Cinco anos não bastaram para que Agnes superasse o passado, mesmo conseguindo tudo aquilo que queria, o desejo de vingança contra os Salles permanece vivo em seu peito. Agora, ela tem uma chance de fazê-los pagar por todo mal que lhe causaram, os a...
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A melhora do Nicholas me dá uma desculpa repentina para sair de casa e respirar um pouco de ar puro longe do dilema Daniel. Não devia ter feito sexo com ele, foi uma atitude imatura, mas não impensada, aliás, refleti bastante antes de tomar aquela decisão, eu só queria ver até onde poderia ir com ele, e a reposta... é que posso ir até mais longe do que imaginei.
Talvez eu não me martirizasse tanto se não fosse o Pietro, acho que no momento ele é a minha ancora de razão. Eu poderia pular cegamente no precipício de emoções que é o Daniel, vivenciando todo o ódio, magoa e atração, mas o Pietro está aqui para me lembrar que não precisa ser assim, que a paixão pode ser segura e fácil outra vez. Ainda não sei se me encaixo bem nesse molde, apesar de concordar que é a melhor opção para mim, ou qualquer outra pessoa no juízo perfeito.
Se eu fosse um planeta, os Albuquerque's seriam o sol, não importa o que aconteça, tudo parece girar entorno dessa família. E não é para isso que eu vim à Madri, quer dizer, em parte até é, mas eu queria ser pela primeira vez dona de mim, não posso resumir minha existência há dois homens e sua família problemática.
Levo a Sophia e o Nick para passearmos pela cidade. Conhecemos os pontos turísticos e nos divertimos juntos, finalizando o dia em um parque, dando pipoca colorida aos pombos. Horas de calmaria no mar agitado, sem pensar em nada que não seja a risada do Nick ecoando nos quatro cantos da capital espanhola.
Sophia e eu nos sentamos na borda de uma fonte, enquanto o Nick persegue os pombos que nem voam de tão gordos.
— Está com seu celular? – Sophia me pergunta e eu assinto. — Tira uma foto para mandar à mamãe, ela disse que estamos a privando de acompanhar o crescimento do Nicholas.
— Depois a exagerada sou eu. – Rio e ela me acompanha, puxando as plumas de sua luva de tricot azul. — Está mesmo com tanto frio? – Pergunto, pegando o celular na bolsa, e ela murmura um sim.
Apesar de estarmos encaminhando para o frio do outono, ainda consigo viver sem estar enrolada em um grosso casaco o dia inteiro. Nem mesmo coloquei algo além de jeans e uma blusa fina de mangas longas.
— Já vou te avisar antes que seja pega de surpresa. – Sophia começa e eu arqueio a sobrancelha. — Eles querem vir passar o natal aqui, já que pelo visto nós não voltaremos tão cedo.
Absorvo a notícia e assinto positivamente, estou morrendo de saudades dos meus pais, e apesar da catástrofe que anda a minha vida pessoal, ter por perto pessoas que sempre me apoiam independentemente das circunstâncias, pode ser algo positivo. E o Nick está com saudades deles, sempre moramos todos juntos, é estranho não tê-los por perto, com a minha mãe dividida entre o pilates e suas novelas mexicanas, e meu pai cantarolando Queen enquanto prepara o café.
— Vai ser bom, Natal é uma data para a família. – Concordo e continuo a tirar fotos do Nicholas.
— E com qual das duas famílias o Nicholas vai passar o natal? – Sophia me questiona e eu me viro para ela.