— Sorria querida. -diz Anfitrite tentando animar sua amiga.
— Me sinto mal, eu não sei explicar. -desabafa.
— É o nervosismo do casamento. -afirma.
— Vou preparar seu banho Princesa. -diz Virginiah, uma de suas ninfas.
— Afrodite logo chegará com seu vestido, linda. -diz pousando a mão sobre seus cabelos.
— Minha mãe e Tia Hestia? -pergunta sem ânimo.
— Hestia lhe trará sua joias, Sua mãe está com Hades. -diz observando-a. —Será rápido meu bem. -tenta soar confiante.
— Meu temor é o que virá a seguir. -confessa.
Cora estava a se arrumar com a ajuda de suas amigas e tutoras, em uma parte do grande Castelo Olympio. O casamento seria no jardim de Métis, que era decorado para a cerimônia. Se casariam no Olimpo por exigência do próprio Zeus.
Na ala de das sombras, estava Hades que acabara de sair do banho, mas que fôra surpreendido com Deméter querendo dialogar com o mesmo, mesmo estando em poucas vestes e todo molhado.
— Está tudo pronto. Espero que cumpra vossa promessa. -diz seria.
— Não sou como o pai dela, eu sim tenho palavra, cara irmã. -diz lhe olhando.
— Não quero que ela sofra, principalmente hoje. -confessa envergonhada.
— Tens medo de que a maltrate em nossas núpcias? -pergunta.
— Você sempre foi um homem bruto. -reponde com preocupação.
— Gosto de relações mais brutas, mas se minha flor deseja algo mais delicado, assim o farei. -diz lhe analisando.
— Espero que estejas falando a verdade.
— Lembre-se querida irmã infértil, não sou o pai dela e muito menos um de nossos irmãos. Espero que fique claro isso em vossa cabeça fantasiosa. Agora pare de me desejar nu e volte para sua filha. -diz calmo mas assustador.
— Em momento algum eu... -tentou se explicar mas fôra interrompida.
— Deméter, eu posso provar mentiras. Sei que quando entrou aqui e me viu nessas condições, por um milésimo de segundos me desejou em teu leito, mas saiba, não me interessas. O único que lhe quis rejeitares, agora aguente o peso da tua solidão, sozinha. -diz com um sorriso maquiavélico.
— Hades lhe trouxe.... perdão, não sabia que tinha com visitas. -diz Afrodite quando adentrou o quarto e se deparou com sua Tia no mesmo.
— Já estou de saída sobrinho. Nos vemos Hades. -diz seria se retirando do local.
— Sempre irmãzinha. -diz com escárnio.
Deméter se vai deixando apenas Afrodite e Hades no local. A deusa da colheita chorava baixinho, lhe foi ferido o orgulho mas o pior, era que ele estava lhe dizendo a verdade. Por culpa de sua negligência em aceitar o deus das forjas, sua mãe Hera a deusa do casamento, lhe amaldiçoou tirando sua fertilidade. Agora ela porei fazer tudo florescer, menos um feto em seu ventre.
Já no cômodo do deus da morte, o deus do amor segurava uma caixa vermelha aveludada retangular nas mãos. Já a morte, usava um conjunto de roupas e acessórios negros, todos elegantes; calças justas com correntes por ela toda, botas de ferro, uma blusa de mangas largas e longas, que acompanhado de sua capa davam a ele um ar de soberania.
— Aqui está o que me pediu. -diz Afrodite lhe mostrando a flecha dourada de ponta transparente.
— Arqueiro? -pergunta Hades.
— Eros. -lhe responde no mesmo segundo.
— Magnífico. -diz por fim.
— Só tem um porém, se a trair, se deitares com outra, o encantamento acaba e ela volta a sua forma original. -alerta.
— Nunca iria trai-la. Só tenho olhos para minha princesa. -diz sorridente.
— Suponho que seja verdade. Se me permite, verei como está a noiva, com sua licença. -se retira.
Todos andavam correndo para finalizar a organização do jardim para assim começar a cerimônia mas parecia que tudo conspirava para que esse casamento não se realizasse. Só tinham uma chance, não poderiam falhar.
— Tudo tem que ir bem, por isso cada um e todos os mínimos mesmo microscópicos detalhes devem funcionar.... -diz nervoso.
— De acordo com o plano. -completa Raiyka.
— Raiyka, preciso que cuida desses inconvenientes para mim, tenho que levar o vestido da noiva! -falava exasperado.
— Posso dar uma olhadinha... -diz animada.
— Quando a cerimônia ocorrer, sim. Antes disso não. Agora vá ajudar Epifeus com toda essa desordem. -ordena fazendo o sorriso da afrodin desmanchar.
— Certo, certo... -diz frustada.
O caos reinava na organização de toda a ornamentação mas por fim tudo ficou pronto, até os imprevistos de última hora. Agora é só restava esperar pelo Rei do Submundo e Deus da Morte, e pela Princesa das Flores e ninfa da Natureza.
A noiva encontrava-se em seu banho enquanto Lúmina e Floretta a banhavam, e Anfitrite levava seus cabelos. A mesma parecia tensa mas se mantinha quieta e calada.
— Está aqui o vestido da noiva mais linda. -diz Afrodite animado.
— Quero vê-lo imediatamente! -diz a noiva de Poseidon com entusiasmo.
— Acalme-se, a noiva nem ao menos esboçou um mínimo sorriso. -desabafa observando a menina.
— Prometo sorrir Dindo. Lição 487 "Sorrir mesmo com lágrimas nos olhos." -diz com lágrimas nos olhos enquanto algumas escorriam por sua face.
— Você errou. É a regra 438. -sorri tristonho ao vê-la naquele estagio de tristeza.
O Deus do Amor sentiu seu coração se partiu ao ver a flor chorar, e no fundo ele podia ver o fim de seu coração e isso o magoava mais. Estaria ele como o amor em personificação humana, roubar um sentimento manipula-lo e entrega-lo a outro alguém que o quebraria?
O amor pela primeira vez sentiu tristeza e dor.
Olá roseslunaris, espero muito que estejam gostando. Não esqueçam de dar estrelinha e comentar. Desculpem qualquer erros ortográfico. Nos vemos no próximo capítulo, beijos e borboletas🦋💙
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Persephone
FantasíaFilha da dor e do desejo, dona do olhar das matas, cabelos em tons de fogo, pele como nuvens e lábios de rosa vermelha. Uma criança que se vê cortejada pelo destino e beijada pela casualidade: Se entregar a morte para obter vida. Até a flor mais bel...
