No final não houve alteração, só que mais um estagiário se uniu a nós um tal de Jorge.
Valentina passa para me pegar, mamãe manda o bolo preferido do Ruggero espero que chegue inteiro.
Nossas malas ficam no carro com o motorista enquanto fazemos a prova na faculdade, três horas depois vamos direto para o aeroporto são oito horas de vôo, já que faremos direto sem escala, chego em Boston no horário de lá as 17.
Pego meu celular e abro o aplicativo vou nos contatos e aperto o nome de Ruggero.
-Chego às 17 h local, mas não precisa me buscar, temos um carro nos esperando para levar ao hotel.
- Você quer mesmo acabar com minha alegria.
- Não, só estou te poupando trabalho.
- Ah tá, você não me dar trabalho algum, te vejo em breve boa viajem.
Não respondo, coloco o telefone na bolsa e avistamos Angel e o cara ao seu lado deve ser o Jorge.
- Meninas esse é o Jorge.
- Prazer Jorge sou a Karol e ela é Valentina.
- Muito prazer meninas.
Entramos no avião e nos sentamos, como eram três poltronas juntas, ficamos Valentina eu e o Jorge, pego meu computador e começo a montar um esquema para a publicidade do perfume.
- Gostei da mulher arrastando todos os homens o que é? Jorge comenta.
- Uma ideia para a marca de perfume. Valentina dar uma olhada e passamos as próximas horas montando nosso portfólio tenho que confessar Jorge é inteligente e cheio de ideias legais o que nos deixou muito motivadas, trabalhei tanto que fiquei super exausta.
- Kah acorda. Valentina me sacode.
- Chegamos. Ela diz quando abro os olhos. Levanto e pego minha mochila.
Saímos e fomos pegar nossas malas, um carro já nos esperava, era uma van e um senhor muito simpático.
Assim que chegamos no hotel espero, pegamos nossas malas.
- Esperem aqui vou fazer nosso check-in e trago as chaves. Angel fala e vai até a recepção. Jorge apoia o cotovelo no meu ombro.
- Estou morto.
- Você é um folgado. Falo batendo no braço dele que rir e bagunça meu cabelo. Dou língua pra ele que rir mais ainda e escuto meu nome.
- Karol... Me viro e vejo Ruggero.
As pernas não aguentam muito gente sério meu corpo se arrepia todo.
Olho para Jorge que está com o cenho franzido e Valentina aperta meu ombro e chama Jorge para pegar sei lá o que.
Ruggero se aproxima e dou alguns passos em sua direção ele me envolve em seus braços e fecho os olhos contendo as lágrimas, como senti saudades dele e nem tinha me dado conta.
- Que saudade. Ele sussurra.
- Eu também senti sua falta.
Nos afastamos e ele acaricia meu rosto e beija minha testa. Meu coração se parte mais um pouquinho.
- Como foi a viajem?
- Cansativa, trabalhei a maior parte do voo, estou morta.
- Kah suas chaves. Angel me chama e olha para Ruggero.
- Ah Angel esse é um amigo meu que mora aqui.
- Estudo aqui, minha casa sempre será em Roma. Angel rir.
- É um prazer conhecê-lo, bem vou para o quarto estou morta e amanhã temos que está a todo vapor.
- Você quer subir?
- Não quero te atrapalhar, você está cansada.
- Se você não tiver problemas em casa, pode subir. Ele franze o cenho.
- Candelária. Digo e ele dar de ombros.
Certas coisas não mudam.
Ruggero pega a mala da minha mão e fomos em silêncio até o quarto.
Entro e tiro os sapatos, estavam me matando, pego um pijama na mala e vou tomar banho, estou tentando controlar minha cabeça e meu coração.
- Você não quer jantar?
- Ah não estou meio enjoada, a comida do avião era horrível. Falo.
- Mas janta comigo amanhã?
- Pode ser, te aviso quando terminar, mas amanhã você tem aula não tem?
- Sim, estou participando de um seminário também, nunca pensei em me apaixonar mais ainda por essa profissão.
- Nem me fale, mas fico feliz por você.
