Não esperava encontrá-lo essa noite de dançar com ele, a verdade é Ruggero ainda mexe comigo, não como antes, mais é como se o sentimento estivesse dormindo e está acordando aos poucos, tenho que me afastar o quanto antes só assim não vou sofrer, mas Alice com esse grude com ele como vou fazer.
Ele aproveitou que fui no banheiro e tirou o paletó e gravata, os sapatos e as meias também e a camisa está aberta deixando a mostra seu abdome bem definido.
- Você vai dormir aqui?
- Como nos velhos tempos, só que agora com um pacote especial. Beijo Alice e trago ela pra mim.
- Karol está acordada?
- Sim...
- Como foi... Quando descobriu?
- Está falando da Alice?
- Sim.
- Desesperador, não conseguia acreditar que estava acontecendo comigo, mas tudo passou quando ela nasceu.
- Fico chateado de não está com você.
- Não pode parar sua vida para viver a minha Ruggero.
- Rugge...
- Que?
- Você não me chama mais de Rugge.
Fico em silêncio e agora que penso é verdade.
- É como se o seu carinho por mim tivesse acabado. Ele confessa com tristeza na voz.
- Você sempre terá um lugar especial no meu coração Rugge... Ele sorrir e abraça a mim e Alice que está no meio.
- O pai da Alice é muito sortudo em tê-la, pode dizer isso a ele, não melhor quero conhecê-lo, pode me apresentar?
Engulo em seco e me embolo toda.
- Apresentar?
- Sim Karol, vocês estão juntos?
- Não. Eu vou na cozinha pegar uma água já volto. Enrolo não sei o que falar e agora.
- Kah ainda acordada? Antonella pergunta assim que entra na cozinha.
- Sim vim pegar um copo com água.
- Sabe onde está o Ruggero?
- No quarto. Respondo e bebo a água.
- O que você tem filha está nervosa?
- Não é nada só estou preocupada com umas coisas.
Ela dar dois tapinhas na cadeira para que me sente.
- Ele voltou e isso está te preocupando não é? Franzo o cenho.
- Oh querida, vamos eu conheço os dois como a palma da minha mão, sabia dos seus olhares apaixonados para ele.
Não fique tão surpresa assim, mas posso te dizer que ele não é indiferente a você, os homens são lentos pra se dar conta de sentimentos.
- Muito lentos você quer dizer, eu amei o Rugge por muito tempo e sofri muito por não ser correspondida mais agora não sei dizer o que sinto, carinho talvez.
- Você pode enganar a mim ou até você mesmo mais aqui não engana.
Ela toca meu coração.
- O seu medo é ele descobrir Alice.
Não é uma pergunta é afirmação, olho pra ela chocada e um riso nervoso me escapa.
- Do que está falando. Falo gaguejando e ela sorrir.
- Ela pode até parecer muito com você, mais o sorriso, o cabelo e o gênio é todo do Rugge fora a marquinha de nascença que eles tem na perna é igual, eu sou mãe Karol sei reconhecer os traços.
Uma lágrima escorre por minha bochecha.
- Não chore querida, não estou chateada por ter escondido da gente, não se preocupe nós amamos você e amamos nossa netinha só que ele tem o direito de saber pois já perdeu muito tempo.
- Eu não tenho coragem de contar, eu não fiz nada por vingança nem coisa assim, foi pelos estudos dele e porque ele iria se casar com Candelária.
- Deus me livre nem fale isso. Ela bate na madeira.
- Acha mesmo que permitiria uma loucura dessas, Ruggero pode ser maior de idade e tomar suas próprias decisões, mais se vejo fazendo idiotice tenho que me meter e não permitiria que ele se casasse sem amor.
- Desculpe eu só não sei como fazer isso.
- Você saberá quando chegar a hora.
Me levanto para voltar ao quarto.
- Tia mais alguém sabe?
- Sua mãe, ela sabe, na verdade descobrimos juntas.
- E nunca me disseram nada?
- Queríamos que você se sentisse a vontade para contar.
- Obrigado. Ela me abraça e volto para o quarto, encontro os dois dormindo, Ruggero envolveu Alice em seus braços e dorme serenamente, fico observando a cena e me sento na poltrona com uma coberta.
