Anahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona.
Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor.
Concepções diferentes sobre o amor!
Camin...
Entrei na sala de depoimentos e o cretino estava lá sentado, como se nada o afetasse, porém os seus hematomas evidentes em seu rosto provavam o contrario.
- Pelo visto, seu dia não foi tão bom quanto o meu. – Ele diz me analisando. Meus ferimentos não estavam tão diferentes dos dele. Antes de entrar fui até Dulce que fez um curativo no ombro onde levei o tiro de raspão, já os machucados só sairiam depois de dias. – E pelo visto não morre com facilidade. – Sorri em escárnio.
- Para o seu azar. – Digo batendo a porta do interrogatório atrás de mim. – Onde está Rangel?
- Quem? – Sorriu.
- Seu parceiro de crime.
- Crime? Parceiro? – Sorriu novamente se inclinando na mesa. – Não sei do que está falando detetive. – Levanta o lado esquerdo dos lábios em um sorriso preguiçoso.
Faço o mesmo movimento dele e me aproximando um pouco mais de seu rosto, apenas a mesa nos separando.
- Sabe. Sabe sim. Rangel é seu parceiro de crime e o mandante pelo meu sequestro. Tanto que você me sequestrou para saber o que eu tinha conhecimento da operação de vocês. Se lembra? – Agora eu solto um sorriso de escarnio para ele que me olha sério, mas logo seus lábios se erguem novamente em um novo sorriso nojento.
- Sabe do que me lembro detetive? – Me olhava nos olhos – Lembro de você dizer que me mataria "com" dignidade e olha só onde estamos? – Gargalha se recostando na sua cadeira. – E como estamos na delegacia, eu quero meu advogado.
- Você é um cretino...
- Cuidado detetive, tudo o que disser pode ser usado contra você... – Sorri sarcástico. No exato momento em que Viegas que estava atrás do vidro nos escutando junto com os demais entra na sala para leva-lo até a cela, já que como pediu direito a advogado não poderíamos mais interroga-lo sem a presença de um. – Ah, detetive? Sabe do que me lembro também daquele nosso encontro? – Perguntou retoricamente, pois logo acrescentou. – Do seu amiguinho. Morreu?
Foi o estopim.
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Levantei da cadeira em um rompante e o peguei pela camiseta e o prensei no vidro atrás dele que rachou com tamanho impacto.
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