De repente, escuto um som de algo caindo. Assustada, eu dou um grito.Em seguida, vejo alguém se aproximando, contra a luz, me deixando muito assustada e logo grita:
-Larissa, sou eu, o Henrique-assim eu o pude ver sob a luz de uma lanterna incidida no sentido oposto ao dele, que mais parecia um anjo emanando sua luz.
Sem pensar duas vezes, saí correndo ao seu encontro e o abracei.
-Larissa, eu te assustei?
-Sim, mas tudo bem, o importante é que você está aqui
-Desculpa, eu acabei tropeçando em um saco de lixo por causa da escuridão e depois fui buscar uma lanterna no carro-ele fala e continua-Vamos logo? Eu não quero que fique muito tarde pra pegar a estrada
Assenti e entramos no carro. Ele logo dá a partida e íamos em direção à casa. Entretanto, comecei a ficar preocupada com a situação de mentir para minha mãe e decidi ligar para Rute para ela confirmar, caso minha mãe ligasse para ela.
-Meu amor, você tá com seu celular aí?
-Tô, você quer ligar pra alguém?
-Sim, preciso ligar pra Rute, eu menti para minha mãe pra estar aqui, então, eu queria ligar pra Rute para que, caso minha mãe ligue para ela, ela já esteja ciente
-Pode pegar o meu celular aí no meu bolso, a estrada está escura, melhor eu não me distrair
Assim, eu peguei o celular e liguei para Rute.
-Alô, quem fala?-ela atende
-Alô, Rute, é a Larissa
-E aí, Larissa, quais são as novas? Tá me ligando de onde ?
-Eu tô saindo com o Henrique, tô ligando do celular dele
-Vish, então, é hoje
-Sim, tá sendo um sonho para mim agora
Henrique sorri para mim.
-Você sabe que eu tava me referindo a outra coisa-diz ela
-A quê?
-Nada não, deixa pra lá, o que era que você tinha para me dizer?
-Então, o lado ruim disso é que eu tive que mentir para minha mãe-falei preocupada-Eu disse para ela que eu, você, o Pedro e o Jefferson fomos para uma tertúlia em Sobral, qualquer coisa se ela ligar, você confirmar
-Anotado, eu, você, Pedro e Jefferson fomos para uma tertúlia em Sobral
-Pronto, é isso, Rute, sabia que podia contar com você
-Aliás, Larissa, se ficar muito tarde e você quiser dormir com o professor, eu digo que você vai dormir na minha casa
-Não, sua louca, isso não vai acontecer. Tchau-falei desligando
-O que ela disse que te deixou assim abismada?
-Nada não, amor, piada interna
Logo nós chegamos, a estrada estava bastante escura, Henrique teve que ligar os faróis para poder enxergar melhor. Assim que saímos do carro, ele pega uma lanterna e algumas coisas no porta-malas do carro. Em seguida, entramos na casa.
A propriedade mais parecia um sítio, tinha um cercado de arame farpado, com casa rodeada de mato verde, recém cuidado. A casa em si tinha um estilo colonial, com uma escada na entrada que dava para o portão principal. Ao entrar, ele acende a luz e diz que vai preparar umas pipocas para nós comermos, pois iríamos assistir a um filme.
-E eu? Posso ajudar em alguma coisa?
-Não precisa, meu amor, deixa que eu cuido de tudo-ele fala da cozinha
Enquanto ele preparava, decidi observar a casa, esta tinha um chão que mais parecia madeira, o sofá em frente a uma estante na qual estava uma televisão, um som e uma coleção de cds de músicas da década anterior. Do lado, estava escada que dava para o andar superior e do lado dela, a porta que dava acesso à cozinha. A decoração era simples, sem luxo ou excessos, apenas o básico. Como já tinha visto tudo, decidi ligar a televisão, entretanto ela não parecia funcionar, então gritei:
-Amor, tentei ligar a televisão, mas parece que ela não tá funcionando
-Deixa eu ver-disse ele vindo para sala
Ele apertava o botão de ligar e nada da televisão funcionar, olhou para trás e todos os fios estavam conectados.
-É, eu não sei mexer nesses fios, o jeito vai ser a gente assistir lá em cima no quarto
-No quarto?-falei um tanto assustada e para disfarçar, tentei perguntar displicente-Você sabe que tem um quarto aqui com televisão, já tinha vindo aqui antes?
-Sim, há alguns anos atrás na despedida de solteiro do meu amigo
Quando ele disse isso, fiquei imaginando ele e os amigos com várias garotas de programa nesse quarto, sentindo pontadas de ciúme, mas decidi não perguntar nada, afinal era a vida pessoal dele antes de me conhecer.
Logo, a pipoca fica pronta e nós subimos para o quarto. Lá, ele me pergunta:
-Eu aluguei três fitas para você escolher-ele fala me mostrando-Qual você prefere: Drácula , Lendas da Paixão ou Ghost?