Os raios do sol entram pela janela e acordo, vou para o banheiro tomar banho e trocar de roupa, e vejo Alice coçar os olhinhos, tiro ela da cama e Ruggero resmunga se virando para o outro lado, arrumo Alice no banheiro sem fazer barulho e pego nossas coisas indo até a cozinha.
- Vocês já vão?
- Sim mãe, eu vou viajar esses dias.
- Ah não, vou ficar longe da minha princesa.
- Quando voltar prometo que venho direto pra cá. Ela sorri e me entrega a mamadeira de Alice, pego meu carro que deixei aqui e no caminho ligo para Michel.
- Oi linda.
- Oi, é... A viajem ainda está de pé?
- Sério?
- Sim é se não for um problema claro?
- Problema nenhum vai ser um prazer ter vocês comigo.
- Certo, quando saimos?
- Amanhã as oito está bem?
- Está ótimo te vejo amanhã.
- Mal posso esperar.
Passo uma mensagem para Valentina e explico tudo, ela vai ficar de encontrar meus clientes essa semana e eu trabalho no meu computador.
Chego em casa com Alice a casa está limpa porque finalmente conseguir alguém, só que não tenho nada na geladeira quase não paro em casa, então depois de arrumar as malas e colocar as algumas coisas em ordem, vou até o supermercado.
Tiro Alice da cadeirinha e tranco o carro, pego um carrinho do mercado e ponho ela sentada, a garota chama atenção onde passa, fazendo caras e bocas e acenando de longe porque se alguém se aproximar ela põe a boca no mundo.
Quando volto pra casa, equilíbrio Alice em um braço e as sacolas em outro e vou para o elevador, guardo e faço nosso almoço, a tarde Alice dorme e aproveito para tirar um cochilo também.
Desperto e olho ao redor já é noite, caramba dormir demais, Alice... Levanto acendendo as luzes e entro em seu quarto ela não está na caminha, corro pra sala e escuto o barulho da tv, Alice está sentada no sofá com a chupeta na boca e seu amigo João ao lado vendo tv.
- Que susto mocinha.
- Mama... Bita Bita. Sorrindo me aproximo dela e beijo sua bochecha ela me abraça.
- Você deve está com fome. Vou até a cozinha faço um suco de laranja com mamão pra Alice e coloco uma sopa no fogo para a janta, entrego o copo a ela e a campanhia toca.
- Quem será, não interfonou? Abro a porta.
- O que está fazendo aqui?
- Sabia que acordar sozinho hoje foi horrível, não vai me convidar para entrar?
- C-claro entra, como chegou aqui?
- De carro. Estreito os olhos.
- Subornei sua mãe. Escutamos a risada de Alice e ela pula do sofá, tropeçando nas pernas e corre em direção a Ruggero que prontamente se abaixa e a pega no colo.
- Ei pequenina também estava com saudades. Quanto mais eu me afasto mas ela gruda, vou pra cozinha ver a sopa e pego os pratos.
- Você quer jantar? Pergunto.
- Adoraria, o que você aprontou por aí?
- Esqueceu de quem sou filha, sou uma master chefe.
- Sua mãe é, não me lembro de você ter esse dom.
- Cale a boca. Ele rir e arrumo a mesa.
- Hum..
- Confesse está maravilhosa.. falo.
- É comestível... Faço uma careta e ele rir.
- Está deliciosa, realmente muito boa.
- Alice devagar você se engasga filha. Falo vendo Alice com a boca cheia virando o copo de água, percebo Ruggero me observando.
- Eu vou trocar ela. Ele assente e vou até o quarto de Alice, coloco seu pijama e quando volto Ruggero esta na cozinha colocando os pratos na máquina.
- Ah obrigado.
- Não é nada. Ele dar de ombros e Alice se sacode no meu colo querendo descer.
- Não mocinha você vai pra cama dormir. Ruggero seca as mãos e se aproxima da gente.
- Vem o tio coloca você na cama meu amor.
Meu amor aí caramba, o pior é que Alice se joga em seus braços e se aconchega em seu peito.
- Pequena traidora. Falo e Ruggero rir seguindo o corredor para o seu quarto.
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Simplesmente Acontece
FanfictionSe tem problemas em ler clichê, não adicione em sua biblioteca, pois essa é uma dessas histórias bem clichê, mas se você é como eu que adora uma história de amor seja bem vinda a vida de Karol, adiciona aí e espero que curta cada capítulo.
