five

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AURORA
next day.

Porque você não me contou? — Pergunto para a Lorena assim que ela se senta na mesa pra tomarmos café. — Você e o Neymar... isso eu não esperava.

— Nós só transamos, nada demais. — Diz pegando a garrafa de café. — E eu não te contei porque é só sexo.

— Já rolou quantas vezes?

— Umas três, no máximo. — Diz e eu rio, tomando um gole do meu café. — Aurora, ele fode tão bem. Nossa.

— Ai me poupe, Lorena. — Falo jogando um guardanapo nela e fazendo-a rir.

— E você e o tatuado ontem? Viraram amiguinhos? — Pergunta e eu sinto o seu tom de provocação, me fazendo revirar os olhos.

— Bebemos alguns drinks e conversamos, só isso! — Ela me olha com um olhar malicioso e eu a olho feio. — Eu acho que você esquece que eu namoro.

— As vezes eu esqueço mesmo, quase não o vejo e olha que eu moro com você.

— Ele só é muito ocupado e trabalha o dia todo, e por isso nos vemos poucas vezes.

— Isso se chama chifre. — Bufo e ela ri.

[...]

Fecho a porta do meu consultório após a minha última paciente do dia passar pela a mesma e escuto o telefone tocar.

— Não me fala que eu esqueci de alguma consulta, pelo amor de Deus! — Falo assim que atendo o telefone, sabendo que é a Clarice, a recepcionista da clínica.

— Não doutora, seus pacientes acabaram! — Diz e eu suspiro aliviada. — Mas, tem um homem e uma criança querendo falar com você.

— Um homem e uma criança?!

— Sim, ele se identificou com "Eu sei falar inglês". — Dou uma gargalhada. — Posso mandar entrar?

— Pode sim, Clarice. — Digo. — Obrigada!

— Por nada, doutora.

Coloco o telefone novamente no gancho e abro uma das minhas gavetas da mesa e pego um pirulito ali, para dar para a Maria. Escuto batidas na porta e caminho até a mesma, abrindo e vendo os dois ali.

— Olha, ela encheu o meu saco para te ver e eu não resisto a carinha dela. — Coutinho diz e eu sorrio, me abaixando e recebendo um abraço apertado da Maria.

— Oi tia Aulola. — Dá um beijo na minha bochecha.

— Olha o que eu peguei pra você. — Mostro o pirulito pra ela que sorri e pega da minha mão e tira rapidamente a embalagem e coloca na boca. — Mas, tem que escovar os dentes depois.

— A gente veio te chamar para ir comer um lanche. — Coutinho fala assim que eu me levanto. — Você tá livre?

— Estou sim e para a sorte de vocês, eu estou morrendo de fome. — Ele sorri enquanto a Maria se lambuza com o pirulito. — Vou arrumar as minhas coisas rapidinho e a gente vai, pode ser?

— Claro!

Entro novamente no escritório sendo seguida pelos dois e ando até a minha mesa, começando a ajeitar tudo rapidamente.

Guardo alguns papéis que estavam espalhados pela mesa na gaveta, coloco as canetas no porta-lápis e tiro o meu jaleco, o pendurando ao lado da minha mesa.

— Vamos?!

[...]

— Como assim você não gosta de suco de uva, Philippe? — Pergunto indignada. — É o melhor.

— Prefiro de laranja, muito mais gostoso. — Fala e eu nego. — Você não come pastel de queijo e tá falando do meu suco de laranja!

— Pastel de queijo é horrível, ok? — Ele nega e eu reviro os olhos. — Você tem um péssimo gosto, não é Maria?

— An? — Ela pergunta tirando a atenção do celular do seu pai, onde ela estava assistindo algum filme. — Sim, tia Aulola.

— Chupa. — Falo devagar para o Philippe e ele me mostra a língua. — O que você quer comer, Maria?

— Coxinha. — Diz e eu levanto a mão, e logo um garçom se aproxima e eu faço o pedido. E como estamos em uma lanchonete brasileira, peço um enrolado de salsicha e o Coutinho um pastel de queijo.

Não demorou muito e os nossos pedidos chegaram e começamos a comer.

— Morde um pedaço, você vai ver que não é ruim. — Philippe diz estendendo o pastel em minha direção e eu torço o nariz. — Eu te pago um sorvete!

— E você vai ter que tomar o suco! — Ele concorda e aproxima o pastel da minha boca, e eu dou uma mordida. — Ah que mal gosto!

— Você achou ruim? — Faço que sim. — Seu paladar é esquisito, Aurora.

— Meu paladar gosta de coisa boa, não disso aí. — Tomo um gole do suco e entrego o copo para ele. — Olha como suco de uva é bem melhor.

— Nossa, nunca!

— Ai, não quero ser sua amiga mais. — Falo rindo e ele me acompanha. — Nós temos que ter pelo menos, uma comida que gostamos em comum.

— Olha, eu amo lasanha. — Diz e eu estendo a mão pra ele, e ele bate, fazendo um hi-5.

— E eu sei fazer uma lasanha perfeita, um dia eu vou fazer e eu chamo vocês para irem comer. — Falo e ele concorda.

— Papai. — Maria chama a nossa atenção e nós dois a olhamos. — Você sabia que o nome do pincipe da Bela Adormecida é Philippe né? E o nome da pincesa é Aurora, que nem você e a titia.

•••

AURORA; philippe coutinhoOnde histórias criam vida. Descubra agora