Já era por volta das nove da noite quando eles pararam em frente a delegacia.
- Você tem certeza de que quer fazer isso? - indagou Melissa.
- Absoluta - respondeu Pedro.
- Vamos esperar você aqui - disse ela.
Pedro assentiu com a cabeça, e desceu do carro.
A garota não media esforços quando o assunto era vivenciar uma aventura, já o motorista por sua vez, estava ali por obrigação.
Pedro entrou na delegacia, e sem falar com policial algum, ele foi direto até a sala de Mendes. Cujo o mesmo estava sentado, assinando alguns papéis.
- Se venho me esfaquear de novo, saiba que eu irei revidar com tiros.
Pedro coçou o queixo. Ele pensou em hesitar, mas acabou se sentando.
- Não terminamos aquele assunto - disse o garoto.
- Terminamos sim - disse o delegado. - Terminamos com o seu canivete cravado na minha coxa, lembra? Eu poderia te prender.
- Eu confio em você - disse Pedro. - Sei que não é corrupto.
- Que maravilha, acho que o mundo vai acabar - respondeu Mendes, sarcasticamente.
Pedro deu um riso de canto. Coçou a cabeça, e aproximou o corpo para mais perto de Mendes, e com os cotovelos sobre a mesa, ele sussurrou:
- Pode ser que alguns policiais tenham se vendido.
- A troco de que fariam isso?
- Dinheiro, simples assim.
- Você está começando a abusar da sorte garoto.
- Você sabe o significado de "Simus"?
Mendes não respondeu de imediato, na verdade ele deu uma travada e uma engolida a seco antes de soltar a frase:
- Eu não faço ideia. - Que venho acompanhada de um previsível. - Por quê?
Pedro retirou do bolso o cartão que pegou com o policial torturado, e colocou sobre a mesa.
- Encontrei isso com um dos policiais, e a Elizabete tinha outro igual.
- Como assim, um dos policiais?
- Não tem ninguém desaparecido por aqui?
- Não - respondeu Mendes. - Quer dizer, apenas o Everton que me enviou uma mensagem dizendo que estava doente.
- Ele não está doente, está nesse exato momento sendo torturado pela Américo na casa dela.
Mendes se levantou. Ele coçou a cabeça, e perguntou:
- Onde você está se metendo garoto?
- Eu só quero a verdade, assim como você.
- Onde ela mora?
- Se eu contar, promete que vai resolver sozinho, e não vai confiar em nenhum policial daqui?
- Eu sempre resolvo tudo sozinho.
- Mas tem que prometer, pelo Alisson.
Mendes apoiou-se sobre a mesa, e após uma suspirada, disse:
- Beleza. Eu prometo, agora me fala.
Antes de falar, seu celular começou a tocar, era um número desconhecido, e já imaginando de quem se tratava, ele atendeu.
- E aí menor, é a Américo.
- Pode falar.
- O nosso amigo policial voltou a falar. Ele sabe muita coisa, está prestes a entregar o assassino de Elizabete.
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Gallituba
PertualanganBem-vindos à Gallituba. Uma pequena cidade com pouco mais de dezoito mil habitantes, localizada na região sul do estado de São Paulo. E nem por isso deixa de ser bela. Com uma enorme praça no centro, decorada com belas árvores e bancos de ma...
