Capítulo 64 - Um homem não pode ter paz nem depois de um amor gostoso.

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Depois de quase dezoito horas fora de casa, e quando eu fecho a porta e me viro, sinto todo o sangue do meu corpo se esvair. No tapete da sala de Alfonso, Gisela assiste animadamente a um filme com ninguém mais ninguém menos do que Gabriel e Bartolomeu.

— O que você está fazendo aqui? — Cruzo os meus braços e a enfrento.

— Estava assistindo um filme. — Ela dá de ombros.

— Não se faz de sonsa, Gisela. — Aperto os olhos e ela ri, totalmente irônica.

— Eu estou esperando o Poncho. Você que eu não estaria esperando, né? — Ela revira os olhos.

— Quem deixou você entrar aqui?

— Eu não preciso que ninguém me deixe entrar, Anahí. — Meu nome sai amargo em sua boca. — Eu tenho a chave da casa, assim como você.

Eu odeio essa mulher!!!

— Onde está Alfonso?

— Poncho? — Me sorri. — No banho.

Filha de uma....

— Você pode enganar a todos Gisela, mas comigo você não se cria... sei muito bem suas intenções com Alfonso...

— Intensões? — Ele se levanta e fica a minha frente. — Claro que eu tenho. E são as melhores possíveis: cuidar, proteger, ser amiga, fiel...

Corto em definitivo nossa distância.

— Você acha mesmo que vou cair nesse seu joguinho de amiguinha pra lá e pra cá? —Esbravejei. Um ódio sem tamanho começou a tomar conta de mim.

– Eu não te devo satisfações Anahí. Se estou aqui é porque Poncho quer. Então se você tem um problema com isso, resolva-se com ele. – Me afronta a cretina e passa por mim esbarrando em meu ombro.

Desgraçada!!!

Que ódio dessa mulher!

Mas numa coisa ela tinha razão, se ela tinha a chave foi porque ele a deu.

Subiu as escadas em dois em dois andares e entrei em seu quarto no momento em que ele estava saindo do banheiro secando os cabelos com o braço livre e o peito enrolado com plástico.

Claro que a bisca ajudou-o nessa tarefa!

– Anjo...

– O que ela faz aqui Alfonso? – O sorriso no rosto bonito fechou. – Por que ela tem a chave da sua casa??

– Annie, todos os meus amigos tem uma chave... E a Gisela é minha amiga, quase uma irmã. – Rio sem humor.

– Quantas vezes eu tenho que te dizer que ela não te vê assim? – Esbravejei.

– Mas eu a vejo. Gisa é como uma irmã para mim anjo, eu sinto que posso contar com ela para qualquer coisa...

– Até pedir novas técnicas para o sexo, já que é a especialidade dela... – Ironizei secamente.

– Ouça o que está dizendo? – Me questionou sem humor. – Você está sendo injusta Annie. Gisela não se orgulha de seu passado e foi parar lá por não ter opções. Eu não te contei isso para você atacar a Gisela dessa forma. Não é justo Annie.

Tive que me calar.

Eu realmente fui muito baixa em acusa-la daquela forma e não era o certo.

Me recostei na sua escrivaninha.

Num clima totalmente bosta, ele veio até mim. Colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e aproveitei para fita-lo.

Tão bonito até quando bravo.

Aprendendo a amar!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora