Parte 35

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A minha surpresa assim que chego na Pasquarelli.
- Senhor Pasquarelli a senhorita Molfese está a sua espera. Olho para o lado e Candelária vem até a mim.
- Cande?
- Oi. Ela diz e me abraça, demoro um minuto para retribuir.
- Porque não avisou que estava na cidade? Falo me afastando um pouco.
- Queria fazer uma surpresa, gostou?
- Sim, como vai a vida de modelo?
- Bem, vim fazer uma sessão de fotos e pensei em passar, estava com saudades.
Ela diz e sinto um braço rodear minha cintura é o cheiro de Karol, fico em alerta, olho para Candelária que está surpresa com alguém me abraçando, e levanto o dedo pedindo um minuto e me viro rápido.
- O que foi? Ela pergunta.
- Não surte, Candelária está aqui.  sussurro e ela arregala os olhos.
- Como aqui?
- Aqui atrás de mim. Revira os olhos e estica a cabeça ao lado do meu braço e arregala os olhos mais ainda.
- Eu estou ouvindo vocês sabia? Candelária fala e Karol da um sorriso forçado e volta a olhar pra mim.
- Sem crise de ciúmes por favor eu suplico, eu não sei o que ela quer aqui.
- Ciúmes eu? Por favor... Revira os olhos e arqueio a sobrancelha e ela se aproxima mais arrumando minha gravata.
- Dois metros de distância dela ou arranco seu pau fora. Sussurra, arregalo os olhos e seguro a risada, minha menina falando pau não posso deixar passar.
- Não acredito que você falou pau.
- De tudo o que falei você só ouviu isso. Envolvo os braços em sua cintura.
- Não, eu escutei tudinho.
- Ótimo vou trabalhar. Me dá um selinho e se afasta me deixando com vontade de agarra-la.
- Foi um prazer revê-la Candelária.
Ela fala e seu olhar cai sobre mim.
- Lembra que vai pegar Alice hoje.  Assinto sorrindo e ela vai para o elevador mais se vira e faz um gesto com dois dedos, olho para Candelária que está com as sobrancelhas lá em cima dou dois passos para trás me afastando e um sorriso amarelo, estou fodido virei pau mandado, o que eu não faço por ela.
Me recomponho e olho para Cande.
- Vamos até a minha sala. Ela assente e me segue.
- O que aconteceu lá fora?
- Você deveria ter avisado que vinha.
- Eu já disse que queria fazer uma surpresa ela se aproxima e espalma a mão no meu peito e tenta me beijar e sou mais rápido beijando sua testa e me afasto do abraço com os dois metros de distância ecoando na minha cabeça.
- E fez.
- Você não gostou?
- Gostei, estou feliz que está bem e que gosta do que faz.
- Estou amando na verdade.
- Legal.
- O que está acontecendo Ruggero voce está distante?
- Estou normal, é só que...
Nós terminamos Cande.
- Ah é isso? Eu sei que terminamos mas estava com saudade podemos, pensei lembrar os velhos tempos o que acha? Ela me abraça novamente e me afasto.
- Vou me casar Cande. Falo de uma vez.
- Que?
- Vou me casar, e tenho uma filha de dois anos.
- F-filha? Dois anos isso quer dizer que estava comigo. Ela afirma.
- Sabe que nosso relacionamento era bem aberto não preciso lembrar isso a você Candelária.
- Eu sei mais uma filha, caramba e vai se casar com a mãe porque tem uma filha.
- Não porque a amo e é com ela que quero viver e cuidar da minha filha.
- E quem é essa criatura posso saber, pensei que você me amava.
- E amo, mais não assim, o carinho e a cumplicidade que temos é diferente de tudo que tenho com Karol.
- Karol? A mosca morta, então o que vi lá fora...
- Não fale assim da minha mulher.
Me irrito e Candelária gargalha e seu olhar parece capitar algo ao meu lado na mesa ela caminha e pega o porta retrato.
- Uau é a sua filha?
- Sim.
- Karol mudou muito, e a menina é a cópia dela não tem nada seu.
Ela rir e suspira.
- Então ela te amarrou heim. Faço uma careta.
- Ela não me amarrou Cande, só demoramos tempo demais para admitir o que sentíamos, no caso eu demorei.
- Como assim?
- Eu sabia o que ela sentia por mim e fui um covarde por não assumir os meus sentimentos e acabei pagando por isso.
Cande franze o cenho confusa.
- Perdi o nascimento da minha filha, não sabia da existência dela até voltar.
- Nossa é sério? A Karol não te contou nada. Faço que não.
- Cruel... Gostei você mereceu por ser um galinha, claro é sempre sua filha e sei o quanto isso pode ser doloroso.
- Vingativa você. Ela estala a língua.
- Ela soube fazer você pagar, e ganhou minha admiração, bem já que você resolveu ter um relacionamento monogâmico eu já vou, vou ficar por alguns dias podíamos nos encontrar.
- Não sei se...
- Com a Karol e a sua filha claro, não sou uma vaca Ruggero, claro as vezes.
- Podemos ser amigos Cande.
- Sempre fomos Rugge.
- Sim.
- Como se chama?
- O que?
- Sua filha ué?
- Alice. Falo sorridente.
- Ihhh bobinho está babando heim, cuidado se ela tiver seu gênio vai ter cabelos brancos antes do tempo.
Fecho a cara na mesma hora e a voz da minha mãe grita na minha cabeça.
Ela é a cara da Karol mais o gênio é todo seu.
Droga ela realmente tem meu gênio, e se for igual a mim, não...
Não nesse sentido não posso permitir fui um completo galinha.
- Sua cara é impagável Ruggero espero conhecer a pequena Alice.
- Claro, vou falar com a Karol e marcamos está bem.
- Está ótimo, posso me aproximar ou vou infligir a marca de dois metros.
Ela fala segurando a risada e me aproximo abraçando-a.
- Fica bem Cande.
- Você também Rugge.
E suspiro aliviado, foi bem diferente do que eu pensei, a porta da minha sala se abre e meu pai com uma expressão preocupada aparece.
- Candelária estava aqui?
- Sim, acabou de sair.
- E não colocou fogo na empresa?
Me sento na cadeira rindo.
- Não pai e, não sei o que dizer sobre isso ela mudou muito.
- Karol...
- Elas se encontraram.
- Bem você está inteiro então vou voltar ao trabalho. Tenho que rir.
- Pensei que sairia sem as bolas quando vi Candelária sentada na recepção.
- E eu corri até aqui porque achei exatamente o mesmo, cheguei a cotigitar a hipótese de chamar uma ambulância antes.
- Estamos todos bem.

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