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Vejo através das cortinas que estão parcialmente abertas que o sol irradia lá fora, um vento fraco balança as folhas das árvores e o cheiro de café fresco vindo da cozinha faz meu coração se aquecer de gratidão por estar vivo

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Vejo através das cortinas que estão parcialmente abertas que o sol irradia lá fora, um vento fraco balança as folhas das árvores e o cheiro de café fresco vindo da cozinha faz meu coração se aquecer de gratidão por estar vivo.

Me aproximo da janela e a abro, encantado com a brisa suave que atinge meu rosto e que traz com ela o perfume delicado das flores recém plantadas.

— Bom dia natureza – cumprimento, observando entusiasmado o cenário em minha frente. — Olá passarinho bonito, obrigado por me acordar com seu belo canto essa manhã – agradeço ao pássaro azul que está pousado no galho da roseira. — E a você também sol, que com sua luz.. – Estou prestes a continuar com meu discurso quando vejo Louis andando pela alameda de pedras do jardim.

Ele fala no celular com alguém desconhecido por mim, parecendo sério e concentrado demais para o meu gosto.
Imediatamente fico agitado, não é que eu queira bisbilhotar, mas honestamente o vampiro pode estar tendo que resolver algum problema, então é prudente que eu vá até ele oferecer minha ajuda.

Ando o mais rápido possível, porém com a falta de sorte que tenho, só consigo ouvir o final da conversa.

— Claro pai, estarei aí assim que puder – afirma massageando as têmporas. — Certo, tome cuidado – ele fica em silêncio enquanto o outro diz algo. — Até logo – Louis encerra a chamada e olha pra mim, que finjo estar arrancando umas folhinhas secas do pé de girassol. — Que anjinho  curioso temos aqui – implica com um sorrisinho de lado. — Não tem vergonha de escutar a conversa alheia?

Reviro os olhos e retruco a sua provocação.

— Sou curioso mesmo, e você não aja como se também não fosse – digo confiante. — Aliás, o idiotão me contou que quando Niall estava me visitando, o sr. Drácula ficou inventando pretextos para passar várias vezes em frente à porta do meu quarto, somente para escutar com sua audição vampiresca o que Ni e eu conversávamos. – Vejo-o arregalar os olhos e franzir o nariz descontente.

— Linguarudo de merda. – O vampiro resmunga e eu finjo que não entendi.

— Falou alguma coisa paixão?

— Eu disse que Luke é um mentiroso, não dá pra acreditar nessas calúnias que ele inventa.

— Tem razão, aquele vampiro mente que nem sente – concordo segurando a risada. — E então?

Louis se aproxima um pouco e eu arqueio as sobrancelhas.

— Então o quê? – Repete a pergunta, bicando meus lábios.

— Com quem você estava falando no telefone? – indago ansioso e ele dá de ombros tentando se afastar. — Louis Tomlinson! – chamo o segurando pelo pulso. — Se não quiser me matar de curiosidade diz logo.

O merdinha ri do meu surto curioso e eu cruzo os braços emburrado, batendo repetidas vezes o pé no chão deixando claro que já estou começando a ficar impaciente.

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