Capítulo 2 - Simus

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Um dia após a tensa conversa com Maicon. Pedro estava sentado sobre um dos bancos da praça central, sozinho. Era sábado, e não teria aula naquele dia.

A praça central ficava bem no centro de Gallituba, no centro da praça havia uma fonte. Ela era composta por árvores e bancos de madeira. E em frente a ela ficava a igreja, onde dezenas de famílias frequentava todos os domingos de manhã.

O caminho que ele fez até chegar a praça, lhe fez passar em frente ao cemitério no mesmo horário que estavam enterrando o corpo da jovem Elizabete.

Vinte minutos após sua chegada na praça, um garoto se aproximou. Era um pouco mais alto, e usava uma camisa verde.

- E aí - disse o garoto.

- E aí Alisson, eu estou precisando da sua ajuda - disse Pedro.

- Estranho - disse Alisson. - Você deve estar muito ferrado pra querer justo a minha ajuda.

- Talvez - interrompeu Pedro. - É a respeito da filha do prefeito, eu quero saber o que aconteceu com ela.

- Porque está interessado?

- Eu tenho meus motivos. Vai me ajudar ou não?

- Não matamos ela - disse o garoto.

- Tem certeza? - indagou Pedro.

- Qual é Pedro - disse o garoto, em seguida, ele acendeu um cigarro, e com o cigarro entre os dedos, prosseguiu: - Você me conhece, eu não mentiria pra você.

- Quero que você descubra o que aconteceu com ela. Quero todos os detalhes pra ontem.

- Eu não sou o seu capacho. Esqueceu?

- É um favor. Eu fico te devendo.

- Certo - respondeu Alisson. - Beleza, eu vou ver o que posso fazer por você. Vou conversar com o pessoal, vou perguntar para a Américo ver se ela sabe de algo, e aí te informo.

- Essa merda dá câncer - disse Pedro. - E isso vai acabar te matando.

- Investigar um assassinato por conta própria também pode acabar te matando.

Alisson foi embora por uma direção, e Pedro por outra. Ele entrou na Padaria, e após cumprimentar o Padeiro, pediu pelos seus pães.

- Como você está garoto?

- Até que estou bem, considerando o fato da cidade toda parecer estranha. Mas e o senhor? Como andam as coisas Muriel?

- Estou me virando - respondeu o padeiro. - O problema são esses criminosos que estão sempre rondando por aí.

- Como assim rondando?

- Nos últimos dias, sempre que eu abro a padaria, eu encontro com meia dúzia deles aí na praça. Não seria surpresa se eles forem os responsáveis pela morte da filha do prefeito.

- Muriel - disse Pedro -, de qual gangue estamos falando?

- Da que usa vermelho.

- Os Vortex? O que eles estão fazendo dentro da cidade?

- Desculpe garoto, não entendo bem desse lance de gangue. Só estamos conversando sobre esse assunto por questão de segurança. Por tanto, tome bastante cuidado.

- E quando eu não tomo? - disse Pedro.

Ele se despediu de Muriel, e assim que saiu da padaria, um carro preto parou em frente a ele. O vidro traseiro abaixou, e uma garota linda da pele clara e cabelos pretos de sua mesma faixa etária lhe perguntou:

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