Capítulo Trinta.

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NICOLAS.

VINTE E DUAS SEMANAS.

A semana 22 passou e mais uma fase da gravidez, uma das mais incríveis, entrou na nossa rotina. Desta vez, dá pra afirmar, Maya tá chutando!

Umas semanas atrás, ainda tínhamos dúvidas se era ela se mexendo ou se eram sons da barriga fazendo vibrar. Noite sim, noite não, passando óleo na barriga da Mel e tentando sentir com mais precisão se eram chutes mesmo. Semana passada a Mel deitou no sofá e sentimos juntos, era a certeza que a Maya se divertia dentro da barriga da mãe!

Com o tamanho que ela está, beirando os 30cm e o espaço que ela tem pra fazer tudo, já tem alguns momentos que temos certeza que é ela mexendo. Depois das refeições, se a Mel se deita, é quase que instantâneo. A noite não tem erro, ela deita na cama e os chutes começam. Ainda meio sem força, mas incrível de qualquer maneira.

Na última semana fizemos mais um ultrassom, o 2o morfológico. Tudo lindo com o bebê, medidas certas, formação em ordem, crescendo e ganhando peso. Sempre saio do ultrassom impressionado com o que acontece dentro da barriga da Mel. Engraçado dizer, mas é verdade, um mês atrás o bebê tinha mais espaço lá dentro, agora já está se espremendo, de ponta cabeça, vira pra lá, vira pra cá. Durante o ultrassom se mexia sem parar, parecia que respondia aos comentários do médico: “é isso aí, tudo em ordem aqui dentro, deixa minha mãe em paz!”. Choro quase sempre, claro.

Vem aí uma criança das mais saudáveis. Tudo correndo bem lá dentro e também aqui fora. Amor vibrando e as coisas acontecendo.
A fase dos chutes é mais uma ficha que cai. Por enquanto, sentimos mais do que enxergamos nossa Maya, mas quando queremos enxergá-la, é das luzes mais bonitas de se ver.

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VINTE E TRÊS SEMANAS.

A semana que passou foi mais uma dessas longas, distante por 4 dias da Mel, Valentina e a Maya. Mas dois seres especiais estavam por aqui pra fazer companhia.

A Luna é uma gata tradicional, carinhosa, mas não é de muitos amigos. O Spike é um cachorrinho que dizemos ser de outro planeta, um boneco de pano que deixa ser esmagado e acariciado por todos que passam por aqui. Claro que, como bons amigos, ambos sabem fazer bem a função de filtrar as energias aqui da casa.

Alguns médicos dizem que, durante a gravidez, a gestante deve ficar longe de gatos, pois eles podem transmitir doenças como a toxoplasmose. Não é uma mentira, mas alguns médicos são muito radicais com este fato. Imagina só donos de gatos, na sua primeira gravidez, você ali sem saber de nada, escuta “você não pode ter gatos, terá que se livrar deles durante a gravidez”. Uma informação muito mal explicada. Os gatos que moram em casa podem sim transmitir a doença, pois andam pela rua, tem contato com outros gatos, comem bichos, mexem em lixo e podem voltar pra casa contaminados. Gato de apartamento é outra coisa, principalmente se eles não saem. É importante de qualquer maneira a grávida fazer todos os exames e evitar contato com a caixa sanitária dos seus bichanos.

Aqui em casa, a Luna e o Spike estão participando afetivamente da gravidez. Eles dormem em cima da barriga da Mel, às vezes ao lado da barriga com a cabeça encostada nela. Nas noites em que massageio a barriga da Mel, com música rolando e fica aquela paz no quarto, os dois vem pra cima da cama e ficam observando aquele momento. O sentido da audição dos gatos, capta frequências que o ouvido humano é incapaz de ouvir, logo, eles sentem as vibrações do bebê se mexendo muito antes de nós e, em um período mais avançado da gravidez, eles são capazes até de escutar o coração do bebê dentro do ventre. Isso é absurdamente incrível, pois acredito que eles já entendem que algo novo está por vir muito antes do que imaginamos. É importante deixar seus bichanos participarem da gestação, pois, com certeza, isso irá influenciar no relacionamento entre eles e o bebê. Se você duvida disso, dê uma olhada em vídeos da internet em que gatos, cachorros e bebês convivem juntos.

De Repente Pai.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora