Capítulo 14 - O homem da lei corrupto

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Já era por volta das nove da noite quando eles pararam em frente a delegacia.

- Você tem certeza de que quer fazer isso? - indagou Melissa.

- Absoluta - respondeu Pedro.

- Vamos esperar você aqui - disse ela.

Pedro assentiu com a cabeça, e desceu do carro.

A garota não media esforços quando o assunto era vivenciar uma aventura, já o motorista por sua vez, estava ali por obrigação.

Pedro entrou na delegacia, e sem falar com policial algum, ele foi direto até a sala de Mendes. Cujo o mesmo estava sentado, assinando alguns papéis.

- Se venho me esfaquear de novo, saiba que eu irei revidar com tiros.

Pedro coçou o queixo. Ele pensou em hesitar, mas acabou se sentando.

- Não terminamos aquele assunto - disse o garoto.

- Terminamos sim - disse o delegado. - Terminamos com o seu canivete cravado na minha coxa, lembra? Eu poderia te prender.

- Eu confio em você - disse Pedro. - Sei que não é corrupto.

- Que maravilha, acho que o mundo vai acabar - respondeu Mendes, sarcasticamente.

Pedro deu um riso de canto. Coçou a cabeça, e aproximou o corpo para mais perto de Mendes, e com os cotovelos sobre a mesa, ele sussurrou:

- Pode ser que alguns policiais tenham se vendido.

- A troco de que fariam isso?

- Dinheiro, simples assim.

- Você está começando a abusar da sorte garoto.

- Você sabe o significado de "Simus"?

Mendes não respondeu de imediato, na verdade ele deu uma travada e uma engolida a seco antes de soltar a frase:

- Eu não faço ideia. - Que venho acompanhada de um previsível. - Por quê?

Pedro retirou do bolso o cartão que pegou com o policial torturado, e colocou sobre a mesa.

- Encontrei isso com um dos policiais, e a Elizabete tinha outro igual.

- Como assim, um dos policiais?

- Não tem ninguém desaparecido por aqui?

- Não - respondeu Mendes. - Quer dizer, apenas o Everton que me enviou uma mensagem dizendo que estava doente.

- Ele não está doente, está nesse exato momento sendo torturado pela Américo na casa dela.

Mendes se levantou. Ele coçou a cabeça, e perguntou:

- Onde você está se metendo garoto?

- Eu só quero a verdade, assim como você.

- Onde ela mora?

- Se eu contar, promete que vai resolver sozinho, e não vai confiar em nenhum policial daqui?

- Eu sempre resolvo tudo sozinho.

- Mas tem que prometer, pelo Alisson.

Mendes apoiou-se sobre a mesa, e após uma suspirada, disse:

- Beleza. Eu prometo, agora me fala.

Antes de falar, seu celular começou a tocar, era um número desconhecido, e já imaginando de quem se tratava, ele atendeu.

- E aí menor, é a Américo.

- Pode falar.

- O nosso amigo policial voltou a falar. Ele sabe muita coisa, está prestes a entregar o assassino de Elizabete.

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