Não acredito que Ruggero voltou, a ficha ainda não caiu, estou uma pilha de nervos como posso esconder Alice dele como, tento deixar meus pensamentos de lado e aproveitar o jantar com Michel que é super agradável.
- Como foi o seu dia? Ele pergunta.
- Corrido e o seu?
- Corrido. Ele fala sorrindo.
- Quero te fazer um convite, na próxima semana vou para a montanha tenho uma casa lá, tirei alguns dias de férias e queria sua companhia o que me diz?
- Tentador, mas estou cheia de trabalho, não vou poder ir.
- Sério, não consegue uma folga?
- Infelizmente não, estamos finalizando catálogos é impossível folga nesse momento.
- Que pena, podemos nos ver quando eu voltar?
- Claro.
- Karol sei que ainda é cedo mais realmente estou interessado em você, eu tenho chance?
- Tudo é possível Michel, eu só não quero me apressar a tomar decisões, tenho uma filha você sabe e ela vem sempre em primeiro lugar.
- Eu sei, e queria muito fazer parte da vida dela também. Sorrio.
- Vamos com calma está bem. Ele beija minha mão e meu telefone toca.
- Desculpe é a Valentina, ela está com Alice.
- Amiga, desculpe tinha que atrapalhar seu jantar, sua mãe falou que arrancaria minhas tripas se não levasse a netinha dela, então Ali, está com a vovó.
- O que?
- Calma Karol ela está bem, com duas avós babonas como não vai está. Olho para Michel e peço um minuto, me afasto da mesa.
- O Ruggero esta la, vou morrer hoje Valentina...
- Porque você não me disse que chegou caralho, como eu iria saber?
- Eu vou pegar Alice agora, amiga se eu morrer eu amo você.
- Você não vai morrer maluca, é só ir lá e pegar meu pacotinho, você não deve satisfação a ele.
- Em teoria sim.
- Só que ele não sabe.
Desligo com Valentina e volto para a mesa.
- Desculpe Michel eu tenho que ir.
- O que aconteceu a Alice está bem?
- Sim ela está, mais eu realmente preciso ir.
- Eu te levo Karol. Assinto e dou o endereço da minha mãe.
- Me espera aqui eu não demoro. Falo e ele assente.
Escuto vozes na cozinha e a risada de Alice, abro a porta e me deparo com a cena que faz meu coração apertar e acelerar ao mesmo tempo, Ruggero esta sentado na cadeira e Alice está diante dele com as mãos fechando seus olhos, ela adora essa brincadeira do Cade a Alice cadê? achou.
Minha mãe é a primeira a notar minha presença.
- Oi filha. Todos se viram pra mim e Alice chama com as mãozinhas.
- Mama... Ruggero me observa sério, apoio a bolsa na cadeira e pego ela em meus braços, que me beija e abraça.
- Mama.
- Oi meu amor, vamos pra casa?
- Vou trocar ela antes vem com a vovó meu amor. Minha mãe chama.
- Ah eu vou também, Antonella diz já na porta. Engulo em seco e vou na geladeira pegar agua, quando fecho ele esta ao lado da geladeira em pé encostado no balcão com os braços cruzados.
- Sabe quando perguntei se tinha novidades me referir a sua vida em geral.
- Eu...
- Pensei que éramos amigos e que ainda confiava em mim para contar qualquer coisa.
- Como eu te disse hoje não temos mais quinze anos..
- E sua vida privada só diz respeito a você, entendi. Ele fala triste e isso de algum modo me corta o coração.
- Ela é linda e parece muito com você. Faço que sim.
- Fico feliz que encontrou alguém Karol, que ele esteja fazendo você feliz como merece. Aí meu Deus.
- Prontinho. Minha mãe aparece com Alice mais ela não vem pra mim, ela se joga nos braços de Ruggero me deixando sem reação alguma.
- Acho que ela não quer ir pra casa hoje, não é princesa. Ele fica olhando pra ela admirado.
- Eu posso levar vocês se quiser?
- Não eu... Não precisa.
- Filha você não vai de táxi vai?
- Não mamãe, estou com o Michel.
- Então nos vemos amanhã?
- Ela tem a creche sabia?
- Ela tem avós sabia? Antonella resmunga.
- Estou bem arrumada com vocês duas, então mocinha vamos pra casa.
- Acho que ela gostou do colo do tio aqui.
Tio? Penso e chamo Alice que faz bico querendo chorar.
- Eu posso levá-la até o carro se quiser? Olho para Ruggero e depois para minha filha e respiro fundo.
- Tudo bem. Beijo as avós sabidas e saímos, Michel quando me ver sai do carro e abre a porta ele observa Ruggero com Alice no colo e olha pra mim mais dou de ombros.
- Obrigado Ruggero. Ele olha pra Michel sério e depois para mim, beija a cabecinha de Alice e coloca em meus braços, mais minha filha dengosa começa a chorar e pego na bolsa a sua chupeta, ela chama por Ruggero e tento me acalmar que merda essa.
- Ei princesa, sei que a mamãe vai trazer você amanhã, então vamos brincar está bem. Ela soluça e faz beicinho.
- Boa noite Ruggero. Falo e entro no carro no banco de trás, ele faz um aceno de cabeça para Michel que dar partida, estou tentando normalizar minha respiração e controlar o nervoso que está no meu estômago, quando Michel me deixa em casa sem fazer perguntas mas sei que logo, logo elas virão.
Entro em casa e Valentina está no sofá.
- Até que enfim, já estava pronta pra chamar a polícia.
- Não brinca Valu.
- Porque meu pacotinho estava chorando?
- Como sabe que ela estava chorando?
- Está vermelhinha e dengosa, vem com a dinda meu amor. Mais ela não vai e agarra no meu pescoço.
- Muito tempo sem a mãe, preciso passar mais tempo com ela, estou perdendo tudo.
- Eu sei, porque não trás a maior parte do trabalho pra casa como fazíamos antes?
- Seria uma boa ideia eu só teria que ir na empresa para reuniões, seria perfeito porque não pensei antes.
- Porque você é mãe, tem que pensar em mil e umas coisas, deixa que eu penso por você.
- Vou colocar ela pra dormir.
- Está bem, vou pegar um vinho e conversamos.
- Ok. Entro no quarto de Alice e me sento na cadeira de balanço.
Meu celular vibra no bolso do casaco e enfio a mão pegando, uma mensagem.
Do Ruggero é uma foto.
- Tenho você em miniatura, acho que consigo matar as saudades assim.
É uma foto da Alice sorrindo.
- Obrigado pela foto.
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Simplesmente Acontece
FanficSe tem problemas em ler clichê, não adicione em sua biblioteca, pois essa é uma dessas histórias bem clichê, mas se você é como eu que adora uma história de amor seja bem vinda a vida de Karol, adiciona aí e espero que curta cada capítulo.
