Capítulo 5

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Descemos todos do carro quando chegamos no restaurante sugerido pela Carol, segui o conselho do Marcel de fixar os meus olhos nele, o que não era tão difícil já que a beleza dele era de tirar o fôlego, diferente do Lucas, ele era sexy naturalmente, já o Lucas é mais lindo naturalmente e age de maneira sexy quando quer. Não sei porque estou pensando nessas bobagens, mas pelo menos não estou ficando louca prestando atenção na conversa do casalzinho do ano.

Sinto a mão do Marcel tocando a minha cintura, aquilo me fez pular de surpresa. O bom é que o casalzinho não prestou atenção.

- O que você está fazendo Marcel? Eu disse que não quero fingir ser sua namorada em frente deles! – falei baixinho.

- Confie em mim, não vou passar dos limites, e você pode aproveitar para treinar para o jantar no final de semana, o que achas? – sussurrou Marcel em meus ouvidos.

A ideia de deixar outra pessoa me tocar em frente do Lucas, mas ele tem uma namorada e nunca ira me dar bola, não posso ficar torcendo que eles terminem para que eu finalmente tenha uma chance com ele, e nem posso ficar me envolvendo demais com o Marcel, apesar dele não ser o tipo de pessoa que se apega com alguém, eu tenho medo de acabar me envolvendo demais, não gosto dessa historia de fingir ser namorada dele.

- Nada de beijos! – sussurrei.

- Selinho?

Olhei para ele e vi os olhos verdes dele brilhando, ele estava se divertindo com aquela situação, isso estava me deixando um pouco irritada, mas não queria ser a única sofrendo naquele lugar, se o Lucas tiver algum sentimento amoroso por mim, nem que seja um poucquinho, quero que ele sinta o incómodo que eu senti quando vi ele beijando a Carol.

- Podem ser beijos, mas devem ser rápidos e não exagere muito na encenação – senti minhas bochechas doendo pela vergonha.

Entramos no restaurante e nos sentamos em uma mesa que já havia sido reservada, o restaurante era muito chique, sentia os olhos das pessoas em outras mesas me encarando, com certeza eles podiam perceber que eu não era o tipo de pessoa que teria dinheiro para comer em um lugar daqueles, mas não me importei muito com os olhares, somente continuei fixando os meus olhos no coque maravilhoso que o Marcel havia feito.

Ao chegarmos na mesa, o Marcel afastou uma cadeira para que eu pudesse sentar. O Lucas olhou para o Marcel desconfiado, eu também fiquei um pouco confusa, o Marcel não é o tipo de pessoa que faria aquilo. Nos sentamos na mesa e a Carol chamou o garçom. Quando peguei no menu para poder escolher o que comer, fiquei assustada com os preços e os nomes dos pratos, nunca havia visto, nem ouvido e nem comido nada daquilo. O Marcel se apercebeu disso e pegou no menu.

- Amor, o que acha deste aqui? – perguntou Marcel.

Senti o meu coração batendo mais forte, não sabia o que dizer, mas o Marcel não me deixou por muito tempo no transe e passou a mão em minha bochecha.

- Amor, você está bem? Aconteceu algo? - perguntou Marcel.

- Vocês são namorados? Não sabia disso – falou Carol.

- Sim! – respondi para a Carol rapidamente e olhei para o Lucas que me olhava sério - Er... estou bem Marcel, é que me senti um pouco tonta, eu estou indo para o banheiro por uns instantes, volto já, você pode escolher qualquer coisa para mim, eu confio no seu gosto.

Dei um sorriso e saí dali rapidamente. Quando cheguei ao banheiro soltei o ar que estava prendendo desde que o Lucas olhou para mim. Ele não parecia nada feliz quando o Marcel me chamou de "amor", mas ele mereceu por ficar se pegando com a Carol a minha frente, sei que ele nunca irá namorar comigo, mas eu não consigo ficar furiosa vendo ele com a Carol.

Respiro fundo e saio do banheiro.

Sinto um calor imenso no meu peito quando vejo o Lucas encostado na parede no corredor ao lado do banheiro. Ele olha para mim quando saio do banheiro e em seguida vem em minha direcção.

- O que você e o Marcel estão fazendo? – perguntou ele.

Ele está com ciúmes! Não achei que ele fosse capaz de buscar uma explicação agora, mas pela expressão facial dele, posso ver que ele esta muito chateado.

- Como assim? Agora não posso namorar em paz? – provoco ele.

- Vocês não são namorados, o que vocês estão aprontando? – perguntou ele se aproximando mais de mim.

- Você precisa controlar mais os seus ciúmes, a Carol vai acabar se apercebendo disso e eu faço o que eu quiser da minha vida, se eu quiser fingir ou namorar com alguém não preciso pedir permissão para você!

- Então você está fazendo isso de propósito? Não sabia que você era tão infantil.

Infantil? Eu? Ele quer que eu pule no pescoço dele, só pode ser isso.

- Infantil é você! Você sabia que eu gostava de você, me beijou na festa e me encheu de esperanças enquanto tinha uma namorada e eu é que sou a infantil? – mordi o meu lábio inferior para não acabar me deixar levar pelo nervosismo e chorar em frente dele.

- Eu disse que aquilo foi um erro, eu nunca te dei esperanças, eu te disse que você era importante para mim, mas como amiga, nada mais!

Erro? Amiga? O que eu ainda estou fazendo aqui? Ele é um idiota, mas eu sou pior por achar que ele sente algo diferente por mim.

- O que vocês estão fazendo aqui? A Carol vai acabar desconfiando de vocês! – fala o Marcel se aproximando.

- Marcel, por favor me tira daqui! – digo me aproximando dele.

The Ordinary GirlHistórias para pegar e não largar. Descubra agora