A campainha estava soando muito alta. Deve estar com problemas, deduzi. Mas porque meu celular estava entrando em clima de Carnaval? Aquele caralho estava alto demais. Lembrei da madrugada. De ter virado uma sonâmbula do sexo com Poncho e de como tudo terminou entre nós. Mas apesar de tudo, sorri com a lembrança das últimas horas.
Levantei da cama sentindo minha cabeça girar por causa do movimento brusco. Jesus, quantas horas eu havia dormido? Pior, que horas são?
Mas que campainha infeliz!
Andei até ela xingando mentalmente quem quer que seja. Que diabos, isto são horas?
Mas se nem eu sei a hora, como jogarei isto na cara de quem quer que seja. Abri a porta e dei de cara com Maite. Toda alegre e serelepe como sempre.
– O que diachos você faz aqui? Cadê a sua chave?
– Nossa! Isso é lá jeito de receber sua melhor amiga? A que suporta todos os seus surtos? – Ela entrou e logo se sentou na mesinha de centro. Eu queria a chutar de lá, mas estava com muita preguiça para isso. Logo me taquei no sofá, a sua frente.
– Olha, primeiro: não taca nossa amizade na minha cara, porque amiga é pra isso mesmo. Segundo: caramba, Mai, que horas são? – Ela riu antes de falar.
– Se eu não tacar, qual é a graça de ser sua amiga?! – Taquei a almofada nela que gargalhou. – Mas continuando, são meio dia. – Ela olhou para o relógio pendurado na minha cozinha antes de me encarar. – Está com uma cara de quem fodeu maravilhosamente bem. – Deu seu sorriso indecente. – Quero detalhes sobre o macho. Mas antes, o que é aquilo ali?
Perguntou apontando para um post-ir colado em meu abajur que estava ao lado do sofá. Estava com tanto sono que não o percebi. O li rapidamente e assim que o compreendi meus olhos se deslocaram para minha cozinha. Deixando minha boca completamente aberta.
"Annie, já deve estar bem tarde para um desjejum quando despertar. Mas não quis deixar você sem esse prazer. Espero que goste.
Poncho."
Maite sumiu dentro da minha cozinha e a escutei suspirar alto enquanto provava algo da mesa terrivelmente recheada feita por Poncho. Algo que fez eu me sentir mal por ser tão insensível com ele hoje de manhã.
Caminhei lentamente até a cozinha e sentei na cadeira. Enchi somente a minha xícara de café, para tomar. Eu realmente estava incomodada com tudo aquilo. Entretanto Maite comia tudo o que tinha naquela mesa.
– Está tudo bem?
– Sim. Não. – Balançou a cabeça se confundindo com as próprias respostas. – Na verdade, estou intrigada.
– Porque?
– Apareceram novas pistas, e tipo você sabe que meu forte não é desvendar códigos, coisa que você sabe fazer muito bem. Só que o Viegas não aparece desde de ontem. Toda vez que eu falo com ele pelo telefone ele diz que está resolvendo uma pista do caso. – Ela revirou os olhos antes de continuar. – Mas porra, querendo ou não estamos junto e com você suspensa, tive que vir até aqui escondida.
Me interessei de imediato pelo assunto.
– O que você descobriu? – Perguntei tomando mais um gole do café para despertar completamente.
– A concorrente da Orange pode estar envolvida no roubo.
– A Genoa S9? Como assim?
– Primeiro, está tudo organizado nas pastas que eu trouxe pra você ver. Segundo, não pense que desistirei dos mínimos detalhes da sua noite! Quero saber de tudo agora, porque estou em hora de almoço e preciso voltar a DP. Quem te preparou este banquete, sua vaca?! – Sorrio ao me lembrar dele.
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Aprendendo a amar!
RomanceAnahí Portilla, uma mulher extremamente sensual, sedutora e durona. Detetive criminalista acaba se encantando pelo pacato veterinário Alfonso Herrera, um amante de animais e adepto a todas as formas de amor. Concepções diferentes sobre o amor! Camin...
