Capítulo 23 Parte 01

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LEMBRANDO QUE A OBRA ESTÁ REGISTRADA!!

Plagio é crime não caia nessa!

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

"Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa"

Eu não sei senão amar-te, Nasci para te querer. Ó quem me dera beijar-te, E beijar-te até morrer. - Fernando Pessoa

Assim que Javier sai de minha sala desabo, fui mais forte do que imaginei que seria. É claro que uma hora iriamos nos encontrar, mas confesso que ainda estava me preparando para esse momento.

Dulce entra devagar em minha sala com alguns prontuários em mãos.

- Maya você está bem? –sua expressão era de preocupação.

- Estou sim, achei que seria pior. –assim que li o nome de Javier, fiquei visivelmente nervosa, contei brevemente nossa história para Dulce. Geralmente não me abro dessa maneira, mas a coitada ficou branca quando viu meu nervosismo.

- E ele como reagiu? –pergunta curiosa.

- Ficou surpreso quando eu disse que o atenderia mesmo depois de tudo.

- Ele quis remarcar quando soube que a doutora faria a consulta. –nesse instante um frio percorre minha espinha, talvez ele também não quisesse me ver. –penso. – Acredito que ele pensou que você não quisesse atende-lo. Já marcou até o retorno para semana que vem.

- Mas talvez os exames não fiquem prontos a tempo.  –falo.

- Foi o que adiantei para o paciente, mas segundo ele fará os exames particular. Sem as burocracias que os convênios médicos impõem, talvez fiquem prontos.

- Que seja, temos mais alguma consulta Dulce?

- Por hoje não. Senhorita eu posso sair meia hora mais cedo? Hoje é aniversário do meu sobrinho.

- Claro Dulce, apenas ajeite os prontuários para mim e deixe tudo pronto para amanhã cedo. Já pode sair depois disto.

- A senhorita ficará mais?

- Vou terminar de rever alguns exames, preciso esperar Juan vir me buscar. Ratón está na oficina.

- Você é a única pessoa que conheço que deu nome para um Fusca! –ela ri.

- Gosto de ser única. –pisco para descontrair.

- Vou deixa-la com seus exames. Obrigada doutora, tenha uma boa noite.

- Boa festa.

Tento me concentrar na pilha de exames em minha frente, mas meu esforço é em vão. Javier não sair de minha cabeça. Não tenho como negar que os anos fizeram muito bem a ele, os músculos de seus braços continuam grandes, infelizmente suas pernas mais atrofiadas que antes.

Pego meu celular e digito o número de Carmenzita, no quinto toque ela atende.

- Minha menina que saudades! Como você está? –atende.

- Bem Car, bem... –suspiro. – Como está Pepe?

- Muito bem criança, estávamos na varanda com nosso carteado mesmo viajando não deixamos de jogar. –uma saudade boa invade meu peito, as tardes que passávamos juntos, sem problemas apenas relaxando na presença de nossos amigos.

- Sinto falta disso.

- Eu também minha menina, mas agora me diga. O que está afligindo esse coraçãozinho?

- Hoje eu vi Javier, para falar a verdade eu o atendi em meu consultório. –escuto sua surpresa do outro lado da linha.

- Como foi?

DOCE DESTINOOnde histórias criam vida. Descubra agora