar, estávamos perto de uma praia e levei o Marcel para passarmos um tempinho lá.
- Queria ver o por do sol, mas o céu estrelado daqui é muito lindo... obrigada por hoje!
O Marcel me abraçou e eu retribuo o abraço, mas o abraço estava demorando muito tempo.
- Você não vai me soltar? – perguntei.
- Não!
- O abraço está muito gostoso, mas estamos assim a cinco minutos, vamos perder a noite eu quero passear!
- Não queria que você visse o Lucas, ele estava aqui. – falou ele me soltando.
- E? Algum problema? – tento parecer desinteressada.
- Ele estava com a Beatriz, por isso não queria que você o visse e estragasse o clima do encontro.
- Nos estamos juntos agora, o Lucas pode fazer o que quiser. – falei pegando na mão dele – vamos, agora eu quero tomar um sorvete.
Nos tomamos sorvete e fomos para o meu apartamento de ónibus.
- A princesa está entregue, espero que tenha gostado do encontro – falou ele colocando as mãos nos bolsos da calça.
- Me chame pelo meu nome, esses apelidos são horríveis!
- O seu desejo não poderá ser atendido princesa – falou ele rindo e depois me beijou e eu retribuo o beijo.
- Você quer que eu suba? – perguntou ele.
- É claro que não! – falei rindo e corri para a entrada, mas antes que eu entrasse acenei com a mão em gesto de despedida.
( Dia seguinte)
Acordo cedo e faço a limpeza no apartamento e aproveito para fazer as compras, quando volto para o apartamento encontro o meu Pai entrando no prédio e corro em direcção a ele.
- Oi Pai! Veio me ver?
- Oi filha, infelizmente não, estou aqui a trabalho, mas posso passar do seu apartamento para almoçar com você, o que acha?
- Estarei te esperando!
- Que sorriso é esse? – pergunta ele.
- Que sorriso?
- Esse sorriso de boba apaixonada... Você e o Lucas se acertaram? – perguntou ele.
- Não, estou namorando com o Marcel, mas desta vez é de verdade – falo.
- E o Lucas? Você vai começar um relacionamento dias depois de desistir de algum que você amava e esse alguém é o amigo do seu namorado, o que pode dar errado? – falou ele levantando uma sobrancelha.
- Eu não quero ter mais nada além de amizade com o Lucas, ele é arreia demais para o meu camiãozinho, ele já me fez ir ao extremo por ele, mas ele gosta de outra garota, para mim já foi o suficiente e o Marcel é a melhor pessoa porque ele sabe como me sinto e não está criando expectativas – falo.
- Está bem, eu já vou indo, tome conta do seu coração e não quebre o do seu amiguinho!
- Ele é meu namorado agora!
- Está bem, cuide do seu namorado!
( De tarde)
Estou sem nada para fazer, o Papai não ficou muito tempo aqui, mas pelo menos deu para matar a saudade. Me levanto da cama e vou em direcção a cozinha e pego o ultimo pedaço de bolo que havia restado e como assistindo o meu dorama favorito o "I'm not a robot" e depois de assistir alguns episódios devolvo o prato para a cozinha e aproveito para lavar a loiça suja e quando termino escuto alguém tocando a campainha e vou para atender.
Fico confusa quando olho para uma mulher muito bem vestida em minha frente, ela era bastante linda e era muito parecida com o Lucas.
- Boa tarde!
- Você é a Natacha Barbosa não é? – perguntou ela com uma cara séria.
- Sim e você é?
- Bianca Soares, a mãe do Lucas.
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The Ordinary Girl
RomanceNatacha Barbosa era uma garota normal como qualquer uma, mas os seus dias normais se foram embora quando ela começou a se tornar desapercebida para as pessoas, mas tudo munda quando Lucas é transferido para a Universidade em que ela estuda. Lucas...
