Pode ser assustador para vocês mas Anahí não é uma mulher qualquer, é alguém com quem passei a me importar cada vez mais. Aquelas palavras na cantina do abrigo me baquearam de verdade e só pôs em evidência o que ela queria de mim: Sexo, puramente sexo.
Na minha vida, nunca transei com uma mulher apenas para saciar nossos desejos, não sou homem disso. Só me envolvo a esse ponto quando tem sentimento e da minha parte há, mas da dela ainda não.
Eu preciso dar esse passo, pois do contrário irei perdê-la. Ignoro a voz lá no fundo da minha mente, a voz do meu juízo, como diria minha avó, aquela que a gente ouve baixinho e decide ignorar, que está me lembrando com um alarme o quanto ela me enlouqueceu na noite passada, e que eu deveria mesmo me manter longe dela. Mas eu preciso achar um meio de fazê-la me aceitar em sua vida.
Toco a campainha e o porteiro me informa que eu poderia subir, já que ela estava em casa. Isso me intrigou profundamente, pois pela profissão dela, não seria seguro o porteiro anunciar a chegada de alguém? Eu nunca morei em apartamento, mas acho que isso é o certo, né?
Assim que me pus dentro do elevador, minha preocupação deu lugar a ansiedade. Tudo isso por que ela havia desmarcado, quando a deixei aqui mais cedo, nossa saída hoje a noite, acredito que seja pelo papo na cantina de que não é mulher pra mim e tal. Mas mal ela sabe que ela é a mulher perfeita para mim. Então por isso estou aqui em frente a sua porta, pronto para colocar nosso plano de mais cedo em ação, mas o que eu escuto me destrói profundamente.
Gemidos.
Sim, gemidos vindos de dentro do apartamento dela. Se lembram que eu falei que um dia ela me faria chorar? Talvez hoje seja este dia.
Levo minhas mãos aos cabelos e perambulo pelo corredor enquanto lágrimas rolam pelo meu rosto.
Eu não queria acreditar que ela poderia fazer isso comigo. Mas o que eu era dela? Nada.
"Você é um porra de um nada para ela Alfonso!!"
Anahí é louca, bicho solto, sincera ao extremo, e eu? Um cara calmo e carinhoso. Ou seja, um otário em pensar em ser O cara para ela.
E os gemidos continuavam a me mostra o quão otário eu sou. Por ainda estar aqui me torturando.
Mas como minha vô sempre diz, eu sou turrão. Vou até o fundo com minhas ações, mesmo que isso me machuque eu persisto até colocar o ponto final. E minha história ainda não tinha um ponto final. Então eu precisava ver para colocar o ponto em seu devido lugar e quando eu percebi já estava apertando a campainha dela.
– Poncho?! – Ela me recebe na porta somente de regata e calcinha com uma expressão assustada em seu rosto. – O que você está fazendo aqui? Por que está chorando? – Ela deu um passo na minha frente e eu dei um para trás. Naquele momento, novos gemidos foram ouvidos com mais nitidez por nós dois.
– Estou.. atrapalhando? – Me embolei enquanto meus olhos enchiam d'água outra vez e apontando para dentro do apartamento dela. Anahí arregalou os olhos e correu para dentro e eu fui logo atrás, porque ela não esconderia quem quiser que fosse que estivesse ali.
Anahí
Olho para TV vendo dois caras gostosos e marombados acariciarem e beijarem a mulher que parece adorar a safadeza, os dois bonitões, um moreno e outro loiro estão pelados e são lindos.
Ambos são pauzudos e tudo que consigo fazer e babar nos dois caras e me imaginar sendo a mulher, sim, queria ser a sortuda que está entre os dois prestes a ser comida como se não houvesse amanhã.
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Aprendendo a amar!
RomantikAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
