Primeira vez

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Estendo a mão e agarro a frente da camisa dele. Quando eu o puxo na minha direção, ele me encontra no meio do caminho, e nossos lábios se tocam juntos em um beijo apaixonado. Ele geme e passa os braços em minha volta, me envolvendo em um abraço apertado.

Meu corpo inteiro fica em chamas. Parece que nada sacia a minha vontade. Minhas unhas cravam em suas costas enquanto meus dentes puxam seu lábio inferior. Sam rola para cima de mim, assumindo o controle da situação. Agarrando os meus pulsos com uma mão, ele os coloca acima da minha cabeça e sorri.

– Ai Sam...- Eu suspiro quando ele se abaixa e dá um beijo suave logo abaixo do meu queixo. Sua boca se arrasta pelo comprimento do meu pescoço, me mordendo, chupando e lambendo até que eu fique tremendo de prazer.

Eu me contorço embaixo dele e gemo seu nome quando sinto sua ereção se pressionando em mim onde eu mais preciso dele. Fico completamente entregue, e ele sabe disso. Eu o sinto chupar com força a pele exposta do meu pescoço, sem dúvida deixando uma marca.

O som da minha roupa sendo rasgada repentinamente ecoa no quarto, me fazendo congelar. Eu me contorço em protesto enquanto tento sair de sua pegada.

– Você rasgou a minha roupa? - Pergunto ofegante sem saber ao certo se estou tentando repreendê-lo ou só surpresa com sua atitude

– Sim - Ele diz mais como um gemido do que como uma resposta.

Antes que eu possa pronunciar outra palavra, sua mão agarra o meu peito e seu polegar toca em minha pele sensível. Mordo o lábio e jogo a cabeça para trás enquanto meu desejo aumenta ainda mais.

– Meu Deus! - Eu exclamo em êxtase.

Ele finalmente solta os meus pulsos e rapidamente eu prendo meus braços em volta de seu pescoço, e sua boca logo volta para a minha. Sua língua surge colidindo com a minha, e um gemido alto e fervoroso sai rasgando nossas gargantas.

Suas mãos viajam minhas costas, onde ele abre meu sutiã com destreza e o desliza pelos meus ombros. Os olhos de Sam me olham com sede, com o seu peito subindo e descendo em sintonia com o meu.

– Você é muito bonita. - Ele confessa ofegante.

Envolvo minhas pernas em volta de sua cintura e suspiro quando seus lábios envolvem meus seios nus. As ondas de prazer que atravessam o meu corpo são quase intensas demais para aguentar. Eu quero afasta-lo, quero puxa-lo para mais perto, e a tortura sedutora deixa meus pensamentos cambaleando.

– Por favor - Eu suplico em um sussurro.

Eu o ouço dando uma risada abafado e as vibrações mandam formigamentos ao longo do meu peito, aumentando o tesão dentro de mim.

– Sempre tão impaciente.

Seus dentes e língua continuam me atormentando enquanto ele coloca uma mão entre as minhas pernas. Em vez de implorar, tiro a camisa do corpo dele e a jogo no chão. Ele parece sentir meu desespero porque começa a desabotoar suas calças enquanto seus lábios encontram os meus mais uma vez.

Eu imediatamente me abaixo e o ajudo a tirar as únicas barreiras que restam entre nós. Sentindo frio sem o seu toque, eu agarro sua extensão agora descoberta e o sinto se contorcer ao meu toque.

– Nossa, Annie - Ele geme

Eu sou surpreendida quando ele se inclina e prende seus lábios nos meus seios mais uma vez. Continuo acariciá-lo e me deleito com o prazer que posso dar a ele. Sua mão livre desceu pela minha barriga até chegar a minha virilha

– Você me quer mesmo? - Sam me pergunta. E minha única resposta é um gemido.

Ele gentilmente morde a minha pele enquanto estou beijando o seu ombro. Eu tento dar o meu melhor para me preparar enquanto ele levanta minha perna e se posiciona na minha frente mas nada poderia ter me preparado para isso.

No momento em que ele me penetra, as sensações mais intensas e agradáveis correm pelo meu corpo. Minhas mãos agarram os lençóis quando ele se afasta lentamente e entra em mim de novo.

Eu quero gemer, quero gritar o seu nome, mas a boca dele desce para dominar a minha mais uma vez e me silencia completamente. Enquanto ele continua em seu ritmo, enrosco minhas pernas ao redor dele para colocá-lo mais fundo dentro de mim.

Sua mão se põe entre nós e ele mexe os dedos de uma maneiro que me faz ver estrelas. Não demora muito para que meu prazer atinja um pico que eu nem sabia que era possível e então outro surge logo depois. Minhas unhas arranham suas costas e eu o ouço gemer novamente enquanto ele acelera seus movimentos.

Assim que ele termina, nós dois estamos completamente exaustos, e ele cai na cama ao meu lado. Nós dois estamos sem fôlego, e leva um tempo para colocar nossas roupas íntimas.

– Isso foi...- Sam começa ainda sem fôlego mas se perde nas palavras.

– Uau - Eu completo e ele concorda com a cabeça. Pego a mão dele e entrelaço meus dedos nos dele. É tão estranho meu sentimento por ele, é como se tudo fosse tão certo, nunca pensei que esse tipo de conexão poderia existir.

Viro a cabeça para olhar para Sam e percebo que ele já está dormindo profundamente. Sorrindo, me encolho em seu peito e também fecho os olhos, sentindo uma sensação de conforto e satisfação tomar conta de mim. Não demora muito para eu adormecer.

Desde que a gente acordou, o clima tem sido bem desconfortável entre mim e o Sam. Nenhum de nós sabe o que dizer ao outro, então parece que silenciosamente concordamos em evitar um ao outro a todo custo. Se ele vai para cozinha, eu vou me sentar na varanda. Se eu vou para o quarto, ele sai para mexer na moto.

Mas, em algum momento, nós dois acabamos no sofá, sentados em um silêncio constrangedor até que Sam decide quebrá-lo.

– Então... Você está se sentindo bem hoje?

– Por que eu não estaria?

– Uhm, acho que é uma boa pergunta.

– Também acho. - Digo isso e o silêncio volta a reinar. Por que ficou tão desconfortável entre nós assim do nada?

– O que acha de... ligar a TV? - Ele pergunta

– Tudo bem.

– Quer assistir alguma coisa específica?

– Que tal notícias? Talvez tenha uma atualização sobre minha situação.

Sam pega o controle remoto e liga a TV. Quando ele troca para o canal que eu solicitei, ouço o controle remoto cair no chão com um estalo alto. Nós dois olhamos para a tela com total pavor quando um corpo ensacado está sendo colocado numa ambulância...na frente da minha casa.

– Mas que inferno - Ele pragueja

– Só pode ser piada. Isso não é real - Eu falo desacreditada

– Estou ligando para o telefone dele. - Sam se levanta e disca o numero do Victor, mas deve ter ido para a caixa postal, pois ele joga o celular na mesa de centro na mesma hora.

Minha mão começa a tremer quando eu a levanto para a apontar para a tela. Sam olha para mim com preocupação e raiva.

– Ali está escrito...? - Eu começo mas o nó na garganta me impede de falar. Em letras garrafais e em negrito na parte debaixo da tela, as palavras "Annie Mazza foi declarada morta esta manhã" se estampam na minha cara. - Ali está escrito que eu estou MORTA?!

Meu guarda-costasOnde histórias criam vida. Descubra agora