Capítulo 24 - Acho que tá na hora de você ir

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– Me conta mais sobre isso? – Pergunto curiosa.

Estávamos na cozinha após a quarta rodada de sexo daquela madrugada. Já se passava das cinco da manhã e ainda não havíamos pregados o olho. Alfonso sentiu fome, então viemos fazer um sanduíche natural com suco de laranja.

Eu somente com a camisa dele. E ele somente de cueca. Bartolomeu enfim apareceu e estava nos fazendo companhia.

– Ah foi horrível... – Ele ri, dando início a sua história de maiores travessuras na infância que estávamos dialogando. – Chris e eu estávamos brincando de pique-esconde quando eu achei uma árvore na esquina de casa e fui para ela. Eu não percebi o formigueiro na hora, mas depois de uns três minutos as formigas começaram a subir pelas minhas pernas e do nada eu sai de trás da árvore gritando: "SOCORRO, SOCORRO. ESTÃO ME COMENDO." Todos riram sem parar e Chris como um irmão mais velho foi correndo até a mim, preocupado: "CARA O QUE ACONTECEU?" Eu respondi chorando e rindo ao mesmo tempo: "AS FORMIGAS, CHRIS. ESTÁ DOENDO PRA CARAMBA"

Alfonso ri contando a história eu o acompanho.

– Ai o Chris me olhou sério e falou: "O QUE EU FAÇO?" Eu dei de ombros e Clara a minha vizinha exclamou "MIJA NELE CHRIS"; Eu olhei para ele assustado mas pra minha sorte ele ficou horrorizado com a ideia de Clara, mas pensou em algo melhor. Sabe o que ele fez?

– Não faço a mínima ideia.

– Ele me colocou no colo, saiu correndo pela rua, chegou em casa, correndo pelo jardim e simplesmente me jogou na piscina. – Ele ria com a lembrança. – Na hora eu fiquei com raiva dele, mas quando as formigas começaram a parar de me morder, eu ri com tanta alegria e gratidão que adorei ele ter me jogado na água gelada. Eu adorei esse dia. Ficou gravado na minha memória.

– Vocês tinham quantos anos?

– Eu tinha uns oito e o Chris dez anos. – Ele estava radiante o que me deixou encantada com sua simplicidade. – Que foi?

Perguntou enquanto eu o encarava com o copo de suco parado nos meus lábios.

– Nada. – Digo, deixando o copo no balcão e dando a volta no mesmo parando entre as pernas dele. Durante todo o caminho ele estava olhando para mim. Seu sorriso desapareceu conforme eu ergui lentamente a minha mão.

Fogo lambeu minha pele quando toquei suavemente o braço dele, seu bíceps, seu ombro e seu pescoço. Pousei minha mão em seu rosto agora, acariciando a barba rala que causou sensações incríveis em minha pele.

Enquanto isso ele digitalizava o meu rosto e eu juro que estou sendo capaz de ouvir seu coração bater. Ou era o meu?

Bate, bate, pausa.

Bate, bate, pausa.

– Lindo. – Murmurei. E em seguida, ele me beijou.

Há algo especial em beijá-lo, algo diferente. Eu não sei dizer ao certo e mesmo se soubesse não deixaria transparecer, mas é especial.

A mão dele desliza desde meu joelho até mais acima e a camisa sobe, fazendo com que ele tenha um melhor acesso à minha perna. Levo minha mão até os seus cabelos, enquanto o outro braço envolvo o pescoço dele.

O beijo cessa e sem falar, ele coloca as mãos na minha cintura e facilmente me levanta, posicionando-me em cima da bancada. O olhar de seus olhos fez o meu corpo todo formigar. Ele levanta uma das suas mãos e a envolve na parte de trás da minha cabeça, segurando-a onde ele quer.

Eu o espero se inclinar para baixo e cobrir a minha boca com a dele. Envolvo minhas pernas em sua cintura quando ele se inclina ainda mais para mim. Seu outro braço alcança por trás da minha bunda e me puxa para ele.

Aprendendo a amar!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora