Capítulo Seis.

165 11 0
                                        

NICOLAS.

Chegamos na praia em pouco tempo e eu fiquei feliz por não ter muitas pessoas no local, algumas crianças brincavam na areia e tinha vários castelos de areia em volta delas e os adultos estavam sentados conversando e olhando a paisagem que por sí só era magnífica, peguei o protetor solar na bolsa da Valentina e passei ele cuidadosamente nela e só depois que terminei deixei ela ir brincar junto com a Sophia e a Mia que também tinham acabado de passar o protetor. Sentei-me na areia e aproveitei para passar protetor solar em mim também, até porque eu não poderia deixar de passar.

— Você está se tornando um pai babão. — Adrian comentou e sorriu, desviei meu olhar da Valentina e olhei para ele que tinha acabado de se sentar ao meu lado na areia.

— Confesso que sim. A Valentina me mudou completamente e para melhor!

— Eu vou ter que concordar com isso! — ele brincou e eu acabei revirando os olhos, um sorriso involuntário surgiu logo depois e ele negou também sorrindo. — Ela é mesmo uma garotinha incrível! — olhou em direção a Valentina que ainda brincava com as meninas. — Você já se perguntou aonde está a mãe dela? — perguntou curioso.

— Várias vezes! Quando eu toco no assunto a Valentina fica inquieta, então eu resolvo não tocar muito nele mas eu já perguntei sobre ela para a Valentina e ela me garantiu que a mãe dela é uma boa pessoa! — suspirei e ele assentiu. — Mas disso eu não discordo! A Melissa sempre foi uma boa pessoa e ela ter cuidado da Valentina tão bem é mais uma prova disso. Eu só não entendo porque a Valentina apareceu na minha casa de repente, sabe? Não que eu não tenha gostado, logo de início eu fiquei bastante surpreso mas depois eu me acostumei com o fato e hoje eu a vejo como minha filha. A Melissa deveria ter ligado ou dado algum sinal, você não acha??

— Acho que sim. A Melissa nunca foi de fazer essas coisas e você mais do que ninguém sabe disso então não devemos a julgar sem antes saber o que realmente aconteceu. — disse e eu assenti.

— Você tem razão. — respirei fundo e novamente lembranças dela vieram em minha mente.

Flashback On.

Quando ela chegou no prédio em que eu morava eu ainda estava em estado de choque. O porteiro interfonou e a única coisa que consegui murmurar foi um “sim” quase inaudível.

A campainha tocou, corri até a porta e nem precisei olhar pelo olho-mágico – era obvio que era ela. Girei a maçaneta e a porta abriu com um rangido estranho. Ela se abriu totalmente e eu quase caio para trás.

— Olá. — sorriu timidamente.

— Hupft! Você chega toda linda assim e só diz um “olá”? Se eu morrer por falta de ar a culpa é sua! — brinquei. Melissa me abraçou e com o rosto prensado ao meu, sussurrou baixinho.

— Ninguém mais vai morrer.

Não chorei, apenas sorri afinal meu estoque de lágrima – que seria usado para uma vida inteira – secou em três meses.

— Não mesmo.

Puxei-a para dentro e fechei a porta. Ela parou de costas para mim, observando a sala.

— Estava com saudades desse lugar. — ela comentou olhando tudo atentamente e eu acabei sorrindo, confesso que também sentir saudades dela estar presente quase todos os dias em meu apartamento. — Mas me conta exatamente o que ela disse. — disse eufórica. Ela se virou para mim e vi que estava sorrindo. Meu ar ficou preso na garganta. Meu Deus, ela estava tão bonita!

De Repente Pai.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora