Wei Wuxian passara todo o tempo em seu aposento, ninguém tinha conhecimento de que seu filho não estava com ele e sim com Lan Wangji. Ele não deixara uma alma viva sequer entrar em seu quarto.
A noite não tardou em cair, seu amado havia dito que tentaria voltar antes de dois dias, falhou.
O jovem lorde deitou-se em sua cama, estava preocupado e com o corpo pedindo por descanso. Fechou os olhos aproveitando a sensação de seus músculos relaxarem no leito e sob um cobertor fino.
Ele ouve um rabiscar, a criança desenhava coelhos e dizia que seu pai gostava dos bichanos. Mas Wei Wuxian não dera atenção ao filho, estava calculando o tempo e como evitaria que seu amado fosse morto, contudo era tarde demais. A carroça se move com um solavanco, tomado pelo sentimento de medo o lorde abraça seu filho e um fio de lágrima desce por seu rosto.
O cenário muda, as flores transbordavam dos canteiros e Lanwei corria para recrutar alguns dentes-de-leão, sobrando-o e vendo que agora em suas pequenas mãos havia apenas o galho da planta, sorria docemente ao mesmo tempo que intercalava seus olhos para as sementes espalhadas no ar e para seus dois pais que estavam de mãos entrelaçadas.
Wei Wuxian acordou assustado e tentava regular sua respiração, compreendia muito bem o significado de seu sonho. Tudo está por um fio de se resolver, a alguns meses atrás ambos buscavam por soluções. O lorde acreditava que sua saída era ter um filho, mas isso tornaria sua situação e a do soldado deverasmente complicada e o que restava era buscar recursos para evitar a morte. Mas a afirmativa de que tudo ficará bem veio ao ver seu filho sobrar a planta carregada de significados simbólicos e místicos; força, resistência, esperança, fertilidade e riqueza.
As sementes espalhadas estava claramente representando as fases, os ciclos de vida de Wei Wuxian, Lan Wangji e Lanwei que viriam a se cumprir. Quando se assopra o dentes-de-leão, inicialmente, as sementes ligadas ao apêndice delicado, resistem a se destacarem. Mas, vagarosamente são levadas pelo vento uma por uma. Uma vez desprendidas, embarcam em uma nova jornada para experimentar novos acontecimentos, deixando-se levar pelo fluxo da vida tornando-se prontos para criarem uma nova vida, uma nova história e é isso que o lorde deseja para sua família.
Ainda tocado pelo o que acabou de acontecer, levantou-se com os olhos marejados, abriu sua janela e olhou para a lua desejando que seu amor e seu filho retornassem rapidamente.
Na manhã seguinte os corredores do Palácio estavam lotados de serviçais. Wei passou pela mesa do café da manhã seguindo para a cozinha, atravessou em silêncio. Ele sabia que todos trabalhavam duro, e com certeza havia um propósito para isso.
— Seu filho...
— O que tem o meu filho duquesa? — Não deixou sua mãe terminar de pronunciar-se.
— Não escuto ele chorar.
— Ele é calmo como Lan Wangji. — Ao citar o nome do soldado a face raivosa da mulher veio a tona. — Por que tudo isso? — refere-se a arrumação grandiosa do Palácio.
— O reino de Suzian nos pediu uma festa.
O corpo de Wei Wuxian reagiu em euforia e regozijo.
— Quando eles chegam?
— Hoje, antes do sol se pôr.
Lan Wangji partiu por várias vezes mas ainda assim ele almejava ficar e Wei Wuxian sentiu o vazio de cada cômodo em seu coração ao ver as costas largas de seu amor após a dolorosas despedida. Eles vivenciaram o inferno no sentimento de tristeza.
Vestido graciosamente, fazendo com que Wei se sentisse deslumbrante como há um tempo não ousava sentir-se, por mais que ainda tivesse usado uma fragrância as roupas carregava o cheiro característico de peças novas.
Eles estavam atrasados...
O iniciar do pôr do sol era evidente e do alto das escadarias bufando impaciente estava Wei Wuxian.
A pele corada e radiante, mostrando a beleza estonteante. Acompanhado por duquesa An Chun, o Duque Jun, Hua Cheng, Lanwei em seus braços e mais três pessoas que não soube identificar quem eram.
A duquesa, mãe de Wei Wuxian, sorriu ao ver os nobres de Suzian; porém o sorriso vacilou quando percebeu que estavam acompanhado de Lan Wangji, este que estava totalmente diferente do habitual. Estava como um verdadeiro nobre...
— An Chun, o que este avarento está fazendo junto de vocês? — A mulher questionou agastada.
Os sentimentos de Wei era como uma cidade histórica onde apenas Lan Wangji tinha o poder de causar um extermínio. Sem demoras o rapaz correu em direção a seu amado, não podia abraçá-lo, seus braços estavam ocupados segurando aquele que afloraram seus sentimentos paterno. Beijou o agora lorde como dava, sentiu todas as borboletas de seu estômago acordarem.
— Me entregue ele. — Pediu esticando os braços para que o outro entregasse o menino. — Papai sentiu muita saudade — Olhou para Lan Wangji que tinha uma feição descontente como uma criança birrenta — Eu senti muita, muita, muita falta de seu pai Wangji também. — O citado não tardou em mostrar seu sorriso.
— Avarento? — An Chun caminhou até a progenitora de Wei Wuxian. — Deveria saber que insultar um nobre traz consequências. Ahhhh desculpe... —
Disse com ironia — Vou lhe fazer de uma mera duquesa a alguém privilegiada ao ter informações de primeira mão — Aproximou-se do ouvido da mulher e sussurrou — O avarento é meu filho, herdeiro do trono de Suzian.A mulher deu dois passos para trás e riu — Que brincadeira monótona, An Chun.
— Desculpe por isso — a outra duquesa riu não entregando se era veredito ou não o que havia dito.
— Papai Lian será que um dia podemos morar em um Palácio eu, você, o papai Cheng e meu irmãozinho? — Liu Cheng perguntou encantando com a beleza do local
— Não sei meu amor, pergunte a seu pai.
O menino correu e ergueu seus braços para que Hua Cheng o pegasse — Nós podemos papai?
— Nós podemos tudo, desde que seu papai Lian concorde.
E de repente a mulher se sentiu confusa e apavorada, não sabia o que estava acontecendo. Mas julgava ser muito maior do que pensava.
— Às vezes as coisas mudam, sem nenhum aviso prévio. As coisas acontecem em segundos — Lan Wangji estalou o dedo em frente ao rosto da mãe de seu amado — Tudo muda e você pode ficar viva ou morta. Você é ousada
— riu abaixando sua cabeça e depois elevando o olhar para a face da outra que não conseguia esconder seu temor — Tão ousada a ponto de inventar versões de minha pessoa, mas não se preocupe sou mestre na arte de falar em silêncio. Afinal, durante a minha vida toda falei ocultando minha voz, eu e Wei Wuxian vivemos circunstâncias dolorosas sem pronunciar uma palavra, foi eu por ele e ele por por mim a longos anos. Mas não chore — passou o dedo no rosto da duquesa limpando lágrimas inexistente — Hoje eu não irei me calar e todos saberam de minha linda história com seu filho. — Colocou as mãos nas costas de Wei guiando-o para o salão — Você está lindo. — Disse ao seu companheiro. — Não fique parada ai sogra, nos acompanhe para esta festa esplêndida.Autora
Desculpa pela demora ♡
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O FILHO DO DUQUE E EU ~WANGXIAN~ MPREG
FanfictionAgora no auge de sua juventude aos vinte e um anos corre o risco de sofrer por amor, apaixonado por um soldado de infantaria. O rapaz nunca contara sobre sua paixão, não se arriscaria a isso sabendo o que pode bem acontecer com alguém socialmente in...