Capítulo 7

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"Oi!" – falo friamente.

"Oi Naty, podemos conversar?" – perguntou Lucas.

"Estou ocupada agora" – minto.

"Podemos conversar amanhã, eu posso te dar uma carona para a universidade" – falou ele.

O que ele quer me dizer? Que sou infantil ou que não posso namorar com o amigo dele?

"Está bem, estarei te esperado" – espero que não me arrependa disso.

"Obrigado! Estarei aí as seis horas e trinta minutos" – falou e depois terminou a chamada.

( Dia seguinte)

O que eu esperava? Que ele fosse chegar exactamente na hora que ele havia dito? Ele não costuma chegar cedo a lugar algum. Nos começamos as aulas as oito horas, era impossível ele chegar as seis horas e trinta minutos.

Quando eu estava prestes a entrar para dentro de casa vejo o carro do Lucas chegando.

- Bom dia! Desculpe pelo atraso, não estou acostumado a chegar tão cedo – falou ele abaixando o vidro.

Eu ignorei o que ele disse e somente entrei no carro. Ele deu partida e ficamos a viagem toda em silêncio. Era a primeira vez que eu me sentia daquele jeito a sois com ele, sentia um incomodo por estar com ele, mas também uma ansiedade por estar perto dele, eu queria estar perto dele, mas estava chateada com ele.

Sou tirada dos meus pensamentos quando ele para o carro na rua da universidade e tranca a porta do carro.

- Porque você trancou as portas? – perguntei tentando abrir a porta.

- Precaução, eu quero conversar com você e não quero que você vá antes de ouvir o que tenho para dizer. – falou ele.

Pela primeira vez olhei em seu rosto e os seus olhos azuis brilhavam na sobra, os seus cabelos negros bagunçados o deixavam, como posso dizer, atraente. Ele está diferente, parece cansado.

- Você dormiu? – perguntei olhando para a rua do meu lado para evitar olhar para o rosto dele.

- Não, não consegui pregar o olho depois do que aconteceu ontem. Vocês estão namorando de verdade ou tudo aquilo era para me provocar? – perguntou ele.

Sério que ele acabou de falar isso? Qual é a dele? Ele gosta ou não de mim? Porque ele fica fazendo isso comigo? Fica me dizendo que só me vê como amiga, mas depois faz um escândalo pelo Marcel me chamar de amor.

- Estou com planos de namorar a sério com ele... Você está com a Carol, porque você fica fazendo isso? Fica me afastando, mas não quer que eu fique com ninguém.

- Você pode ficar com quem você quiser, aquilo de ontem foi idiotice minha, foi um erro.

Erro? Essa palavra está me deixando com raiva agora.

- Eu gosto de você como amiga, mesmo que o que sinto por você fosse outra coisa eu não teria nada com você, porque, como havia dito antes, não tenho planos de namorar com alguém da mesma faculdade que eu. Eu não deveria ter falado aquelas coisas para você, eu acho que foi ciúmes de amigo. – continuou ele.

Amiga... porque continuo com esperanças de que ele pode so estar sendo orgulhoso ou algo do tipo? Ele deve sentir pena de mim como aquelas garotas da universidade disseram. Mas porque ele ficou com tanta raiva? Aquilo não é ciúme de amigo, não pode ser, eu não vou aceitar essa desculpa.

Meu coração está batendo tão rápido que sinto o ar indo aos poucos. Ouvir aquilo não me fez bem. Ele deve gostar de me ver sofrendo, mas eu não vou ser a única saindo aos pedaços aqui!

Deixo a minha mochila no banco de trás e me levanto e me sento nas coxas dele olhando nos olhos dele, ele ficou surpreso com aquilo, mas virou o rosto imediatamente.

- Você me ama como amiga? Porque você fica falando esse tipo de coisas para mim? Eu te amo! Como mulher! Se você não quer isso então não se meta na minha vida amorosa, pare de me iludir, pare de inventar desculpas sem sentido, pare de mentir para mim, não encoste em mim porque o seu toque faz o meu coração bater forte e meu peito aquele muito sempre que você me toca, eu não quero te perder, mas eu não suporto te ver com aquela garota, não suporto ouvir você dizendo que o nosso beijo foi um erro, aquele maldito beijo foi especial para mim, foi o meu primeiro beijo seu idiota – mordi o meu lábio inferior para diminuir o nervosismo, mas as lágrimas que escoriam no meu rosto tentavam arrancar as palavras de mim, mas não queria parar, ele precisa ouvir tudo.

- Eu nãoquero você perto de mim por um tempo, eu não consigo olhar para você como amigono momento, então se me ver por aí, não venha até mim e não me dirija a palavra– destranquei as portas, levei a minha mochila e saí dali.

The Ordinary GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora