Your desires show me where you sin

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POV: ASHLEY KARYTHON
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Não precisei esperar muito, já estamos a caminho da visitação a primeira casa.

Quem está no comando até então é Lucas, nos dois não temos a mesma intimidade que eu tenho com o restante, ainda mais que nós ainda não conversamos sobre a Declaração Repentina.

Eu esperava conseguir uma casa sossegada só não imagina que seria em uma área privatizada em Malta. Este lugar é uma ilha com grandes cidades e povoados já é privada ao extremo.

Simplesmente, lindo! Mas não imagina que conseguiríamos um lugar tão longe, sossegado... E sem nem mesmo ver o local já lhe dou 5 estrelas somente pela tranquilidade que isso causará.

- Um... Ashley, você está mais calada que o normal_ "Ashley" repito incessante em minha mente.

- Só estou ansiosa._ Disse ainda olhando para frente. Não conseguia o encarar sem lembrar.

- Então isso também explica o fato de ter saído da cama rapidamente quando se deu conta que era eu ao seu lado?_ Não, isto não explica. O fato de eu ter saído da cama  rapidamente é a vergonha crescente no peito. É a nova possível paixão, é saber que nunca serei capaz de resistir. Mesmo por lembrar que por noites você se deitou com outras. Antes isso não me importava, mas agora me parece cortar o peito.

Abaixei a cabeça e murmurei um "não" tão baixo que me pergunto se ele ouviu.

- Então o que houve?_ Prossegui em silêncio, dessa vez focando no segurança ao volante_ Foi o que eu disse? Não é recíproco?... Se não for diga-me, porque eu posso esperar, o tempo que for preciso. Não tenho pressa, bom, na verdade_ Eu estava o olhando falar, só consegui pelo fato dele olhar forçadamente para o chão enquanto coloca suas reflexões para fora, então pude perceber que ele parou de falar subitamente e me olhou assustado_ ...Eu posso te esperar por vidas Ashley, se você acredita em reencarnação então espere e confie que eu te procurarei a cada vez em que me reencarnar. A cada vez que senti seu perfume lembrarei daquilo que me foi tirado. Porque nem mesmo se morremos serei capaz de despreocupar.

O motorista anuncia que estamos entrando na propriedade e mais adiante já é possível ver um homem com roupas cotidianas defronte a porta principal da casa. Não respondo a apelação que Lucas me fez. Só consigo admirar a entrada da casa.

Enquanto o carro passa vagarosamente pela estradinha de pedra, minha cabeça do lado de fora da janela olha tudo captando cada pedaço.

A entrada tem tudo que já desejei. Um grande campo verde com árvores robustas e provavelmente frutíferas sem falar nas flores que acompanham todo o caminho da estrada. Tulipas e orquídeas, uma combinação que não imaginei ser tão equilibrada. Terei trabalho para mantê-las tão perfeitamente lindas como agora.

O carro para e posso ver que ao lado da casa branca tem dois pés de coqueiro enormes. O que deixa o ambiente ainda mais bonito.

O campo verde claro
As árvores espalhadas de mais variados tamanhos, com as cores de suas folhas alternando em cada verde
A casa branca com bastante janelas em vidro
Me pergunto como aqui ficaria no outono!

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