-Hum, deixa eu ver a sinopse-falei e depois de lê-las disse-Acho que prefiro Ghost
-Por quê?
-Porque eu achei mais interessante a história, essa coisa de romance que dura além da morte. Lendas da Paixão também me pareceu bom, mas tem guerra, poderia ter cenas de violência e eu não gosto muito
-E o Drácula, por que não escolheu?
-Porque eu detesto filmes de terror
-Ok, vou colocar a fita
Logo o filme começa e, enquanto iniciava, ele tira os sapatos, deitando-se confortavelmente na cama, me olhando dos pés a cabeça, o que acabou me deixando um pouco nervosa.
-Você não vai se sentar?-ele fala sentando-se novamente na cama
-Vou-falei tirando os sapatos e nervosamente me deito ao lado dele na cama depois de tirar minha bota
Mas logo achei melhor falar o que eu estava sentindo do que aturar aquele nervosismo:
-Henrique, você pode pausar o filme por um momento?-eu falei com a voz um pouco mais fina que o de costume
-O que houve?
-Eu preciso te contar uma coisa-falei tomando coragem para olhar nos olhos dele-Eu nunca fiquei deitada na cama assim com um homem
-Você tá com medo?-ele me pergunta
-Não, eu acho que tô é nervosa
-Mas não precisa ficar assim-ele me fala com doçura-Você confia em mim?
-Confio. Se eu não confiasse, não tinha nem me deitado aqui com você-falei um tanto sorridente
-Então, você deve saber que eu nunca vou te forçar a fazer nada que você não queira, vou esperar o tempo que for necessário para você estar preparada, mesmo que seja muito difícil porque você é muito linda e eu estou muito apaixonado, mas eu sei me controlar
-Ai, Henrique, você é muito fofo-falei abraçando ele e dando vários beijinhos na bochecha dele
-Ah, Deus! Desse jeito, eu vou acabar desistindo de assistir esse filme para ficar assim, abraçadinho, com você-ele fala com uma voz carinhosa
-Tive uma ideia melhor, vamos assistir o filme abraçadinhos, juntar o útil ao agradável-falei me deitando quase em cima dele de tão perto que eu estava
Assim, ele dá play e começamos a assistir ao filme. De início, eu já começo tomando um susto com o um cara dizendo o nome do filme, por causa de um efeito especial que usaram. Por causa disso, Henrique ri da minha cara.
-Não ria-falei sorrindo e comendo umas pipocas
-Desculpa, amor, é que você é muito assustada
-Sou não-disse me fingindo de zangada e dando uma batidinha no sua coxa
Logo, vem a primeira cena, na qual o casal do filme, Sam e Molly, está numa construção com um amigo e do nada, ela sobe no colo dele e o beija. Porém, não foi isso que me chamou mais atenção no filme e sim a cena em que ela acorda de madrugada e vai moldar argila. Em seguida, ele também acaba acordando e decide ajudá-la, sentando-se atrás dela. Com isso, vocês já devem imaginar o que aconteceu depois. Vendo isso com o Henrique do meu lado, começo a sentir um turbilhão de emoções: vergonha, calor, medo e desejo. E isso piorava com o Henrique me abraçando com mais firmeza e me beijando no rosto, mas eu nem conseguia me desvencilhar, porque meu corpo parecia estar adorando aquelas carícias, até que, finalmente a cena acabou, mas fiquei com um gostinho de quero mais.
Enquanto o filme ia passando, comecei a refletir sobre a minha vida, me veio à mente o carpe diem das aulas de literatura, porque poderia ocorrer de não estarmos vivos amanhã. Tudo porque o espírito de Sam estava pensando nos momentos que deixaria de viver com sua amada. E o pior de tudo, é que somos impotentes quanto a isso, não podemos prever o futuro ou quando vamos morrer. Por isso, a partir daquele momento, me converti ao carpe diem.
Algum tempo depois, o filme acaba, mas eu continuo meio epifânica olhando para ele.
-Tá me olhando assim por quê?-ele devia estar achando aquilo tudo um tanto engraçado
-Ah, por nada-falei com uma vergoinha-Tava pensando aqui no quanto eu te amo
-O quê? Repete o que você disse, acho que eu não entendi-ele fala brincando comigo
-Eu te amo-falei displicente e ele me puxa para ele com vontade, me fazendo soltar uma risadinha, enquanto me beijava na boca, descendo para o pescoço.
Chegou um momento em que a coisa começou a ficar séria, minha pele ardia de desejo com o toque dele e nossa respiração se tornava ofegante, enquanto eu sentia aquela umidade novamente. Entretanto, de repente, resistindo com certa dificuldade, ele para.
-Desculpa
-Por favor, continua-falei arfando-Eu quero agora, quero me entregar para você
Sem hesitar, ele avança na minha direção e me beija com ferocidade, passando as mãos em várias partes do meu corpo.
