– Pronto, está entregue sem nenhum arranhão. – Eu digo em tom de brincadeira, quando enfim estaciono em frente ao seu prédio. – Sã e salva.
– Muito obrigada. – Ela devolve, rindo provocativa para mim.
O seu sorriso tem um poder devastador sobre mim, quase assustador, se eu me assustasse com facilidade, mas eu acho que é assim mesmo quando amamos alguém. A sua felicidade antes da nossa, o seu bem-estar antes do nosso. Eu só quero lhe dar o mundo embrulhado em papel colorido e com um laço bem grande.
Viajei?
Me deixem.
– Tirando aquele beco, ate que me diverti essa noite. – Eu confesso, segurando a sua mão.
– Foi legal para mim também, pode acreditar.
– Viu como posso ser um bom amigo? – Eu completo, arrancando uma gargalhada dela.
– Hum hum sei... Quer entrar e beber alguma coisa? – Sussurra próxima aos meus lábios
– Eu vou dirigir. – Digo fitando os lábios dela, próximos de mais.
– Um suco, um chá ou café? – Ela insiste meio impaciente.
– Um café tiraria totalmente o meu sono agora. – A provoco.
– Você está brincando comigo, não é? – Ela se afasta apenas o bastante para bater em meu ombro.
– Estou e eu quero um café. Você vai me fazer um café às... – Paro de falar por um instante e olho para o relógio no painel do carro – Uma da manhã.
– Teoricamente é só ligar a cafeteira, não é engenharia de foguete. – Ela diz revirando os olhos. Eu acho que desenvolvi um dom em irritá-la, acho que é uma boa qualidade para um marido – Eu farei uma jarra inteira para você. Mas eu só estava querendo que ficasse mais um pouco e você estragou tudo.
– Obrigado pela honestidade. – Eu levo a mão dela ate os lábios depositando um beijo casto ali, ela me olhou com espanto e eu quase sorri do seu susto. – Eu já sabia, mas é bom ouvir a verdade às vezes. – Completo já saindo do carro.
– Eu te digo a verdade sempre, Poncho. – Eu a ouço dizer, enquanto dou a volta no carro e abro a sua porta também.
– Eu não te disse o contrário. E eu acho que já sei de muitas coisas suas, só pelo teu jeito.
– Tem certeza disso? – Ela me pergunta quando saí do carro.
– Eu disse que acho. Pelas nossas conversas, sua sinceridade. – Sorrio, acompanhando-a pela portaria.
– E você, já me contou tudo sobre você?
– Eu sou transparente demais e péssimo para guardar segredos. Me pergunte o que quiser. – Eu falo, enquanto caminhamos juntos até seu apartamento. – Nem precisa perguntar, acho que você pode encontrar todas as respostas em meus olhos.
– Você é uma criança então, só as crianças não conseguem guardar segredos. – Ela sorri para mim, ao mesmo tempo em que abre a porta da sala. Eu a observo jogar as chaves sobre a mesa da cozinha, antes de se virar para mim, ainda com a sua bolsa na mão. – Você quer o café agora? – Me perguntou, virando levemente o rosto em direção a cafeteira sobre o balcão.
– Não, não quero... Eu estava brincando sobre isso também, café definitivamente me deixa sem sono além de não ser muito fã da bebida.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Aprendendo a amar!
RomanceAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
