BÔNUS RAVIER VALDÉZ

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LEMBRANDO QUE A OBRA ESTÁ REGISTRADA


Plagio é crime não caia nessa!

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.


"Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa"


A vida é a perda lenta de tudo o que amamos.- Maurice Maeterlinck

O dia estava lindo, o sol mais quente que o normal queimava minha pele. Vesti minha roupa especial de montaria e fui conferir Trueno, o cavalo era a nova aquisição de nossa fazenda.

O animal era um Árabe sangue puro lindíssimo, a pelagem negra brilhava com luz. Nosso capataz não havia conseguido doma-lo. Eu muito teimoso achei que conseguira a proeza de montá-lo.

Tudo foi muito rápido, passei o arreio e montei. -Acordei três dias depois na UTI não sentia minhas pernas, não sentia nada somente o ódio me consumia.

- Após uma lesão medular da qual resulta paraplegia é possível que os membros afetados deixem de receber permanentemente qualquer tipo de estímulo, compreende?

- Não vou andar mais, é isso? -minha mãe não continha o choro.

- Temporariamente não, mas seu caso é reversível. É possível a recuperação parcial ou até total. Teremos um programa de intervenção de reabilitação e recuperação funcional.

- Graças á Deus! Quando começamos? -minha mãe fala esperançosa.

- Me deixem, eu quero ficar sozinho! -meu mundo tinha caído.

- Mas querido...

- Saiam!

- Senhora Valdéz vamos deixa-lo só por enquanto. É normal a revolta nesses casos. Logo ele poderá ir para o quarto e conversamos melhor.

Lembro-me desse fático dia, há meses eu estava aleijado. A verdade é que eu não tenho a menor vontade de mudar isso. Até os fisioterapeutas me olhavam com pena. -como se cadeirante fosse um extraterrestre.

A frase que mais ouvi nesse tempo se resumiam á: ''Coitado é tão novo. Ele pode voltar a andar?'' ninguém se dirigia diretamente á mim, é como se eu fosse surdo também. Pena é o sentimento que as pessoas mais sentem por mim.

Os meses foram se arrastando, me afastei da universidade, me afastei de minha mãe, e me fechei em meu próprio mundo. A arma para afastar as pessoas era minha falta de educação e desprezo.

Dói mais em mim que ofendo, do que quem é ofendido eu tenho certeza disso.

Maldito dia em que cedi os argumentos de Catalina e a pedi em casamento. Vivi um verdadeiro calvário na mão daquela dissimulada. Resolvi terminar tudo em uma sexta-feira estava de cabeça quente e logo depois parti para a fazenda, então tudo aconteceu.

A louca apareceu no hospital como se nada tivesse acontecido, quando a botei para correr tive que ouvi bobagens de minha mãe. Ninguém sabe o que aconteceu até hoje, isso é algo que carrego solitariamente no peito.

Meu dia estava sendo como qualquer outro acordei tomei meu café e fui para a varanda de meu quarto, estava lendo um livro sobre uma historia qualquer, quando minha mãe apareceu.

- Olá meu querido, como se sente hoje. -se aproxima beijando minha testa.

- Bem.

- Desculpe não tomar café da manhã com você hoje. Vá se arrumar, vamos sair.

DOCE DESTINOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora