Capítulo 26 - Sobre o que vai acontecer depois...

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    Murilo junto de Evelyn e Henrique, prenderam seu pai numa cadeira. Certificaram-se de que ele não tinha arma ou qualquer outro objeto que pudesse vir ocasionar uma fuga.

    Deixaram os objetos pessoais como o celular e a carteira dele numa mesa.

    Prenderam os dois pés e as mãos dele numa das cadeiras de alumínio da cozinha de Diego usando enforca-gato. Dali ele não sairia facilmente. 

    Enquanto que Lara ficou em posse de uma arma vigiando Diego no quarto. Murilo lhe deu ordens específicas para atirar a qualquer movimento de Diego.

- O que pretende fazer? - indagou Evelyn.

- O que for preciso - respondeu Murilo.

- Preciso pra quê? - indagou Henrique.

    Murilo estava tremendo, pasmo. Ele não tinha ideia de que em algum momento da vida ele se encontraria numa situação dessas. Era tudo tão surreal, e a respeito da questão de Henrique, ele não respondeu. 

- Mas o que é isso Murilo? - indagou seu pai ao acordar.

    Murilo pegou outra cadeira e se sentou em frente a ele. Murilo não parava de tremer, enquanto tentava arrumar forças para encarar seu velho no olho. 

- Você mencionou os meus amigos, e em nenhum momento eu disse que estava com eles - disse Murilo.

- Tem razão, você não me disse. Porém, na filmagem do hospital, você estava com a Evelyn, então deduzi que estavam na casa do Elton, e não é segredo pra ninguém que vocês estão sempre em vários lá.

- Pare de mentir pra mim - disse Murilo. - Eles sabiam onde nos encontrar, porque você falou pra eles. Não é possível tantas coincidências assim.

- Filho, pense bem. Você está indo longe demais com tudo isso. Olhe ao redor, tem gente morta aqui, você me prendeu, eu sou o seu pai droga.

- Murilo - chamou Henrique.

- Não é a hora - cortou Evelyn.

    Porém, Murilo dirigiu sua atenção a Henrique. Na verdade, ele queria qualquer outra coisa naquele momento, exceto encarar seu próprio pai.

- Posso falar com você - disse Henrique.

- Eu já disse que não é a hora - se intrometeu Evelyn novamente.
 
    Murilo se levantou e foi até Henrique, que permanecia em pé ao lado de Evelyn num dos cantos da sala. 

- Fale - disse Murilo.

- Você confia em mim? - indagou Henrique.

- Que pergunta mais idiota é essa? - indagou Evelyn. - É claro que não!

- Por que está me perguntando isso? - rebateu Murilo.

- Porque eu confio em vocês dois. E o fato de estarmos vivos até agora, significa que você confia em mim, por isso seu pai está naquela cadeira e não eu.

- Seja lá o que você tem pra dizer, dá pra dizer logo? - disse Evelyn.

- Eu sou um agente infiltrado - disse Henrique.

- Que porra você está dizendo? - indagou Evelyn.

- Estou a três anos trabalhando infiltrado. E minha missão era se aproximar de você, para poder me aproximar do seu pai.

- O que? - indagou Evelyn novamente.

- Por isso você me beijou? - indagou Murilo.

- Por isso eu te beijei - respondeu Henrique.

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