Vampire!Louis.
Louis Tomlinson já estava acostumado a viver na solidão, afinal, ser um vampiro é a sentença ideal para alguém tão amargo e frio como ele. De fato, morar longe da civilização em uma mansão duvidosa perto de uma floresta que exala per...
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[Louis POV]
— Bom dia, Louis – a voz do meu pai retumba alta no quarto fazendo minha cabeça latejar ainda mais. — Levanta dessa cama porque precisamos conversar. – Esclarece abrindo as cortinas e a claridade que adentra o cômodo incomoda tanto meus olhos ao ponto de eu precisar tapá-los com o antebraço.
— Não precisamos não. – Resmungo fraco, já decidido permanecer debaixo dos lençóis pelo restante do dia, assim como fiz nas últimas duas semanas.
— Tome um banho e me encontre na sala em trinta minutos – Mark ordena sem deixar espaço para discussões. — Não me obrigue a voltar aqui para te buscar. – Conclui firme e sai do quarto deixando a porta aberta.
Bufo frustrado ao perceber que ele não está brincando, o conheço bem e sei que meu pai seria sim capaz de me arrastar pela orelha até a sala para ter a maldita conversa. Posso até imaginar qual é o assunto e para ser honesto, entendo o porque de Mark estar me pressionando a sair da cama. Meu pai está preocupado com a minha situação, afinal fazem quinze dias que chegamos no Alasca e eu ainda não saí do quarto nenhuma vez, não me alimentei e sequer pronunciei mais que uma dúzia de palavras.
Não é drama. É desânimo, desespero e luto.
O que eu teria para falar quando estou me sentindo dolorosamente quebrado? Quando a culpa pelo que aconteceu com Luke me corrói dia e noite? Quando as consequências de uma decisão errada me fazem sentir como o homem mais estúpido de todos os tempos?
São tantas perguntas que rondam minha cabeça que as vezes tenho a sensação que vou ter um surto a qualquer momento. No entanto, com certeza o que mais fode com a minha mente é saber que fui idiota o suficiente para me afastar de Harry. Como eu pude magoá-lo o deixando sozinho depois de toda a merda que ele passou? Na verdade eu sei quais foram os meus motivos, porém eles não justificam o meu egoísmo.
Com um suspiro resignado me arrasto da cama e sigo cambaleante até o banheiro, paro em frente ao espelho, analiso meu semblante e o reflexo mostra uma pessoa amargurada, derrotada e completamente assustada. Duas lágrimas grossas escorrem e rapidamente eu as afasto, estou tão cansado de chorar, eu só queria poder deixar esse sentimento de impotência pra trás e voltar a ser feliz. Me dispo devagar e deixo a água quente do chuveiro chicotear minhas costas com a esperança que com ela vá embora toda a dor emocional que sinto, no fundo sei que não é assim que funciona, embora esse fato não me impeça de ter esperança.
Depois de vestido ando com cautela até a sala onde encontro Mark distraído diante da grande vidraça observando o cenário do lado de fora, porém assim que percebe minha presença ele se vira e me lança um sorriso encorajador.
— Beba meu filho – diz imediatamente, indicando com o dedo uma jarra cheia de sangue humano que está disposta em uma bandeja na mesinha de canto. — Você não deve ficar tanto tempo sem se alimentar. – Ele aconselha se aproximando e servindo um copo grande o qual me oferece.