Descemos todos do carro quando chegamos no restaurante sugerido pela Carol, segui o conselho do Marcel de fixar os meus olhos nele, o que não era tão difícil já que a beleza dele era de tirar o fôlego, diferente do Lucas, ele era sexy naturalmente, já o Lucas é mais lindo naturalmente e age de maneira sexy quando quer. Não sei porque estou pensando nessas bobagens, mas pelo menos não estou ficando louca prestando atenção na conversa do casalzinho do ano.
Sinto a mão do Marcel tocando a minha cintura, aquilo me fez pular de surpresa. O bom é que o casalzinho não prestou atenção.
- O que você está fazendo Marcel? Eu disse que não quero fingir ser sua namorada em frente deles! – falei baixinho.
- Confie em mim, não vou passar dos limites, e você pode aproveitar para treinar para o jantar no final de semana, o que achas? – sussurrou Marcel em meus ouvidos.
A ideia de deixar outra pessoa me tocar em frente do Lucas, mas ele tem uma namorada e nunca ira me dar bola, não posso ficar torcendo que eles terminem para que eu finalmente tenha uma chance com ele, e nem posso ficar me envolvendo demais com o Marcel, apesar dele não ser o tipo de pessoa que se apega com alguém, eu tenho medo de acabar me envolvendo demais, não gosto dessa historia de fingir ser namorada dele.
- Nada de beijos! – sussurrei.
- Selinho?
Olhei para ele e vi os olhos verdes dele brilhando, ele estava se divertindo com aquela situação, isso estava me deixando um pouco irritada, mas não queria ser a única sofrendo naquele lugar, se o Lucas tiver algum sentimento amoroso por mim, nem que seja um poucquinho, quero que ele sinta o incómodo que eu senti quando vi ele beijando a Carol.
- Podem ser beijos, mas devem ser rápidos e não exagere muito na encenação – senti minhas bochechas doendo pela vergonha.
Entramos no restaurante e nos sentamos em uma mesa que já havia sido reservada, o restaurante era muito chique, sentia os olhos das pessoas em outras mesas me encarando, com certeza eles podiam perceber que eu não era o tipo de pessoa que teria dinheiro para comer em um lugar daqueles, mas não me importei muito com os olhares, somente continuei fixando os meus olhos no coque maravilhoso que o Marcel havia feito.
Ao chegarmos na mesa, o Marcel afastou uma cadeira para que eu pudesse sentar. O Lucas olhou para o Marcel desconfiado, eu também fiquei um pouco confusa, o Marcel não é o tipo de pessoa que faria aquilo. Nos sentamos na mesa e a Carol chamou o garçom. Quando peguei no menu para poder escolher o que comer, fiquei assustada com os preços e os nomes dos pratos, nunca havia visto, nem ouvido e nem comido nada daquilo. O Marcel se apercebeu disso e pegou no menu.
- Amor, o que acha deste aqui? – perguntou Marcel.
Senti o meu coração batendo mais forte, não sabia o que dizer, mas o Marcel não me deixou por muito tempo no transe e passou a mão em minha bochecha.
- Amor, você está bem? Aconteceu algo? - perguntou Marcel.
- Vocês são namorados? Não sabia disso – falou Carol.
- Sim! – respondi para a Carol rapidamente e olhei para o Lucas que me olhava sério - Er... estou bem Marcel, é que me senti um pouco tonta, eu estou indo para o banheiro por uns instantes, volto já, você pode escolher qualquer coisa para mim, eu confio no seu gosto.
Dei um sorriso e saí dali rapidamente. Quando cheguei ao banheiro soltei o ar que estava prendendo desde que o Lucas olhou para mim. Ele não parecia nada feliz quando o Marcel me chamou de "amor", mas ele mereceu por ficar se pegando com a Carol a minha frente, sei que ele nunca irá namorar comigo, mas eu não consigo ficar furiosa vendo ele com a Carol.
Respiro fundo e saio do banheiro.
Sinto um calor imenso no meu peito quando vejo o Lucas encostado na parede no corredor ao lado do banheiro. Ele olha para mim quando saio do banheiro e em seguida vem em minha direcção.
- O que você e o Marcel estão fazendo? – perguntou ele.
Ele está com ciúmes! Não achei que ele fosse capaz de buscar uma explicação agora, mas pela expressão facial dele, posso ver que ele esta muito chateado.
- Como assim? Agora não posso namorar em paz? – provoco ele.
- Vocês não são namorados, o que vocês estão aprontando? – perguntou ele se aproximando mais de mim.
- Você precisa controlar mais os seus ciúmes, a Carol vai acabar se apercebendo disso e eu faço o que eu quiser da minha vida, se eu quiser fingir ou namorar com alguém não preciso pedir permissão para você!
- Então você está fazendo isso de propósito? Não sabia que você era tão infantil.
Infantil? Eu? Ele quer que eu pule no pescoço dele, só pode ser isso.
- Infantil é você! Você sabia que eu gostava de você, me beijou na festa e me encheu de esperanças enquanto tinha uma namorada e eu é que sou a infantil? – mordi o meu lábio inferior para não acabar me deixar levar pelo nervosismo e chorar em frente dele.
- Eu disse que aquilo foi um erro, eu nunca te dei esperanças, eu te disse que você era importante para mim, mas como amiga, nada mais!
Erro? Amiga? O que eu ainda estou fazendo aqui? Ele é um idiota, mas eu sou pior por achar que ele sente algo diferente por mim.
- O que vocês estão fazendo aqui? A Carol vai acabar desconfiando de vocês! – fala o Marcel se aproximando.
- Marcel, por favor me tira daqui! – digo me aproximando dele.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Ordinary Girl
Roman d'amourNatacha Barbosa era uma garota normal como qualquer uma, mas os seus dias normais se foram embora quando ela começou a se tornar desapercebida para as pessoas, mas tudo munda quando Lucas é transferido para a Universidade em que ela estuda. Lucas...
