Penúltimo Capítulo

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- Você está grávida?. - a coitada da mãe dela até engasgou com sua água.

- Sim, de doze semanas.

- Vocês duas são uma caixinha cheia de surpresas. - eu olhei para o pai da Marília, que estava sem reação. - Namoro surpresa, noivado inesperado e agora uma gravidez. Qual será a próxima coisa que vocês irão fazer?. - ele Finalmente disse e eu encolhi meus ombros com o seu tom de voz.

- Pai, estamos felizes. Com nosso bebê e casamento.

- Eu imagino. Mas vocês não deveriam ter planejado isso depois do casamento? E você Marília? ultimamente anda fugindo das suas responsabilidades na empresa. - vejo Marília se mexer na cadeira e seguro um sua mão dando um sorriso pra ela.

- Se era só isso que vocês queriam dizer pra gente, acho que vamos embora.- ela se levantou e eu faço o mesmo. Seus pais não falaram nada, então seguimos indo embora.

- Eles me odeiam não é? Para o seu pai eu estraguei você,sou eu que te mantenho ocupada e distraída. Para sua mãe não faço parte disso, e nem deveria. Pode ser por eles não me conhecerem, mas eles não gostam de nós duas juntas.- eu digo assim que entramos em casa.

Marília passa por mim e não me responde.

- Você pode concordar pelo menos?

- Não. - ela se vira pra mim. - Não posso, pois não é verdade. Eles não te odeiam, o fato é, que para eles não combinamos é só isso. Eles vão se acostumar logo, é questão de tempo.

- Eu espero mesmo. - cruzo meus
braços e vou atrás dela.

[...]

- O que você está fazendo?. - ela pergunta me vendo com o rosto no notebook.

- Parece que tem algumas mulheres indignadas por um certo casamento. - eu dou risada olhando os comentários em uma foto dando a notícia do nosso casamento.

- Do que você está falando?. - ela se senta ao meu lado e olha para a tela.

- Veja só. - aponto para o comentário de uma anti casamento.

" Duvido que esse casamento aconteça ela deve se casar com Débora."...- ela não terminou de ler e fechou o notebook.

- Tá de brincadeira?! Foda-se o que elas acham, você não está ligando pra isso, certo?

- É claro que não, a única pessoa que estou esperando se pronunciar é a Débora, o resto não importa. - digo guardando o notebook.

- Pôr que?. - ela ergue as sobrancelhas e eu faço uma expressão de "fala sério, você não imagina mesmo?".

- Porque eu iria adorar vê-la com raiva e indignada. Quem sabe ela cai na realidade.

- Eu duvido sobre isso, ela anda muito ocupada com seu novo caso.

- O que?

- É, ela já está há um tempo viajando por aí e advinha? Com um homem. Então, eu acho que ela já caiu algum tempo. - ela rir ao terminar e eu dou um sorriso.

Finalmente, e espero que ela esqueça de uma vez nós duas.

- Até que enfim. - eu coloco minha cabeça em seu ombro e fecho meus olhos. Depois de alguns minutos em silêncio, ela corta.

- Você acha que será o que, menino ou menina?

- O que importa é que venha saudável. Mas eu queria um menino.

- Sério? Achei que iria querer uma menina.

- Depois. Na verdade, quando eu pensava sobre ter filhos, sempre quis que o primeiro fosse um menino.

- Eu quero que seja uma menina, e que seja igual a você. Que tenha os mesmos olhos, nariz, boca...ela seria linda. - ela sorriu colocando a mão em minha barriga, Deus, eu estava tão ansiosa em saber o sexo.

Não nego que estou muito nervosa e assustada pelo fato de ser mãe, mas estou tirando a minha mãe como meu exemplo,que me criou sozinha. Sei que sou muito diferente dela mas acho que conseguirei ser uma boa mãe para o meu bebê.

- Está assustada por ser Mãe?. - pergunto e vejo sua hesitação antes de responder.

- Não, um pouco talvez, mas eu farei o meu melhor para ser uma boa mãe.

- E será. Seremos.

[...]

Não me diga o que eu tenho que fazer caramba! Fiquei com vontade de  dizer isso para minha querida sogra, mas me contive. Eu estou realmente tentando ter uma boa relação mas não é fácil. Quando a mesma acha que a filha dela e eu não damos certo. A única coisa que está levando ela me ajudar nos preparativos do casamento é o bebê. Eu estou quase mandando ela para longe, mas isso não iria acabar muito bem. Estou fazendo isso mais pelo Marília do que por mim e o bebê. Meus pés estão doendo nesse sapato. Não sei o que me deu na cabeça de colocar salto. Eu murmuro e minha sogra olha para mim.

- O que você tem?

- Meus pés estão doendo, será que pode acabar logo com isso?

- Decidir a decoração é uma coisa muito importante, requer calma e paciência.

- Eu quero ir embora, então podemos por favor acabar com isso logo? Já escolhemos as flores, o lugar de cada coisa, todo o resto. Se você quiser pode escolher o que estiver faltando, eu estou indo embora. - digo me virando e andando. Ouço passos atrás de mim.

- Você não pode ir! Posso terminar de ver as últimas coisas de decoração. Mas você tem que ver um vestido. - Nego com a cabeça sem parar de andar.

- Outro dia faço isso...com minha irmã Maiara. - chego no carro e não olho para ela quando entro. Ela deveria estar irritada agora.

...

CONTINUA

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