-Henrique-falei desabotoando a camisa dele-Você promete que vai me amar para sempre?
-Prometo-ele fala colocando sua língua na minha boca mais profundamente
-Promete que nunca vai quebrar meu coração?
-Prometo tudo o que você quiser, Larissa-ele fala tirando minha blusa e meu sutiã bem rápido como se estivesse desesperado e olhando para o meu seio desnudo ele diz-Como você é linda!
Em seguida, ele me deita na cama, ficando por cima de mim, me fazendo soltar um gritinho.
Algum tempo depois de estar delirando, senti um misto de prazer e dor logo que percebi que ele estava dentro de mim. Com essa fusão de corpos por um instante, eu nunca mais seria a mesma.
Algum tempo depois, após todo o devaneio, deito minha cabeça no peitoral dele sorridente.
-E aí, você gostou?-ele me pergunta quase que sussurrando
-Gostei-fale quase no mesmo tom e sorrindo para ele-Acho que gostei até demais
Ele solta uma risadinha e, em seguida, beijo seu peitoral, com ele acariciando meus cabelos.
-Henrique, posso te dizer uma coisa?-perguntei
-Ham?
-Eu acho que depois disso agora, eu te amo muito mais do que antes
-Meu amor-ele fala me beijando na testa-Eu também acho que sinto a mesma coisa
Pouco tempo depois, eu adormeci. Porém, por volta das 4 da manhã, acordo para fazer xixi. Ao entrar no banheiro, percebi que havia uma toalha pendurada no box que não havia antes. Concluí que ele deveria ter tomado banho enquanto eu estava dormindo, mas o que me chamou mais atenção foi o lixeiro de plástico que era aberto, com buraquinhos. Lá dentro, estava a camisinha que ele usou em mim, foi uma sensação diferente vê-lá, eu nunca tinha visto uma antes e a primeira que eu vi era justamente uma que fôra introduzida no meu corpo por um vocês sabem o que. Além disso, percebi que nela havia o sêmen dele que continha as células haploide da pessoa que eu mais amava no mundo e pensar que se elas realmente tivessem entrado no meu corpo e uma delas se unisse a minha célula haploide, o vitorioso depois de vender várias barreiras, como a acidez, e as literais, zona pelúcida e corona radiata do meu ovócito secundário, poderia dar algo 50% eu, 50% ele. Tudo isso me deixou bastante emocionada e curiosa. Desejosa de matar a última, sem racionar sobre a estranheza daquilo que pretendia fazer, tirei o preservativo da lixeira e o toquei, sentindo a viscosidade da borracha no líquido de cor branca que nela havia, o que mais parecia um leite.
Então, para afundar mais a minha pesquisa empírica, decidi cheirá-lo, concluindo que tinha cheiro de qboa. Isso me pareceu um tanto intrigante , um leite com cheiro de água sanitária, acaba que fiquei com vontade de experimentar, mas logo, eu senti nojo de mim mesma, como eu poderia ter esquecido de onde eu tinha tirado aquela gracinha de camisinha. Porém, era natural que eu sentisse vontade, as pessoas provavelmente isso, existe toda uma fantasia sexual em torno disso, lembrei de Rute no restaurante, me toquei de tudo! Percebi também que eu me tornará o que mais criticava com aqueles pensamentos, já não era mais aquela garotinha inocente, eu era uma jovem mulher que havia experimentado os prazeres da carne e não me arrependia de nada disso.
Fiz o que tinha que fazer e voltei a dormir.
-Larissa, meu amor, acorda-ouço a voz do Henrique
-Bom dia, meu amor-falo me espreguiçando
-Bom dia, já são 5 horas, precisamos voltar para irmos à escola
-Meu Deus e agora? Eu não trouxe meu uniforme, nem nada-falei-Eu não tinha nem ideia de que iríamos fazer amor
-O jeito é você voltar para casa e se arrumar lá
-Tá-falei pensando-Você me deixa na entrada da cidade que eu dou um jeito de não ser vista
Ele assentiu e depois de eu me vestir, nós fomos.
Ainda estava escuro quando saímos de casa, mas, no decorrer do caminho, o sol foi surgindo, deixando o ambiente com uma aura romântica e conversamos sobre vários assuntos, até chegarmos na entrada de Massapê, onde nos despedimos com beijos e declarações.
Depois de uma caminhada de 3 minutos mais ou menos, tentando evitar a atenção das pessoas, chego em casa e bato na porta com um certo constrangimento.
-Você não tem vergonha?-ela abre a porta com raiva
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Não quebre meu coração!
RomanceClarisse é uma mulher de meia-idade que tem um passado sofrido por ter sido abandonada pelo pai aos 5 anos, tendo que conviver com a mãe sempre falando mal dele. Somado a isso, ela foi deixada pelo grande amor de sua vida, relação que lhe rendeu mág...