Capítulo 19 - Ele estava adormecido, de boca meio aberta e olhos bem fechados.

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Sendo uma pessoa otimista por natureza e que encara a vida sempre pelo melhor ângulo; eu posso dizer que já vivi grandes momentos. Alguns inesquecíveis e tão marcantes que eu acho que jamais se apagarão do meu coração... Sim, faz um tempo que eu decidi que só levaria comigo o que realmente me fez bem, o que arrancou um sorriso do meu rosto...

E não, a minha vida não é perfeita, ou algo assim. Eu me frustro, sinto raiva e até choro, embora eu não tenha tido razões para isso nos últimos meses, eu já chorei de felicidade e decepção algumas vezes.

Qual o problema nisso? Chorar é a primeira coisa que fazemos ao nascer e depois passamos cada minuto da nossa existência, achando que isso é um ato de fraqueza. Se você for homem então: devolva a sua masculinidade na saída.

Mas eu não vejo nada demais em demonstrar um pouco de humanidade, é o que todos nós somos afinal; humanos frágeis e estamos sujeitos a algumas lágrimas pelo caminho. Se você se apaixonar as chances aumentam. Se você se apaixonar por uma mulher que parece ser espírito livre, sem amarras as chances triplicam.

Mas calma, eu ainda não cheguei a esse ponto com a Annie, ela ainda não aceitou meu pedido de casamento, que na verdade eu sequer fiz o de namoro, espero que ela só me faça chorar no dia do nosso casamento, ou quando o nosso primeiro filho nascer. Porém, a sensação de que ela me fará chorar em algum momento não me abandona e só posso desejar que seja pelos motivos certos. Eu aceito o meu destino, seja ele qual for.

E aqui, diante dela. Dentro do seu casulo. E como uma mosca presa nas suas teias ardilosas, eu a vejo abrir seu casaco de zíper lentamente... que incrível que pareça essa mulher consegue ser sensual ate abrindo um simples casaco de moletom.

– Quer beber ou comer alguma coisa, Poncho? – Lá está a provocação que me enlouquece. Eu nego com a cabeça, ainda hipnotizado com a sensualidade da minha mulher.

Ela tira seus adereços de profissão e toda vez que vejo aquela arma eu chego a tremer. Mas ela não para por ali. Ela vai além. E eu teria um ataque do miocárdio mais cedo.

– O qu.. que... tá fazen.. fazendo? – Gaguejei. Meu santo anjo do senhor, meu zeloso guardador me proteja dessa mulher...

– Me despindo. Tá calor aqui dentro. – Disse enquanto deixava sua camisa no chão, junto ao casaco e se dirigia ao botão de sua calça.

– Annie... eu... tenho... ir... – Me viro rapidamente para a porta, que estava o tempo todo atrás de mim.

– Por que Poncho? – Voz sensual. Eu não vou aguentar, eu não vou aguentar. – Hum? Me diz.. – Senti sua respiração na minha nuca e minhas mãos começaram a suar.

Annie me virou de forma repentina e, bem, eu não esperava que ela estivesse tão perto de mim. E caramba ela é forte.

– Me diz, por que se sente tão desconfortável perto de mim? – Meu Deus ela estava seminua e me puxou contra si, eu coloquei minhas mãos por impulso em seus ombros NU e o choque percorreu todo o meu corpo. 

Ela me olhava no fundo dos meus olhos, desafiava-me novamente e eu não piscava, não perderia daquela vez. Não deixaria ela ganhar daquela vez. 

– Não... sin..to – Engoli em seco com a luxuria em seus olhos de felina.

Com suas mãos habilidosas ela se desfazia da minha camisa para em seguida desliza-la pelo meio peito até a minha calça.  E foi inevitável, nos dois suspiramos com o contato. Eu não sei o porque do motivo do suspiro dela, mas o meu foi pela sensação que aquele contato propagou em meu corpo que já estava fervendo.

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