My Love Mine All Mine

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Pov. Draco

A situação foi resolvida sem demora. Ronald entrou em contato com Guilherme por uma rede segura e praticamente de imediato ele estava na empresa para recolher a arma. Todos os seis se reuniram no escritório de Lucius, para organizarmos o que iria acontecer em seguida. Foi compreendido então que cada um seria responsável por uma horcrux e ninguém além de quem portava a horcrux poderia saber aonde o outro havia a guardado. Fizemos um juramento de sangue e quem traísse a ordem, seria morto, mesmo se tivesse sido pego ou torturado, jamais deveríamos dizer aonde a escondemos. Foi dito que poderia ser tirado da cidade, o importante era achar um bom esconderijo.

E com isso, estou em Londres. Completamente sozinho dessa vez. Acompanhado somente da minha própria companhia e da arma biológica em minhas mãos. Eu não sabia se foi uma boa ideia trazer a horcrux para cá, contudo eu queria que ela estivesse perto o bastante para eu conseguir vê-la de vez em quando e longe o bastante para ninguém conseguir encontrá-la.

Decidi enterra-lá então embaixo da empresa.

Eu estava parado às três horas da manhã, em frente aquele terreno com a construção em andamento, pronto para fazer o enterro. Olhava para a horcrux e não conseguia parar de pensar no problema gigantesco que ela era. Realmente Lucius fez o que havia prometido, o Dr. Riddle havia colocado uma trava de segurança extra, era tecnológica como todas as outras coisas que ele havia criado. Essa trava era acionada pelo som das nossas vozes, cada arma obedecia somente ao seu usuário e tínhamos que falar uma frase específica para liberamos ela. Realmente era seguro. Ninguém além de nós sabíamos qual era a frase.

Mas ser seguro, não quer dizer que era livre de falhas.

Por isso resolvi trazê-la até aqui. Em Londres a Horcrux ficaria segura e eu poderia ficar próximo o bastante dela e ninguém desconfiaria, afinal eu rotineiramente venho acompanhar o desenvolvimento da elevação da outra unidade da Accio, não seria nenhuma novidade. Com isso deposito a horcrux, completamente envolta de dois sacos de lixo escuros e protegida por uma caixa de madeira pesada, dentro de um buraco que eu havia cavado uma hora antes. Eu sabia que aquela área já havia passado por reconhecimento e na manhã que se aproxima seria acimentada. Era perfeito, ninguém seria capaz de tirá-la daqui por um longo tempo e caso fosse necessário, tenho certeza que seríamos capazes de encontrar uma solução plausível para a quebra do chão em um futuro distante.

   Coloco a terra sobre o buraco e vou cobrindo aquele objeto pouco a pouco, até eu não ser mais capaz de enxergar nenhuma parte da densa caixa de madeira. Devo ter levado cerca de uma hora para cobrir perfeitamente toda aquela área e me certificar que realmente não tinha como saber que eu estivera ali, e que a terra fora mexida. Certifiquei-me também do buraco ser fundo o bastante, para que se caso chovesse, a terra não expulsasse aquela arma amaldiçoada do fundo e a trouxesse para a superfície. Era seguro. Com certeza. Não havia como ser um plano ruim e amanhã eu viria me certificar que todo o terreno fosse coberto de cimento. Precisava ter certeza absoluta disso

   Não fico naquele lugar por muito tempo, assim que termino vou embora. Entro no carro que eu havia comprado e descanso por alguns segundos no banco do passageiro. Estava exausto.

   Quatro e dez da manhã. Vejo no relógio.

   Penso em Harry.

   Minha mente querendo ou não está me aterrorizando, não vou conseguir descansar até concluir que tudo havia saído como planejado e isso constava voltar aqui daqui a algumas horas.

   Por isso penso em Harry.

   Será que está acordado?

   Será que está trabalhando?

Luzes do amanhã Histórias para pegar e não largar. Descubra agora