Capítulo 31 - Meio irmão

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    A noite estava se aproximando. O céu já todo alaranjado, obrigava o motorista Henrique a acender os faróis. 

    Enquanto seguiam o trajeto até o acampamento dos Orients, Henrique mencionou que ele e Lara haviam contado o dinheiro da bolsa, enquanto Murilo e Evelyn estavam conversando com Muriel, e o resultado era uma quantia de vinte e nove mil e uns quebrados.

    Eles pararam o carro bem em frente ao portão do acampamento dos Orients. E instantaneamente, naquela rua escura, um holofote clareou o veículo. 

- Identifique-se - disse um homem de camisa verde, por sobre o muro.

- Vamos deixar nossas armas no carro - disse Murilo.

- Tem certeza? - indagou Henrique.

- Se entrarmos armados, eles com toda a certeza, irão confiscar, ainda mais depois do que o Muriel disse, que eles precisam de armas.

- Sem contar que eles podem nos considerar uma ameaça - disse Evelyn.

- Eu confio em vocês - disse Henrique.

- Identifique-se - disse o homem do holofote, novamente.

    Eles guardaram as armas no porta luvas, em seguida, rezando para que uma bala não atingisse suas cabeças, eles saíram do carro. 

- Meu nome é…

- Com as mãos pra cima cowboy - interrompeu o homem.

    Murilo levantou as mãos antes de dizer seu nome. Henrique, Evelyn e Lara fizeram o mesmo. 

- O que querem?

- Queremos sua líder - disse Murilo. - Temos uma proposta.

    O portão se abriu, e a própria Américo em pessoa, caminhou em direção a eles, escoltada por três de seus homens. 

- E aí pirralhos - disse ela. - O que tem pra mim?

- Você é a líder? - indagou Murilo.

- Tenho cara de líder? - rebateu ela.

    Houve uma confusa troca de olhares entre todos ali. E então, Américo gesticulou, e seus homens revistaram a todos. 

- Tudo limpo - foi o que eles disseram.

- Acho que temos interesses em comum - disse Murilo.

- Depende do que você tem em mente.

- Carlos e Lincoln - disse Murilo. - Te lembra alguma coisa?

    Américo mudou sua expressão, ficando totalmente séria. Inclusive em sua postura. 

- Tá legal - disse ela. - Desembucha logo.

    Murilo seguiu em direção ao porta-malas, e Américo lhe seguiu. Ele então abriu. Ela pegou seu celular, e com a lanterna do aparelho, pode se certificar de que era Carlos. 

- Vocês pegaram ele? - indagou ela.

- Isso aí - disse Murilo. - E também sabemos onde o Lincoln está.

- Onde?

- Primeiro me diz que temos um acordo.

- Você ainda não me disse o que você quer.

- Quero proteção, para mim e pros meus amigos. 

- E? - Ela arqueou a sobrancelha.

- E que me ajudem a salvar minha mãe.

- Onde está a sua mãe?

- O Lincoln sequestrou ela. É uma longa história.

- Tudo bem - disse Américo. - Lá dentro você me explica, e aí combinamos um plano. O que me diz?

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