| UMA SEMANA DEPOIS. |
MELISSA.
Acordei assustada com o chorinho da Maya, esse que aumentou em questão de minutos, aquilo foi o suficiente para me fazer levantar rapidamente da cama.
— O que aconteceu? — Nicolas perguntou ainda sonolento. Ele sentou na cama, passou a mão no rosto e me encarou.
— A Maya. — sussurrei baixinho.
Não consegui esperar ele levantar da cama, o meu lado materno falou mais alto e isso foi o suficiente para eu seguir rapidamente para o quarto da Maya, encontrei a pequena chorando desesperadamente, seu rostinho estava vermelho e ela se remexia inquieta dentro do berço.
Peguei a Maya no colo e arrumei ela cuidadosamente em meus braços, coloquei a mão na testa dela e notei que a pequena estava quente. Ver a minha filha naquele estado me deixou angustiada, comecei a ninar ela para ver se a mesma parava de chorar, mas isso não aconteceu, seu chorinho se intensificou em questões de minutos e aquilo me deixou ainda mais assustada.
Nicolas entrou no quarto instantes depois e quando ele notou o estado em que a Maya estava caminhou rapidamente em nossa direção.
— O que está acontecendo? — ele perguntou preocupado.
— Eu não sei. Ela está quente e não quer parar de chorar, Nicolas. — disse desesperada, troquei a posição que a Maya estava e levantei ela, permitindo que sua cabecinha ficasse apoiada em meu ombro.
— Mamãe, o que está acontecendo? — Valentina surgiu no quarto da irmã poucos segundos depois, ela ainda estava sonolenta e coçava os olhinhos. — Porque a Maya está chorando?
— Não sabemos, filha. — Nicolas respondeu e caminhou até a Valentina pegando-a no colo. — Talvez seja fome. Você já tentou amamentar ela? — ele caminhou novamente para perto de mim. Valentina olhava tudo atentamente, sua expressão mudou quando ela olhou para a Maya e encontrou a pequena vermelha por conta do choro.
— Ainda não tentei isso. — me sentei na poltrona e arrumei Maya em meu colo cuidadosamente para amamentar ela. A pequena mamou por cerca de quinze minutos e parou, estranhei aquilo, ela costumava mamar muito mais que aquilo. — Tem algo de errado acontecendo com ela. — disse rápido e olhei detalhadamente para a Maya em meus braços. Em um certo momento ela olhou para mim e soluçou, conseguia sentir a sua aflição e estava tão angustiada quanto ela, eu não sabia o que estava acontecendo e esse era o problema, não sabia o que ela estava sentindo e nem o que eu poderia fazer para ajudá-la.
— Mel... — Nicolas não conseguiu terminar a frase.
— Tem algo de muito errado acontecendo com ela, Nicolas! — disse nervosa. — Tem algo de errado acontecendo com a nossa filha. — as lágrimas começaram a descer pela minha face. — E eu não sei o que está acontecendo, Nicolas.
— Papai. — Valentina choramingou baixinho, ainda agarrada ao pescoço do Nicolas.
— Vamos para o hospital. — Nicolas disse nervoso.
Peguei um cobertor e cobrir a Maya cuidadosamente, arrumando a pequena em meus braços.
— Papai? — Valentina encarou o Nicolas, assustada.
— Vai ficar tudo bem, filha. — Nicolas disse suavemente e beijou a testa dela. Ele pegou a bolsa da Maya e colocou as coisas necessárias dentro dela, incluindo os documentos da pequena.
Antes de seguirmos para o andar de baixo passamos no quarto da Valentina e o Nicolas ajudou ela a vestir um moletom e a colocar uma touca, ela já estava usando uma calça então não foi preciso colocar uma nela. Ainda estava de madrugada e o clima estava frio, então não seria adequado sair sem uma roupa adequada.
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De Repente Pai.
RomanceSabe quando a vida lhe sorri de tal maneira que você se considera a pessoa mais sortuda do mundo?? Eu era o cara mais sortudo do mundo, tinha uma vida perfeita e muito dinheiro. Eu sou o filho talentoso, o irmão mais lindo e um dos atores mais bem...
