Capítulo 26

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Nos ficamos em silencio a viajem toda, ele não me disse nada alem de "eu vou te explicar tudo, mas só depois de eu te deixar na sua casa", estava confusa e ele conseguiu fazer a minha cabeça parar de funcionar.

Ele havia levado a minha bolsa, então ele abriu a porta do apartamento e depois me entregou as minhas coisas. Não queria que ele acabasse fugindo do assunto, então disse para que ele se sentasse e ele riu.

- Não se preocupe, não vou fugir. Vamos nos sentar – falou ele me levanto até o sofá.

Me sentei depois dele e ele tirou o celular do bolso e desligou.

- Não quero que ninguém nos interrompa – falou ele.

Eu fiquei atenta para ouvir a desculpa que ele inventaria dessa vez para me fazer entender que eu não tenho chances nenhumas com ele.

- Naty, eu... eu queria te dizer que...

Fale logo! O meu coração não vai aguentar com tanto suspence!

- Eu quero pedir desculpas...

- Pelo quê?

- Por não ter sido sincero com você esse tempo todo... eu tentei fingir que não sentia nada por você, te afastei diversas vezes porque tinha medo que a Carol e a minha mãe fizessem algo contra você. Eu fiz tanto para poder me aproximar de você, mas acabei me afastando porque eu preferia que você me odiasse do que permitir que algo te acontecesse, eu ainda sinto esse medo... não quero que você se machuque, não vou lutar por você e ter que te ver de novo em uma cama de hospital. Ter ficado aqueles dias com você me fez perceber do quanto eu te amava... eu não quero te colocar em perigo, então eu não vou me meter no seu namoro. – falou ele olhando fixamente em meus olhos.

Minha mente estava em choque com tudo que havia acabado de escutar, eu fiquei sem o que falar, não sabia o que fazer, mas eu não podia deixar que as coisas ficassem daquele jeito.

- Eu já disse que posso cuidar de mim mesma! Porque você fica dando uma de guarda-costas para mim? – minha voz tremia pelo nervosismo – Você sabe o que eu tive que passar por você? Quantas vezes eu sofri para ouvir um "eu gosto de você"? Eu até fingi namorar com Marcel, me declarei muitas vezes e você só me humilhava, quase perdi a vida, mas eu ainda amo você! Não havia desistido de você até há alguns dias atrás e você me vem com essa de que quero te proteger? Lucas isso não é uma novela e existe polícia por aqui! Ninguém é obrigado a passar por coisas para ficar a salvo! Eu sei que a sua família é podre de rica, mas crime é crime! Se alguém tentar me machucar eu conheço o caminho para a delegacia! – respirei fundo e coloquei as mãos no rosto para cobrir o meu rosto, as lágrimas não paravam de cair e sentia uma dor na garganta que era insuportável.

- Você não sabe do que a minha mãe é capaz!

- Eu não sei! E isso não faz diferença nenhuma na minha vida! Se você não quer tentar tudo bem, eu respeito a sua decisão, mas eu não quero mais falar com você Lucas, eu não quero ficar fingindo que está tudo bem perto de você, porque não está! Se você realmente gosta de mim fica comigo ou vai embora e não volte a falar comigo. – falei me levantando do sofá apontando a porta com o dedo indicador.

Eu queria tanto que ele ficasse... mas eu não posso obriga-lo a nada. Nunca pensei que o dia em que eu ouviria que o Lucas me ama poderia ser o dia mais triste da minha vida.

Fechei os olhos e esperei pelo som da porta sendo aberta, mas eu não ouvi nada, então de repente senti os braços dele me puxando para perto de si e senti o calor do corpo dele no meu, não sabia o que aquilo significava, se era um abraço para mostrar que ele ficaria ou o ultimo a braço que nos teríamos, mas as minhas dúvidas foram embora quando ele disse:

- Está bem... eu fico com você, só espero que não me arrependa por isso.

The Ordinary GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora