Capítulo 9: Daniel

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O aniversário do D'Guilhermo me deixa de ressaca dupla, primeiro por conta do champanhe, não sou uma pessoa que bebe muito, então qualquer quantidade é o suficiente para detonar a minha cabeça

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O aniversário do D'Guilhermo me deixa de ressaca dupla, primeiro por conta do champanhe, não sou uma pessoa que bebe muito, então qualquer quantidade é o suficiente para detonar a minha cabeça... e a segunda ressaca, bom, ela é moral.

Eu não devia ter passado dos limites com a Angel daquele jeito, mas com a bebida correndo pelo meu sangue e ela piscando para mim em meio à multidão, as lembranças se tornaram um emaranhado confuso, distorcendo toda a realidade. Toquei a Angel, senti o seu corpo, quase a beijei... mas em nenhum momento eu estava ali com ela, estava com a Agnes que só existia na minha cabeça entorpecida. Ainda bem que me dei conta do que estava fazendo antes de ser tarde demais, ou seriam três pessoas magoadas, a Camilla, a Angel, e eu mesmo por ter feito isso com as duas.

Tomo meu banho pensando no que direi a ela. Sei que nos veremos hoje, pelo visto isso é inevitável. Serei firme, direi que não quero nada com ela, que respeito a minha noiva e que se ela quiser minha amizade tudo bem, mas não posso oferecer nada além disso, mesmo que ela não ligue para o meu relacionamento, eu ligo.

— Amor, você vai fazer o que amanhã? – Camilla pergunta, assim que saio do banheiro.

— Além de treinar? – Pergunto e ela ri. — Nenhum plano.

— O arquiteto pediu para irmos lá na casa amanhã, ver se concordamos com o que ele fez porque só faltam algumas finalizações.

Tá, podemos ir à tarde. O que você acha?

— Perfeito!

Achei que demoraria um maior tempo, agora que a nossa nova casa está para ser entregue o casamento está cada vez mais perto. Não marcamos a data oficial, pretendo fazer isso em breve, seria uma boa acontecer quando acabasse o campeonato espanhol, assim teríamos pelo menos umas semanas de lua de mel antes de começar o campeonato europeu.

Termino de me aprontar e me despeço da Camilla, hoje o treino foi marcado para uma hora mais cedo, como se algum jogador estivesse em condição de treinar bem após a noite de ontem. Quando o técnico Saymon vir nossas caras vai dar um esporro daqueles. Ele não tem muita paciência, mas é o melhor que há no mercado, esses alemães são quase umas máquinas, esquecem que estão lidando com pessoas que vivem para além dos campos.

Assim que chego no CT fico uns minutos dentro do carro treinando o discurso que preparei para a Angel, quando me sinto pronto pego a minha mochila e desço. Vejo ela saindo pela porta de vidro da entrada e digo para mim mesmo que é a minha deixa, irei iniciar a manhã colocando um ponto final nessa história que nem deveria ter começado, mas antes que eu me aproxime ela é interceptada por uma Lamborghini vermelha que eu conheço bem. Paro no meio do caminho e fico observando ela trocar algumas palavras com meu "querido" cunhado.

A conversa dos dois é breve, duvido que seja algo profissional, pois consigo vê-los sorrindo a distância. Começo a me aproximar outra vez, querendo saber qual o teor do bate-papo, quando ela se inclina para dentro da janela do carro e o beija, me deixando surpreso e estranhamente irritado.

Nunca Mais [COMPLETO]Onde histórias criam vida. Descubra agora