– Na minha cama?! - O Sam e eu nos afastamos da janela de observação e eu estremeço de nojo. - Não acredito nisso. Ele está comendo a maldita secretária na minha cama depois de falar da minha morte e me acusar de abuso! Dá para acreditar nas mentiras que esse idiota fala?
– É óbvio que ela não sabe de nada. Senão ele não teria mentido para ela assim.
– É verdade. Eu pensava que ela, de todas as pessoas, saberia realmente o que está rolando.
Os grunhidos e gemidos vindos do quarto começam a ficar mais altos. Sam espia pela janela.
– Caramba, ele ainda está completamente vestido e eles estão mandando ver.
– Sério? O que está acontecendo agora?
– Ah, espera. - Os olhos do Sam se arregalaram e então ele balança a cabeça com nojo.
– O que foi?
– Ele terminou.
– Ele terminou? Não deu nem cinco minutos.
– Ele fez uma cara muito estranha.
Torço o nariz, sabendo exatamente do que ele está falando.
– O que eles estão fazendo agora? O Victor geralmente pega no sono logo depois do sexo.
– Acho que você vai querer ver isso.
– Ver o meu marido traidor com uma das várias amantes dele? Não, muito obrigada.
– Não parece que ela está muito feliz agora.
A curiosidade toma conta de mim quando me viro para a janela.
– Foi incrível. - Lana diz ainda ofegante.
– Foi legal. Agora, se levanta e põe uma roupa. Eu tenho mais o que fazer, então você pode ir andando.
A Lana se senta surpresa.
– Você quer que eu vá embora?
– Eu pensei que tinha sido bem claro.
Lana faz beicinho.
– Posso te fazer companhia enquanto trabalha? Não tem muito o que fazer no escritório.
– Sai da minha casa, Lana.
Victor sai do quarto e vai em direção ao seu escritório. Lana o observa sair com desdém. A mágoa e a decepção em seu rosto são aparentes, mas ela faz o que ele manda. Depois de prender o cabelo no espelho e garantir que suas roupas não estejam amassadas, a Lana sai do quarto, fechando a porta.
– Ela tem problema? É ASSIM que ele trata a mulher com quem supostamente quer se casar? Que piada. - Eu digo indignada.
– Posso dizer com sinceridade que não esperava que terminasse assim.
– Acho que as coisas mudaram e está na cara que não foi para melhor.
– Você acha que ele a ama?
Eu zombo e reviro os olhos.
– Essa é a coisa mais longe de amor que essa coitada poderia ter. Ele está só usando ela.
– Pra fazer o que? - Faço uma pausa, mas não consigo elaborar uma explicação lógica, então ele arrisca uma hipótese.- Talvez ele queira outra mulher do lado dele durante a campanha?
– Não, senão ele não teria dito pra ela manter as coisas em segredo. A Luna não pode contar nem à própria família sobre o relacionamento deles. - Sam ri. - O que?
– Luna?
– O que tem ela?
– O nome dela é Lana, não Luna.
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Meu guarda-costas
RomantikSair de uma graduação em Harvard para uma esposa troféu, é de se envergonhar. Isso é o que Annie Laurent Mazza acha de si mesma, porém, não tem como se divorciar do marido, pois deve se preocupar com uma coisa mais importante, sua vida, que está cor...
