Capítulo 69 - Às vezes, acho que o odeio. Mas ainda assim, o quero por perto.

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Chego por volta das onze meia na casa dele. Assim que desço do carro Bartô já esta a minha espera, balançando seu rabo gigante e depois de afaga-lo ele dispara para os fundos da casa. Estranho, porém o sigo e a medida que avanço escuto braçadas na grande piscina que ele tem no fundo do quintal.

As luzes da casa estavam apagadas, então a única iluminação vinha da lua e da luz que tinha dentro da piscina

Alfonso nadava de um lado a outro sem parar.

Uma vez ele havia dito que nadar o ajudava a se acalmar ou a pensar quando algo lhe incomodava. E tudo o que pude pensar sobre o que o deixaria tenso naquele momento eram as notícias na prisão de Rangel, que logo levaria a prisão do pai dele, Alberto Herrera.

Paro na borda e bartô não para de latir. Nem com todo esse barulho ele para de nadar. E pelo uso da toca de mergulho, só constato que está com um dos seus fones bluetooth nas orelhas por debaixo dela.

– Bartô, casinha! – Ordeno e logo ele se dirige a varanda onde Poncho colocou uma casinha de cachorro lá.

Volto a minha atenção para ele, que continua a dar suas inconstantes braçadas. Alfonso era charmoso até nadando com aquele semblante pensativo, enquanto seu corpo cortava a água com maestria, corpo este que eu já havia provado por completo.

Dessa vez Alfonso pareceu sentir o meu olhar, pois quando tirou a cabeça d'água seus olhos pararam diretamente em mim, me fazendo sentir uma corrente elétrica, passando por todo o meu corpo e se concentrando na minha vagina. Ele se ergue na água e seu quadril é o único submerso. Retira a touca com os fones, jogando-os para fora da piscina.

E quando seu olhar volta para mim é sua vez de percorrer por todo meu corpo.

Respiro fundo.

Minha boceta pulsou.

O que tínhamos era tão forte a ponto de não precisarmos de toques para nos estimular, apenas o sentimento bastava.

Ele subiu o seu olhar para os meus olhos que refletiam todo o desejo que ele também sentia e com uma calma impressionante comecei a me despir. Primeiro, a blusa fina que revelava o meu sutiã de renda azul. Depois, retirei a calça justa ao corpo.

— Vem aqui, preciso tocar em você. — Murmurou ao me ver só de lingerie azul.

— Não vou molhar a minha lingerie, Poncho. — Sorri atrevida enquanto retirava o meu sutiã.

— Gostosa pra caralho! — Sussurra, comendo os meus seios com os olhos.

Ele gostava de ser torturado com a visão. O dava mais prazer, eu podia dizer o mesmo, a espera e antecipação me faziam quase escorrer de tanto desejo. Segurei a minha calcinha de ambos os lados e a deslizei com cuidado para fora do corpo, sem desviar o meu olhar do seu, que seguia cada movimento que eu fazia.

Solto o cabelo que se desfaz do coque, batendo no meio das minhas costas.

Estávamos em extremidades diferentes da piscina. Ele na parte rasa e eu na funda. E com um impulso, mergulho. Nado, submersa até chegar nele.

— Você está usando uma sunga branca, Poncho. — Passo a mão no cabelo para tirar o excesso de água. — Isso é maldade... — Digo me aproximando dele lentamente. — Eu já estou molhada e nem é porque estou dentro da água. — Alfonso sorri para mim.

Estamos de frente um para o outro. Alfonso passa um braço ao meu redor e me puxa para mais perto até que nossos rostos estejam a poucos centímetros de distância. Esse olhar. Fico presa nele e em seus cílios negros e molhados.

Aprendendo a amar!Histórias para pegar e não largar. Descubra agora