Acordo com alguém me sacudindo fortemente, estou quase mandando quem quer que seja pro caralho quando reconheço a voz, após minha consciência voltar depois de um sono profundo.
– Anahí Giovanna, acorda cassete!! – Dulce Maria me sacudia, fazendo meu corpo doer, não pelos seus safanões e sim por uma noite mal dormida no sofá da sala.
– Puta que pariu, Maria. O que foi? – Digo tentando levantar do meu sofá, que agora tinha uma mancha enorme em seu estofado. – Porra.
– Serio que você vai precisar de um babador, Annie? – Diz risonha.
– Eu quero minha chave de volta. Não quero mais você entrando aqui. – Digo e a ruiva do capeta cai em gargalhada.
– Nem morta princesa. Sua casa tem mais comida que a minha. E uma vez amigas...
– Sempre amigas... – Resmungo de má vontade. Levanto em definitivo e sinto meu corpo estalar todinho.
– Meu Deus o que aconteceu com você? Foi o Vieg... – Começou a me provocar mais logo parou. – Você estava chorando Anahí? – Seu tom agora não tinha nenhum tom de brincadeira.
– Dul, por que me acordou? – Tento mudar de assunto enquanto me dirijo a cozinha fugindo de seus olhos investigativos.
– Ei não adianta fugir. – Disse me seguindo. – Você estava chorando e eu quero saber o por que? – Diz me fitando enquanto eu bebia um copo d'água em um gole só.
Suspirei.
Nesses quatro anos de convivência com as meninas, nunca chorei na frente delas e nas poucas vezes que desabafei com elas, contei tudo sobre meus pais (dois anos depois que nos conhecemos), do meu tio e do meu medo em me apegar as pessoas devido ao meu emprego. Vez ou outra a bad batia, como ontem, e nunca precisei contar a elas, até porque nunca me viram na e no pós Bad.
Até agora.
– Ontem na batida, eu quase morri Dulce... – O olhar de espanto dominou o rosto de minha amiga. – Eu baleei um inocente e fui socorrê-lo sem me importar com minha segurança em meio ao tiroteio. Se não fosse o Viegas eu não estaria aqui e para piorar minha consciência eu ainda agi como uma cadela com ele, após ele ter salvo a minha vida. – Digo atrás do meu escudo que me mantêm forte, escondendo minha real situação.
– Você se sentiu culpada por tê-lo tratado mal?
– Não. Eu me senti mal pelo meu pensamento após ele ter me salvado. – Digo me sentando a sua frente na banqueta da cozinha.
– No que você pensou?
– No porque eu não consigo levar com naturalidade quando eu entro nessas operações e acabo tirando a vida de alguém. Dul quando eu acertei aquele cara inocente eu me desesperei e fui ao seu encontro sem me importar com minha própria vida, com a vida de vocês que sofreriam pela minha imprudência. E tudo isso me levou ao meu passado. Eu não quero ser fria e calculista como o cara que matou meus pais, mas eu também não quero colocar minha vida em risco sem pensar no sofrimento de vocês. Eu não quero ser de novo a causa do sofrimento de alguém. Lembrar que pelo meu jeito impulsivo meus pais morreram, morreram por minha teimosia, pela minha impulsividade em querer brincar mais sem me importar com nada eu...
– Annie, por favor, não se machuque desse jeito amiga... – Diferente de mim, Dul soltava suas lágrimas, enquanto eu as prendia fortemente. – Nossa profissão exige sacrifícios, e você ser uma pessoa sentimental em momentos como estes, onde há mortes, a torna humana Annie, todos a conhecem pelo fato de você atirar em locais no corpo não letais. E se aconteceu você não teve escolhas. E por favor, chora caralho!!! Você não precisa se manter forte na minha frente.
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Aprendendo a amar!
RomanceAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
