Desperto sentindo muito calor, e quando abro os olhos vejo o sol lá fora, droga não estou na minha cama tento levantar mais o braço... olho para o lado, Ruggero esta com o braço em volta do meu corpo e estou nua.
Droga eu devia ter dado o fora daqui, ele não me quer e quando acordar vai me ver pelada em sua cama, não posso permitir que me odei por isso.
Consigo tirar seu braço sem que ele acorde e levanto, recolho minha roupa e me visto rápido calço meu sapato e pego minha bolsa, arrumo meu cabelo e antes de sair do quarto olho mais um vez e admiro seu corpo nu, mordo o lábio e saiu correndo do quarto, tiro meu celular da bolsa assim que chego na cozinha e ligo para Valentina, olho ao redor ninguém a vista, saiu de fininho de casa pela porta da cozinha e Valentina atende.
- Espero que alguém tenha morrido para você me ligar as cinco da manhã dona Karol.
- Valu fiz merda e das grandes...
- Ok, estou indo pra sua casa.
- Não, aqui não, me encontra no café da esquina.
- Certo me dá vinte minutos.
Vinte cinco minutos depois Valentina está sentada comigo tomando café.
- Fala de uma vez, acho que vou precisar de tequila em vez de café. Resmunga.
- Eu transei com Ruggero.
- Tá legal, agora me conta a sua merda.
Reviro os olhos.
- Eu transei com ele de verdade Valentina.
- Isso é sério, mas você não disse que ele...
- Eu sei, e nada mudou, depois que você me deixou ontem, uma garota desceu do táxi e me pediu ajuda e quando fui ver era o Ruggero ele estava bêbado.
- Ele transou com você bêbado?
- Sim, mas... Droga eu devia ter falo que era eu ele estava tão fora de si que achou que estava com a garota que o trouxe.
- Como assim gente?
- Ela era da mesma altura e o cabelo era igual, sei lá, só sei que ele repetia o nome dela o tempo todo.
- Conta a história toda Karol.
- Ela perguntou se eu conseguia sozinha, eu disse que sim e agradeci, levei Ruggero para o quarto dele com muito custo, o despi como sempre fiz quando ele caia no meu quarto bêbado, só que ele me beijou e eu não resistir.
- Mas ele te forçou?
- Não está louca, eu... Aí meu Deus que vergonha Valentina.
- Kah olha pra mim. Ela pede.
- Sou eu a Valu lembra, não vou te julgar pode contar comigo, vai me fala.
Encolho os ombros e começo a contar o que aconteceu, que eu o queria e deixei que ele pensasse que era a tal de Amanda com ele, mas não estou arrependida.
- O pior de tudo é que não me arrependo, só de não ter falo que era eu.
- Caramba Kah você poderia ter se machucado, ele não sabia que era virgem.
- Eu sei, aí eu tô perdida.
- Calma, vamos olhar pelo lado bom, você fez com alguém que ama não é?
- Sim, mas agora como vou contar isso pra ele, como vou encarar?
- Não conta, ele vai acordar de ressaca mal vai lembrar da noite anterior, fora que viaja em dois dias.
- Ele sabe quando estou mentindo.
- Então vamos mentir bem, você passou a noite na minha casa e está voltando agora, alguém viu você saindo?
- Não estavam todos dormindo.
- Ótimo.
- Ele vai me odiar...
- Você quer contar?
- E ouvir ele dizer que foi um erro e me pedir desculpas, não eu dormi na sua casa, ele não vai saber, eu consigo.
Falo tentando me convencer.
Terminamos nosso café e volto pra casa com a cara só, porque coragem saiu correndo.
- Oi filha? Bom dia... Está chegando agora?
- Ah oi mamãe bom dia, estava tarde e fiquei na Valentina. Mentindo para sua mãe Karol.
Empurro a vozinha lá pra baixo e me concentro em fazer cara de paisagem.
- Vou tomar um banho.
- Não vai tomar café?
- Não mãe obrigado, eu já tomei com a Valu.
- Certo vou levar o chá de camomila para Antonella que está com os nervos alterados.
- O que houve?
- Parece que Ruggero trouxe a namorada para dormir em casa e sabe como ela é bem categórica, nada de mulheres aqui. Engulo em seco.
- Eh- né pois é, ele já acordou?
- Quase, está de ressaca levei um remédio pra ele e o fiz tomar banho, aproveitei para trocar a roupa de cama.
- Mas não já tinha feito isso ontem?
Mamãe se aproxima como se fosse me contar um segredo.
- Eu acho que não era a Candelária que estava com ele.
- Porque?
- Antonella acha que Candelária estava menstruada, mas aquele sangue no lençol não me engana, a garota era virgem. Ai merda como não vi isso.
- V-vou tomar banho. Me viro e caminho até meu quarto, e assim que fecho a porta respiro fundo, como vou conseguir segurar. Meu celular toca e atendo.
- Kah tudo certo?
- O lençol Valentina a merda do lençol.
- O que tem o lençol, perguntei do Ruggero.
- Estava sujo de sangue, minha mãe tirou pra lavar. Valentina desata a rir.
- Rir da miséria dos outros né.
- Aí Karol ele vai pensar que a garota estava naqueles dias.
- Minha mãe sabe e não me pergunte como, mais ela afirmou que não era ciclo e sim que alguém perdeu você sabe.
- Porra sua mãe é foda preciso conversar mais com ela.
- É sério Valentina.
- Olha hoje tem uma palestra na faculdade para os calouros, se quiser podemos ir, assim não fica em casa.
- Seria ótimo, não vou conseguir encara-lo. Desligo e vou tomar um banho, quando a água cai no meu corpo meus músculos relaxam mais o meio das minhas pernas arde me fazendo lembrar a noite, dos beijos, da sua mão percorrendo todo o meu corpo, de quando ele nos uniu, foi a sensação mais gostosa que senti, meu corpo todo vibrava pelo dele, caramba estou ficando excitada merda, giro a torneira para água fria e tento espantar a cena de ontem da cabeça.
Próximo capítulo quem vai narrar é o Ruggero aguardem.
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Simplesmente Acontece
FanfictionSe tem problemas em ler clichê, não adicione em sua biblioteca, pois essa é uma dessas histórias bem clichê, mas se você é como eu que adora uma história de amor seja bem vinda a vida de Karol, adiciona aí e espero que curta cada capítulo.
