Ela não estava falando comigo. Já fazia duas horas depois que a soltaram e nem me olhando está.
Tudo bem que eu fui um idiota de pegar uma algema de verdade e esquecer das chaves. Mas poxa foi na boa intenção. Se não fosse o Levy que trouxe seu equipamento de trabalho eu não sei como tiraríamos ela da li.
Acho que ela está mais brava por que as amigas gargalharam da situação.
Depois de me xingar de tudo quanto foi nome, eu ainda tentei vesti-la para chamar ajuda, consegui mais ela me chutava a todo instante. Assim que Dul pisou no quarto e a viu, ela riu tanto que seu rosto ficou na cor do seu cabelo. Mai também, porém ela conseguiu tirá-la de lá com as chaves do Levy.
Agora, vocês já viram um documentário do Animal Planet, onde mostra a vida dos animais em seu dia a dia? E a vida dos leões? Já viram como eles atacam suas presas para se alimentarem? Então naquele momento, quando a soltaram, Annie parecia uma leoa. Ela pulou pela cama e me alcançou recolhido na parede, foram tantos tapas nos meus braços e peito que fiquei todo vermelho.
Dul ainda disse que eu tive sorte dela não me bater como bate nos caras de seu dia a dia.
E desse momento até agora nada dela falar comigo.
Queria pedir desculpas mas eu estava temendo pela minha vida.
Já se passavam da meia-noite e nada dela pela casa. Já estava me convencendo de que ela poderia ter ido embora quando passei em frente a piscina e a vi sentada na areia da praia enquanto as meninas voltavam de lá.
– Ela ainda está brava comigo? – Perguntei a elas assim que chegaram até mim. Dul sorriu zombateira ao me ver.
– Acredito que não mais. – Diz Mai sorrindo meiga.
– Eu deveria ter gravado a cena. – Comenta Dulce e reviro os olhos. – Nunca vi algo tão hilário na minha vida.
– Você não vai esquecer né? – Pergunto.
– Não mesmo! – Responde e sai andando para dentro de casa.
– Liga pra ela não Poncho. Dulce é sem filtro. – Ela sorri e se vira ficando de frente olhando para a amiga assim como eu. – Hoje será um dia complicado pra ela.
– Porque? – Pergunto a ela confuso. Será que eu pisei muito feio na bola?
– Hoje completa 17 anos da morte dos pais dela. – Rapidamente olho para frente vendo-a ainda sentada olhando para o mar a sua frente. – Eu gosto de você Poncho. – Volto o olhar para Mai que olhava para Annie. – E acho que você pode fazê-la feliz. Principalmente hoje. – Ela me sorri e assinto. Me sentindo confiante com uma possível aliada em conquistar o coração de Anahí Portilla.
Mai nem me deixou responder e já foi entrando para dentro de casa também.
Respirei fundo e dei meus primeiros passos em direção a ela.
Annie estava olhando para o mar, agarrada em suas pernas.
O vento estava forte, os movimentos dos fios achocolatados à luz da lua, recocheteavam o ar. A cena seria linda se eu não soubesse que ela pode estar mal e chateada comigo.
Baguncei o cabelo como se esse ato fosse me ajudar em alguma coisa.
Pensei em coisas bonitas que eu poderia dizer a ela sobre seus pais, mas eu sabia que palavras bonitas nesses momentos não iram ajudar em nada.
Quando cheguei, me sentei ao seu lado. Ela nem me olhou.
Eu não queria ser invasivo, mas talvez falar sobre a ajudasse. Mas talvez ela quisesse apenas espairecer.
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Aprendendo a amar!
RomantikAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
