Saio da minha garagem e procuro a chave de casa com Gabriel assanhado no meu colo.
– Pronto filhão, finalmente em casa, né? – Brinco um pouquinho com ele até ele se acalmar e descer para transitar pela casa.
Desde de que o achei o considero como filho, isso enquanto eu não tenho de verdade uma versão mini minha. Não sei se já contei, mas eu sou louco para ser pai. Ter um moleque para lá e para cá não me deixando quieto, para mim é uma grande vontade. Espero que Annie seja adepta a essa ideia, porque quero no mínimo uns cinco correndo por aqui.
Sorrio.
Conhecendo a peça, um talvez seja o ápice dela.
Vou para o quarto e finalmente me livro da sunga para tomar banho. Odeio cuecas e sungas me apertando e sufocando. Mas acho que a Annie não gostaria que eu fosse ao churrasco sem ela.
Enfim.
Enrolo a toalha na cintura depois que saio do box e passo a mão no espelho para tirar o vapor e logo vejo a marca da pancada no meu rosto.
Ela realmente me tacou aquele troço. Eu tenho que me lembrar de não aborrecê-la mais vezes.
Gabriel entra correndo, derrapa e quase bate na perna de uma cadeira... abocanha o Homem-Aranha de pelúcia que Chris deu a ele, caído no chão, sacode a cabecinha como um louco e sai com tudo do quarto.
Dou risada. O boneco é quase do tamanho dele, depois me preocupo com isso, até porque vovó vai tirar meu fígado se eu me atrasar em nosso encontro de daqui a pouco.
Meia hora depois entrei no Bistrô do Cris, ela adorava aquele lugar, afinal tem toques dela ali também. Nem adiantava alegar que estava tarde para irmos nos encontrar ali ou para ela estar na rua, vó Judith, ressalte-se, não era uma pessoa que você simplesmente dobrava.
Avistei-a em uma das mesas bebericando algo fumegante, que provavelmente era chá, ela adora aquilo tanto quanto a Annie gosta de café. Respirei fundo e fui até ela, assim que botou os olhos em mim seu semblante foi de alegria ao espanto em segundos.
– Meu filho?!! O que houve com seu rosto? – Novamente puxei o ar e me sentei a sua frente.
– Um pequeno acidente vó. Nada de mais. – Tentei despistá-la, mas como disse vó Judith não era uma pessoa "dobrável"
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Aprendendo a amar!
RomanceAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
