Capítulo 15 - Dezenove dedos

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- Acorde! - Foi o que ele ouviu.

Pedro lutou. Ele se forçava a despertar, mas estava perdendo a luta contra si mesmo.

- Acorde!

Ele conseguiu acordar, mas antes mesmo de seus olhos se abrirem, ele retornou para seu estado de torpor.

- Acorde!

Ele abriu os olhos pela metade. E aos poucos, com muito esforço, ele foi capaz de observar o local em que se encontrava.

- O que aconteceu? - indagou Pedro.

- Não está óbvio? Fuçamos mais do que deveria, e estamos prestes a morrer. É isso que aconteceu - disse Melissa.

Era como um porão abandonado. Cheio de mofo e tralhas abandonadas.

Pedro estava algemado em uma cadeira, e Melissa estava em outra ao seu lado.

- Não vamos morrer - disse Pedro. - Se não ja teriam feito isso.

- Como pode ser tão ingênuo Pedro? - Eles vão nós torturar antes.

Os jovens apavorados fizeram silêncio após ouvirem a porta se abrir.

A cena seguinte foi apavorante. Era o motorista de Melissa. Ele estava sendo carregado por dois policiais, em seguida, o mesmo foi lançado sobre o chão.

Ele estava inconsciente, com vários hematomas no rosto e no corpo.

O corpo do pobre coitado, passou a drenar cada vez mais sangue próximo aos jovens.

- O que fizeram com ele? - indagou a garota enquanto chorava, e se forçava contra as algemas.

Outros três policias entraram no porão.

Os cinco ficaram em frente aos jovens, e então, um deles se manifestou:

- O que vocês sabem?

- Ela não tem culpa de nada. Deixem ela em paz - disse Pedro.

- Ainda não me respondeu - insistiu o policial.

- Sabemos que são um bando de maricas que fizeram um juramento e traíram a corporação - disse a garota.

O policial caiu num sarcástico riso. E seus aliados fizeram o mesmo.

- Deixa ela ir e eu conto tudo o que eu sei - disse Pedro.

- Ele chegou - disse um deles com o celular em mãos.

Eles se afastaram dos jovens, em seguida, entrou uma pessoa com um gorro cobrindo seu rosto.

- Tem me causado muitos problemas jovem Beloni.

- Você me conhece? - indagou Pedro.

- Conheço - respondeu o homem misterioso. - Digamos que já tive algumas pendências com seu irmão no passado.

- Então você é o homem misterioso?

- Achei que o gorro havia deixado isso claro desde o início. Enfim - disse o homem misterioso, com os braços abertos -, nos conhecemos finalmente.

- E o que você quer da gente?

- Quero que me contem o que sabem.

- Eu conto. Mas vai ter que soltá-la antes.

- Não - disse o homem misterioso. - Ela é a nossa garantia. Me conte tudo, e prometo que soltarei vocês dois.

- Qual é - disse Pedro -, Eu juro que ela não sabe de nada. Ela não tem ideia do que está acontecendo.

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