Capítulo 12 - Melzinha

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Pedro amanheceu no hospital. E mesmo depois de tudo pelo que passaram. Maicon e Léia foram a aula no dia seguinte. Porém, após a aula, eles voltaram ao hospital apoiar Pedro. E levaram junto alguns dos seus amigos mais chegados.

- Valeu gente - agradeceu Pedro. - Não precisavam ter vindo.

- Você está sendo tratado como herói na escola. Por ter esfaqueado o Mendes - disse Caio.

- É, aquele cara é um puta cuzão - disse Samuel.

- Não esqueçam que ele é meu pai - disse Léia.

- E pai do meu irmão - disse Pedro. - Não é mais tão cuzão assim.

- E não é corrupto, e nem assassino, o que é um ponto absurdamente positivo - disse a garota.

- Estranho - disse Caio. - Se ele é pai do Alisson. Por que ele tava sempre amassando você por aí?

- Ele tinha os motivos dele - disse Pedro.

- E quando você volta pra escola? - indagou Samuel.

- Ainda não sei. Vou esperar o Alisson melhorar. E aí eu volto.

- Espero que seja logo - disse Caio. - Você perdeu a aula de educação física hoje. Eu dei uma caneta humilhante no Guga.

- Eu não acredito que perdi isso - disse Pedro, rindo.

- E eu fiz um golaço de bicicleta - disse Samuel. - O professor até me comparou com o Rivaldo.

- Não precisa exagerar - disse Maicon.

- Não estou exagerando. É a verdade - disse o garoto. - E precisa voltar logo Pedro. Estamos nas últimas semanas, você vai acabar perdendo muita prova importante.

- Relaxa - disse Pedro. - Eu sempre dou um jeito.

- E quase esquecemos de mencionar o garoto novo - disse Léia.

- Garoto novo? - indagou Pedro, com uma expressão de confuso. - Faltando o que? Duas semanas pra acabar as aulas, entrou um garoto novo? Sério mesmo?

- Isso, tem um garoto novo na nossa turma - disse Maicon.

- O nome dele é Brian - disse Caio.

- Ele é loiro, e boa pinta - disse Samuel.

- Só que usa muito a palavra "chapa" - disse Léia.

- Sacou meu chapa? - disse Caio.

- É exatamente assim que ele fala - disse Léia, rindo.

- De onde ele venho? - questionou Pedro.

- Bem - disse Léia. - Por conta do emprego da mãe dele, ele vive se mudando. A última escola fixa dele se chamava Barreto Carvalho, numa cidadezinha ao norte do estado.

- E ele esta de luto, não podemos esquecer disso.

- Luto? - indagou Pedro, novamente.

- Isso aí - disse Samuel. - Ele perdeu uma pessoa muito importante pra ele recentemente.

- Mas nem por isso ele deixa de ser divertido - disse Caio. - E é horrível jogando bola.

- Isso é verdade - disse Samuel, enquanto todos começaram a rir.

Durante a conversa, a filha de Paulo apareceu. Ela estava com sua mochila nas costas e com o uniforme do colégio Antenorio.

A garota não disse uma palavra, apenas puxou Pedro pelo braço.

- Calma aí - disse Pedro.

- Quem é você - indagou Léia.

- Eu preciso falar com você - disse à Pedro.

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