Capítulo 21 parte 02

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LEMBRANDO QUE A OBRA ESTÁ REGISTRADA!!

NÃO REVISADO!! FAREI ASSIM QUE PUDER!!

Plagio é crime não caia nessa!

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

"Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa"


'' Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as consequências'' - Osho

- Maya Balvanera aceita ser minha esposa? –sinto minhas pernas baquearem, neste mesmo instante por obra divina ouço meu nome ser chamado por uma voz grave.

- Gostaria de chamar ao palco a aluna Maya Balvanera, ela preparou algumas palavras para nós! –o reitor me salva. Havia me esquecido completamente que representaria os alunos bolsistas com um pequeno discurso em nossa cerimônia de formatura.

- Não faz mal querida, depois você me responde. –Juan se adianta, e sorrio.

Caminho lentamente até o palco prolongando ao máximo os minutos que me restavam até ter uma resposta concreta. Agradeço o senhor Balzaque e pego o microfone.

- Boa noite a todos, para mim é um grande prazer representar os alunos bolsistas nesta noite maravilhosa. Todos nós sabemos o quão árduo foram todos esses anos de estudos. Finalmente hoje somos oficialmente doutoras e doutores, quero expressar meus sinceros agradecimentos a todo o corpo docente, colegas e colaborados que nos ajudaram a trilhar nossos caminhos. Serei eternamente grata! –posamos para algumas fotos e recebi um buquê de rosas brancas. Instantes depois me vejo voltando para mesa.

- Você foi maravilhosa minha filha! –Carmenzita me abraça apertado.

- Obrigada Car. –beijo sua bochecha.

- Menina Pepe está com uma dor de cabeça horrível, se não for incomodo podemos ir embora? –ela pergunta sem jeito.

- Mas é claro, já está tarde e estou cansada, vou com vocês. –pego minha bolsa. –Poderia nos levar Juan?

- Mas é claro que sim, o senhor quer ir até o pronto socorro Pepe? –meu namorado parece preocupado.

- Não precisa, só estou cansado foi um longo dia.

Despeço-me de Lola e sua família, eles partiriam para Madrid hoje mesmo, nosso apartamento era pequeno e não suportariam nossos familiares juntos. Suas coisas já haviam sido levadas, eu também partira em breve.

Por todo o caminho permanecermos em silêncio, minha mente se resumia a um turbilhão de pensamentos. Sabia que muito em breve teria que dar uma resposta para Juan e isto me assustava.

Assim que chegamos entrego as chaves para Carmenzita e comunico que preciso conversar com Juan. Ela me olha de forma marota e concorda, estamos estacionados na garagem do prédio. Assim que os vejo entrando no elevador me viro para Juan.

- Você está estranha Maya, aconteceu alguma coisa? Não gostou do pedido, como fui tolo não deveria ter feito, ainda mais na frente de todos. Desculpe-me. –ele abaixa sua cabeça parecendo arrependido.

- Ei! –toco sua face. - Não fique assim, eu só fiquei surpresa. Tenho que admitir que não esperava.

- Um ano é pouco tempo, você ainda não o esqueceu não é?

- Juan não quero falar nele, eu amo você, não posso negar. –Juan acima de tudo era meu amigo, nunca escondi meus sentimentos.

- Não responda meu pedido ainda, vamos fazer assim: Vamos morar juntos em Madrid, se você sentir que pode ser minha esposa você me responde com seu sim. Tenho alguns contatos em grandes hospitais na capital, por mais que ame lecionar, meu amor por salvar vidas é maior.

- Parece uma boa ideia. –falo entre os ombros.

- Ou podemos abrir uma clínica juntos, nosso negócio não atrapalhara nossa relação meu amor.

- Falamos com calma amanhã, também precisamos ver como ficará nossa pesquisa com as células tronco. Tenho que estar em Madrid no máximo na segunda-feira que vem. –sorrio.

- Certo querida, mais uma vez me perdoe pelo pedido. -precipitado

- Não peça desculpas Juan, até amanhã. –colo nossos lábios em um beijo estalado.

Entro no elevador sem olhar para trás, me fito alguns momentos diante do grande espelho com laterais douradas. Nesses anos mudei um pouco, arrisco dizer que estou mais bonita, na verdade me sinto mais bonita e feminina. Emagreci poucos quilos, meu corpo continuava curvilíneo, hoje gosto de minhas curvas rechonchudas.

Assim que entro em meu apartamento vejo Carmezita preparando um chá. Ela sorri em me ver, me aproximo dela me sentando junto à mesa.

- Pepe está bem?

- Tomou uma pílula e foi se deitar, eu queria conversar com você.

- Aconteceu algo?

- Isso é você quem vai me dizer. –ela se senta em um lugar próximo ao meu, acariciando minhas mãos. – Prometi para sua avó que cuidaria de você enquanto eu estivesse viva minha menina, quero honrar essa promessa. –sorrio.

- Você cuida de mim, mesmo longe cuida, mas não estou entendendo sua preocupação...

- Você o ama? Ama Juan ao ponto de se casar com ele?

- Eu não sei. –bufo frustrada. – Eu o amo, aprendi a amá-lo durante esse ano de namoro, mas não sei! É um sentimento diferente do que já senti um dia... O amor que sinto com Juan é... Como posso dizer?

- Sem graça?

- Um pouco... Mesmo o amando, eu não sinto um amor insano como quando fiquei com Javier, eu não sei se é pelo fato dele ter sido meu primeiro amor. Com Juan as coisas são mais simples.

- Você o ama como homem? Sente luxuria por ele? –sinto o rubor em minha face. – Não fique com vergonha menina, será que o amor que sente por Juan não um amor de amigo?

- Eu quero amá-lo ainda mais como homem Car, rogo todos os dias por isso. Juan é o homem certo para mim, ele me protege com ele me sinto segura. É disso que preciso na minha vida, mesmo com minhas incertezas sou feliz com Juan Abernath.

Minha semana correu como um borrão, eu tinha que entregar o apartamento para o novo proprietário. –não imaginava que tinha tantas coisas assim. Revisei junto com Juan outra vez nossa pesquisa, decidimos que voltaríamos uma vez na semana para ver o novos resultados.

Assim que cheguei a Madrid conheci a nova casa de Lola, muito acolhedora e sofisticada, estava feliz coma felicidade de minha amiga.

Nós instalamos no novo apartamento, em Buenavista. O bairro é muito tranquilo, a maioria dos moradores de nosso prédio são famílias. Sempre tem uma criança brincando no pátio do fundo.

Por incrível que pareça às primeiras noites foram maravilhosas, ter alguém junto a nós é importante. 

DOCE DESTINOOnde histórias criam vida. Descubra agora