Capítulo 31

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Chego no hospital e me deparo com a minha mãe conversando com o Marcel e quando eles notam a minha presença o Marcel acena para mim. Me aproximo com uma cara nada amigável.

- O que você está fazendo aqui? – pergunto.

- Não precisa de alterar filho, eu só vim dar uma força para a Natacha e cuidar que o agressor dela não saia tão cedo da prisão. – responde ela com um sorriso no rosto.

- Porque você está ajudando? O que você pretende ganhar com isso?

- Nada, eu só preso pelo bem estar dos seus amigos de verdade. – respondeu ela.

Eu sabia que ela queria algo com a Natacha, ela não aceitaria uma garota sem posses, algo não está certo.

- Lucas, você pode discutir outra hora com a sua mãe, agora foque na Naty, ela... ela ainda não acordou e o médico disse que não sabe quando isso vai acontecer... - falou o Marcel olhando para baixo.

- É claro que ele não sabe, ela precisa de um hospital adequando! – falo tirando o celular do bolso.

- Espere Lucas! Você não pode tira-la daqui sem que o pai dela permita. – falou o Marcel segurando no meu braço.

- Onde está o Pai dela? – pergunto afastando a mão dele.

- Estou aqui! – falou um homem alto, vestido formalmente, se aproximando – e minha filha não vai sair daqui!

- Ela precisa de médicos qualificados!

- Ela precisa descansar e esse hospital é o melhor da cidade, você precisa descansar e se acalmar. – falou ele se sentando no banco de espera.

- Mas... - antes que eu pudesse falar algo o Marcel segurou o meu obro.

- Lucas, não fale nada, é melhor que você vá e descanse um pouco, você deve estar exausto da viajem – falou o Marcel.

Eles não devem estar falando sério!

Respiro fundo e saio do lugar. Tempos depois me instalo no hotel mais próximo do hospital. Depois de um banho ligo para o assistente do meu Pai.

- Preciso da sua ajuda.

"O que devo fazer?"

- Quero que você consiga o número de um médico...

(Horas depois)

Entro no escritório do médico e ele me convida para sentar.

- Aqui está o relatório médico dela – falou ele me entregando uma pasta.

Depois de alguns minutos analisando toda a informação que estava ali olhei para o médico preocupado.

- Sim, ela não está nada bem e não sei mais o que fazer... e transferi-la não vai mudar nada, nos estamos cuidando muito bem dela e não há hospital nenhum que faria algo diferente do que já estamos fazendo. – falou ele – e mesmo que exista um hospital que faça isso, transferi-la seria perigoso, ela poderia perder a vida no caminho.

- E se eu trouxer o médico?

- O médico que acho que poderia ajuda-la, vive em outro país e ele não aceitaria deixar o hospital dele para vir até aqui.

- Se ele for médico de verdade, não ignoraria uma paciente que precisa da ajuda dele. – falo e pego no celular – Quem é ele?

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