- Mas me conta como é trabalhar assim de cara na sua área.
- Nossa é maravilhoso, estou aprendendo e colocando em prática, não esperava ser convocada para trabalhar em campo estou um pouco nervosa.
- Pelo que vi hoje da nova Karol ela é bem segura de si, você mudou tanto.
- Ainda sou a mesma Ruggero, so abrir os olhos para algumas coisas.
- E eu acho isso muito bom.
Me sento na cama enrolada no roupão, pego meu celular e mando uma mensagem para minha mãe.
- Vem aqui. Chamo e ele se senta ao meu lado na cama, ponho a câmera e tiro uma self nossa e mando para tia Antonella.
- Seu filhote chorão.
- Aí meus amores aproveitem.
- Ei não sou chorão. Ele resmunga.
- Não nem um pouquinho. Ele rir segura minha mão, seu toque quente me faz arrepiar toda, ficamos em silêncio e olho para nossas mãos entrelaçadas.
- O que aconteceu com a gente?
- Do que está falando?
- De tudo, uma hora éramos melhores amigos e na outra tudo mudou.
- Porque é tão difícil para você enxergar as coisas?
- Como assim?
- Você quer falar daquela noite não é?
Ele faz que sim.
- A Amanda trouxe você pra casa e eu estava chegando, ela me pediu para te levar pra dentro.
- Isso eu sei, quero saber como chegamos a transar Karol.
- Você me beijou. Levanto e paro de frente a janela olho lá fora.
- Pensando que era a Amanda.
- Mas era você...
- Sim.
- Então eu me aproveitei de você é isso? Dou uma risada debochada.
- Se alguém se aproveitou aqui esse alguém sou eu, eu sabia que você pensava que era ela, eu poderia ter parado você, era só dizer quem eu era. Sorrio triste.
- Afinal você não teria nada comigo mesmo não é, eu não sou como as garotas que você está acostumado a ter, ou melhor... Sinto um nó na garganta e tento engolir.
- Você não sentiria tesão em alguém como eu...
- Olha o que você está falando... Levanto a mão pedindo que espere uma lágrima escorre dos meus olhos.
- Eu me deixei levar porque queria muito e você não me daria isso, se tem alguém aqui errado na história sou eu Ruggero, eu que tenho que pedir desculpas por não ter falo quem eu era, não por ter transado com você, isso eu não me arrependo. Ele me encara com o maxilar travado.
- Você tem noção do que está fazendo com minha cabeça Karol, eu não durmo direito com as cenas confusas que aparecem na minha mente, você me ignora todo esse tempo.
Caralho não sei o que pensar, e acha que não tenho tesão por você, garota você já se olhou no espelho, sabe o quanto é linda, sabe o controle que tenho que ter quando estou perto de você para não fazer merda. Fico surpresa com suas palavras.
- Eu sou um babaca não sei ser fiel e não sei amar ninguém além dos meus pais, você é diferente porque merece alguém que te ame, e esteja ao seu lado não um idiota como eu que só iria querer sexo, entendeu porque não podia, porque não queria fazer você sofrer e agora estou me odiando porque eu fiz e não posso me perdoar por isso.
- Você não me machucou Ruggero eu sabia exatamente onde estava me metendo não se preocupe comigo, pense em você e na sua vida, a minha está seguindo, o que aconteceu foi muito bom e vou guardar aqui, mas já passou.
- Eu queria poder lembrar de tudo e ter essa certeza que já passou.
- Ruggero siga sua vida, você tem uma namorada e uma carreira pra cuidar não perca tempo com isso.
- Você não é perda de tempo Karol.
- Então se decide caralho. Falo mais alto.
- Porque estou ficando cansada.
- Tem razão, eu também estou cansado é melhor seguir com minha vida.
Boa noite Karol.
Não respondo apenas deixo ele ir.
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Simplesmente Acontece
FanfictionSe tem problemas em ler clichê, não adicione em sua biblioteca, pois essa é uma dessas histórias bem clichê, mas se você é como eu que adora uma história de amor seja bem vinda a vida de Karol, adiciona aí e espero que curta cada capítulo.
