Vampire!Louis.
Louis Tomlinson já estava acostumado a viver na solidão, afinal, ser um vampiro é a sentença ideal para alguém tão amargo e frio como ele. De fato, morar longe da civilização em uma mansão duvidosa perto de uma floresta que exala per...
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— Harry? – me arrepio quando ouço meu nome ser chamado por ele, parece que é um tipo de feitiço secreto que me faz derreter pelo simples fato de ouvir sua voz. — O que aconteceu? Por que está chorando? – Pergunta preocupado.
Mesmo me sentindo embriagado pelo seu perfume, a decepção fala mais alto e eu não controlo a raiva.
— Você aconteceu. O Luke aconteceu. Vocês dois ficando juntos aconteceu! – grito na cara dele que me olha sem entender. — Por que fez isso? – pergunto voltando a chorar, mesmo correndo o risco de parecer patético. — Você sabe que estou apaixonado e mesmo assim fica esfregando na minha cara que está com ele. – Digo desolado.
Louis tem a testa franzida, é nítido em seu olhar que minha reação está o afetando de alguma maneira. Seus olhos azuis estão mais claros do que o costume, apesar de se destacarem na escuridão da noite, ter que encará-los só me deixa ainda mais vulnerável.
— Do que está falando meu anjo? – O vampiro questiona, parecendo estar verdadeiramente confuso.
— Agora sou seu anjo, uh? – rebato com escárnio. — Engraçado, quando sumiu na floresta pra foder com seu amiguinho esqueceu que eu era o seu anjo. – Acuso me afastando dele que fica imóvel assimilando o que escutou.
Ele pisca algumas vezes como se isso o ajudasse a compreender o motivo da minha indignação.
— Então é disso que se trata? Ciúmes? – Louis vem em minha direção, bem devagar, sem tirar os olhos dos meus. Que inferno, até um simples caminhar desse homem me deixa de pernas bambas. — Eu deveria ter adivinhado que o meu garoto é extremamente possessivo.
Esse sorrisinho sedutor que ele tem no rosto não me amolece, não mesmo. Reviro os olhos e cruzo os braços de mau humor, ao perceber que não estou para brincadeiras, Louis respira fundo, estufando o peito numa tentativa de medir as palavras certas para argumentar.
— Eu não passei a tarde fodendo Luke, ok? – conta e eu dou de ombros fingindo indiferença, ele levanta meu queixo para me encarar, mas eu desvio os olhos orgulhoso. Louis suspira pesado e explica: — Como você deve imaginar John e Luke se conhecem de longa data, então depois da caçada que durou apenas meia hora, fomos visitar meu padrinho.
Bem, por essa eu não esperava.
— Mas antes de sair da mansão Luke disse que iria fazer sexo com você, que são amigos com benefícios. – Revelo cabisbaixo e um pouco apreensivo com a resposta.
— Luke disse isso? – concordo ainda sem o encarar. — O idiota deve ter falado pra te provocar, anjo. Fazem mais de dez anos que nós dois não transamos. Somos só amigos.
— Amigos, sei... – bufo debochado. — Então por que aquele idiotão fica o tempo todo te agarrando feito um carrapato? Drácula, ele é tão insolente! – Louis dá uma risadinha nasalada, espalmando a mão na minha cintura. Dou um tapinha pra afastá-la e ele meneia a cabeça descrente. — Não vejo motivos para rir. Luke falou um monte de merda, tentou me humilhar e você sequer o repreendeu. – Acuso ressentido.