Se você se recorda de como é ser criança, certamente se lembrará da sensação de desejar um brinquedo, um passeio, uma viagem ou um cachorro. De ter passado longas horas pedindo o objeto do seu desejo ao Papai-Noel, Coelho da Páscoa ou Fada do Dente; além da infinidade de símbolos místicos, ou seja, lá o que isso for. Só nos fazem pensar que se formos bons meninos ou meninas, alguém vai nos dar o que queremos em algum momento. Você só precisa ter paciência, talvez aconteça amanhã; talvez demore toda uma vida. Mas sabe a sensação de finalmente ganhar o que se tanto desejou? Ela fará a espera ter valido a pena. O meu presente tão desejado é a Annie, a minha linda namorada, aquela por quem eu esperei a minha vida toda. E estar diante dela agora, faz com que eu me esqueça de que um dia eu achei que jamais a encontraria. No final das contas, foi ela quem me encontrou.
Eu nunca tive o prazer de me achar um cara sortudo. Até então. Não podia haver felicidade maior do que aquela que eu sentia quando Annie dormia nos meus braços. O corpo nu, a pele macia e as curvas femininas me levavam ao êxtase sem fazer esforço. Não tinha dúvidas de que a mulher que respirava tão perto de mim era a mais encantadora que já conheci. Queria apagar as páginas da minha vida só para reescrevê-las a partir do momento em que aqueles lábios confessaram um amor que nasceu naquele doce coração.
E agora, com ela adormecida nos meus braços e nua em minha cama, faço uma prece silenciosa agradecendo por tê-la em minha vida. Por ter uma avó e amigos maravilhosos, um emprego do meu sonho e a mulher que amo ao meu lado. Eu não poderia ser mais grato, e não poderia estar mais feliz.
Ela abre os olhos e o meu coração dispara. E nesse momento eu só poderia concentrar o meu olhar nela: no meu presente mais valioso.
— No que você tanto pensa?
— A quanto tempo está me expiando mocinha? — Brinco tocando em seu lindo nariz.
— Eu o senti acordar, bonitão. — Sorri enquanto acaricia meu rosto barbeado, que ela tanto gosta. — E então? No que pensava tão concentrado em minha pessoa?
— No quanto te amo e no quanto quero te beijar agora. — Ela sorri e seus olhos se iluminam diante de minhas palavras.
Como eu gosto disso, de ser o motivo do seu sorriso, do brilho em seus olhos. Eu coloco as mãos em seu rosto com lentidão, tocando a sua boca com o dedo indicador, sem nunca deixar de olhá-la. Então eu toco o seu cabelo, soltando com cuidado o elástico que o mantém preso. Meus dedos se emaranham entre eles, tocando o seu couro cabeludo, antes que eu a puxe para um beijo apaixonado. A sensação de se beijar alguém que se ama, é diferente de tudo. Eu não sou capaz de me lembrar de nada do que eu vivi antes dela. De nada do que eu senti, antes de tocar a sua mão pela primeira, de sentir a doçura dos seus lábios pela primeira vez. O amor é um ingrediente capaz de tornar tudo melhor, de trazer um sabor absolutamente único. De te levar até o céu ou te deixar no inferno, pois é exatamente para onde eu iria se a Annie me deixasse. Disso eu tenho certeza.
— Tenho a sensação de que nada no mundo poderia te deixar triste.
— Você está enganada, muitas coisas me deixariam tristes; algumas delas me fariam absolutamente desolado.
— Eu não posso te imaginar assim, sem o seu sorriso lindo e frases engraçadas.
— Se você estiver sempre comigo, você nunca me verá triste. — Eu admito, enquanto a abraço um pouco mais forte — Porque você é a única entre todos os outros, que possui esse poder sobre mim... se eu te perdesse, eu viveria pela metade ou morreria de tristeza, tanto faz, seria a mesma coisa para mim.
— Poncho. — Ela recita, seguido de um riso nervoso. — Eu não quero nunca, de forma alguma magoá-lo e se um dia isso acontecer, saiba que será sem a intenção de te ferir.
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Aprendendo a amar!
RomansAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
