Cores Frias

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Com sua decisão tomada Perséfone junto de Afrodite vão em direção a uma bela mansão do deus dos prazeres, essa que ficava afastada de olhares curiosos.

O interior branco cristalino com extenso os corredores e luxuosos móveis mostrava que se havia algo que não faltava era riqueza. O aroma de algo parecido com morango e rosa derretida impregnava o lugar dando a entender que seu anfitrião estava constantemente no local.

A deusa da destruição fora deixada em um quarto de hóspedes em tons azulados onde tomou um longo banho e tornou-se deitar. A suposta conversa que teve com Hades a afetou de tal maneira que até mesmo sentiu-se uma má mãe.

"Como poderia ser mãe sendo que não sabe de quem é filha?" Pensou a deusa.

No fim ninguém era mais ou menos culpado, todos carregavam seu tártaro particular.

— Senhora Perséfone. -chama um jovem rapaz.

— Sim. -responde virando-se em sua direção.

— Dom Afrodite pediu para avisar-lhe que o jantar está a mesa e que a aguarda. -diz calmo e com um doce sorriso ao fim.

— Diga que já estou a ir. -informa retribuindo o sorriso simpático.

— Sim senhora. -faz uma breve reverência e se retira.

Era cômico como o servos de seu padrinho o chamavam:

Dom, Sir, Mestre, Daddy, Rei, Divino, Alteza...

Chegava a ser embaraçoso a mesma estar no mesmo local onde os amantes de seu Dindo conviviam.

Cervo com chá de cerejas derretidas com um belo misto de caldas naturais como sobremesa, era o prato favorito da divindade da luxúria.

— Conversei com quem poderia ajudar-nos, nos quer amanhã no Olimpo. -diz calmo enquanto corta a comida.

— Qual ala? -pergunta pondo um pedaço da ceia em sua boca deliciando-se com tal sabor exótico.

— Simétryun. -responde.

— Mal posso esperar! -fala com entusiasmo.

— Está segura disso, quero dizer, tem certeza do que estás prestes a fazer? -questiona receoso.

— Totalmente. -afirma confiante.

Após uma longa e agradável conversa ambos se dirigem ao corredor dos alojamentos onde os quartos da direita era o dos homens e o da esquerda o das mulheres, no fim tendo uma grande porta branca, o quarto de Afrodite.

Cada noite dormia com empregado distinto, sempre revisando entre ambos sexos. Afrodite era um dos poucos que não era casado e para manter seu leito sempre aquecido desfrutava do prazer que poderiam lhe proporcionar os mortais, semi-deuses, deuses, nereidas, tritões, dentre várias outras criaturas.

— Partimos ao amanhecer. -informa.

— Certo. -confirma.

— E por favor, não passe perto de meu quarto, hoje é a vez de Adonis e céus, ele me leva a loucura, quase subindo pelas paredes não fazendo me conter gemidos. -sorri em luxúria ofegando pelo anseio de tê-lo em seu leito.

— Ficarei longe padrinho, desfrute. -diz contendo uma gargalhada.

— Tenha uma excelente noite pois a minha apenas acaba de começar. -sorri malicioso e se retira indo em direção ao quarto onde o mortal o esperava.

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