Capítulo Catorze.

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MELISSA.

Uma semana tinha se passado e com isso algumas coisas mudaram. Depois de ter tido alta no hospital eu seguir para a casa do Nicolas junto com ele e a Valentina, fiquei muito surpresa com o tamanho da casa dele, ela era enorme para apenas uma pessoa. Ele deve ter trabalhado bastante para tê-la e eu fiquei feliz em saber que todo o seu esforço desde quando éramos jovens valeu muito a pena e isso de fato era motivo de muita felicidade, apesar de ter rolado algumas lágrimas em todo esse processo.

Acabei notando nesse meio tempo que se passou que o Nicolas estava diferente, um diferente bom é claro. Ele passava a maior parte do tempo comigo e com a Valentina e isso era admirável, ele também começou a me tratar muito bem, sempre sendo carinhoso e gentil comigo e nesses últimos dias estávamos bem próximos.

— MAMÃE! — Valentina gritou e levou apenas alguns segundos até ela entrar correndo no quarto e correr em minha direção.

— O que houve?? — arregalei os olhos, preocupada.

— É o papai, ele quer me dar cosquinhas! Por favor, não deixa mamãe. — pediu e se escondeu atrás de mim. Então era apenas mais uma brincadeira deles dois?

— Vocês estão fazendo outra guerra de cosquinhas?? — perguntei sorrindo.

— Sim, o papai como sempre ganhou novamente! Como ele consegue? Eu estava tão perto de acertar a pergunta que ele me fez, mas errei! — fez um bico e eu acabei rindo.

— Filha?? — Nicolas surgiu minutos depois na entrada do quarto, notei que ele estava sorrindo e quando nossos olhares se encontraram eu acabei sorrindo junto. — Cadê você? — ele finge que não a ver e pisca para mim. — Será que você está aqui?? — perguntou caminhando pelo quarto e eu acabei sorrindo. Ele caminhou até mim lentamente, mas a Valentina não viu porque estava com os olhos fechados, então ele a pegou no colo fazendo ela gritar.

— AH! — ela acaba se contorcendo para tentar sair dos braços dele.

— E agora?? — ele perguntou brincando e começou a fazer cosquinhas nela, ela começou a rir enquanto tentava a todo custo sair dos braços dele.

— Papai, para! — disse com uma certa dificuldade. — Por favor, papai... — implorou em meio as risadas.

— Eu paro, mas com uma condição! — ele sorriu e parou de fazer cosquinhas nela.

— Qual condição?? — ela olhou para ele curiosa.

— Eu paro se você me dar um beijo na bochecha e um abraço bem apertado! — Nicolas sorriu.

— Tá. — minha pequena sorriu e logo depois depositou um beijo na bochecha do pai e abraçou ele fortemente.

— Viu, só? Nem foi tão difícil assim. — sorriu e beijou a testa dela. Acabei sorrindo com a cena.

— Quem sabe na próxima eu ganho! — Valentina disse animada.

— Vamos para o banho agora, querida. Depois você brinca mais com o seu pai! — disse pegando em sua mãozinha e ela fez um biquinho.

— Eu tenho mesmo que ir, mamãe??

— Sim. Já está na hora da mocinha tomar banho.

— A sua mãe tem razão filha. Vai lá tomar banho, depois brincamos mais. — ele deposita um beijo na bochecha dela e ela assentiu.

Nicolas sorriu para mim e eu retribui, passei por ele e iniciei o caminho para o banheiro. Quando chegamos nele a Valentina foi direto para o chuveiro e começou a brincar com seus diversos brinquedos que tinha ali mesmo espalhados no local, depois dela ter brincado bastante eu lavei o seu cabelo cuidadosamente e quando eu vi que ela já estava devidamente limpa eu cobrir ela com sua toalha e saímos ainda de mãos dadas do banheiro.
Quando ela já estava seca eu ajudei ela a se vestir e fiz um penteado rápido nela, beijei sua bochecha fazendo ela sorri, eu também precisava tomar meu banho, então deixei ela brincando com sua Minnie em seu quarto e voltei para o banheiro, não demorei muito para ficar pronta, meia hora depois eu já estava devidamente arrumada e ao ter terminado voltei novamente para o quarto da Valentina e só depois de ter juntado nossas mãos, iniciamos o caminho até a sala.

De Repente Pai.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora